<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524</id><updated>2011-09-21T00:02:29.614-03:00</updated><title type='text'>O demo sentado em meu ombro</title><subtitle type='html'>Site de literatura transtornada. Não sabe o que é? Venha ver. Entenda o que o demo diz quando senta no meu ombro.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>133</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-2298836446259294535</id><published>2008-08-22T10:45:00.003-03:00</published><updated>2008-08-22T10:48:44.774-03:00</updated><title type='text'>O blog está morto. Vida longa ao blog!</title><content type='html'>Povo,&lt;br /&gt;Faz uma data que não posto nenhum novo conto, poema ou coisa que o valha cá no Demo. O blog está paradão há muito tempo e isso só pode significar uma coisa: &lt;strong&gt;o Demo morreu&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Não fiquemos tristes. A vida tem suas fases. Tudo é um cliclo. É tempo de renovar. Blá, blá, blá.&lt;br /&gt;Se quiserem ler novos e velhos textos meus, bem organizadinhos, não façam cerimônia. Visitem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;http://camilafernandes.wordpress.com&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou vocês acharam que eu ia parar por aqui?&lt;br /&gt;Até parece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-2298836446259294535?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/2298836446259294535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=2298836446259294535' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/2298836446259294535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/2298836446259294535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2008/08/o-blog-est-morto-vida-longa-ao-blog.html' title='O blog está morto. Vida longa ao blog!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-8255095312018000261</id><published>2008-07-08T16:54:00.002-03:00</published><updated>2008-07-08T16:58:11.646-03:00</updated><title type='text'>Necrópole - Histórias de Bruxaria. A noite do lançamento!</title><content type='html'>A imagem já explica tudo. Espero vocês por lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SHPGtwaEObI/AAAAAAAAASI/2Y-cRpnRZ9A/s1600-h/convite.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp0.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SHPGtwaEObI/AAAAAAAAASI/2Y-cRpnRZ9A/s400/convite.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220734882443180466" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-8255095312018000261?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/8255095312018000261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=8255095312018000261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/8255095312018000261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/8255095312018000261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2008/07/necrpole-histrias-de-bruxaria-noite-do.html' title='Necrópole - Histórias de Bruxaria. A noite do lançamento!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SHPGtwaEObI/AAAAAAAAASI/2Y-cRpnRZ9A/s72-c/convite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-1573721683869810188</id><published>2008-06-24T12:03:00.000-03:00</published><updated>2008-06-24T12:05:58.784-03:00</updated><title type='text'>Necrópole III: Histórias de Bruxaria</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SGENNgatz-I/AAAAAAAAASA/9MP7GFGsM9o/s1600-h/Necropole_III.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SGENNgatz-I/AAAAAAAAASA/9MP7GFGsM9o/s400/Necropole_III.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215464369163194338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde tempos imemoriais, perguntas sem resposta assombram o ser humano: De onde viemos? Para onde vamos? O que nos impele a continuar? O que há além?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A procura de soluções para esses mistérios que permeiam nossa existência sempre norteou nossa consciência, tanto individual quanto coletivamente. Foi precisamente das tentativas de solucionar o que é impossível de ser comprovado pela ciência que as mais diversas tradições mágicas e religiosas foram criadas. Todas elas, do xamanismo siberiano à magia ocidental, passando pela pajelança americana, pelo vodu haitiano e pela feitiçaria européia, são tentativas de encontrar alguma chave que abra à humanidade o portal dos mundos sutis, que dê acesso à morada dos deuses, à chama da sabedoria primordial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que as respostas a essas perguntas, praticamente imanentes ao ser humano, não estarão neste livro. Mas a criatividade de seus autores, já comprovada nos dois primeiros volumes da série – &lt;strong&gt;Necrópole - histórias de vampiros e Necrópole - histórias de fantasmas&lt;/strong&gt; –, oferece pontos de vista totalmente novos sobre a bruxaria. São seis histórias que abordam a presença da magia em nossas vidas sob os mais diversos ângulos, extrapolando nossas clássicas noções de bem e mal.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Necrópole: histórias de bruxaria é o terceiro volume da Coleção Necrópole. Surge como uma resposta ao sucesso de Necrópole: histórias de vampiros e Necrópole: histórias de fantasmas, que conquistaram leitores ávidos por publicações nacionais de suspense, terror e fantasia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coleção originou-se do NecroZine, periódico bimestral com contos de suspense e terror, distribuído em eventos culturais como forma de propagação desse gênero literário. Seus criadores – &lt;strong&gt;Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli e Richard Diegues&lt;/strong&gt; – recebem, neste volume, o reforço de dois talentosos convidados: &lt;strong&gt;Eric Novello e Nazarethe Fonseca&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já acontecia nos contos publicados em &lt;strong&gt;NecroZine&lt;/strong&gt;, na coleção Necrópole os elementos de suspense e terror são dosados com habilidade. O resultado são narrativas bem conduzidas e abordagens sutis. Daí essas histórias agradarem até mesmo quem não é fã do gênero de terror. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste livro, os leitores são envolvidos pelas tramas no ritmo violento de Alexandre, na aguda sutileza de Camila, na agilidade sarcástica de Eric, na marcante acidez de Gian, na sensualidade de Nazarethe e na profundidade psicológica de Richard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com esta obra em mãos, você perceberá que Necrópole é mais que uma simples coleção. Ela é fruto de uma proposta forte, de quem não apenas escreve literatura de terror e fantasia, mas faz questão de provocar arrepios de verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;www.alaude.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-1573721683869810188?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/1573721683869810188/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=1573721683869810188' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/1573721683869810188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/1573721683869810188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2008/06/necrpole-iii-histrias-de-bruxaria.html' title='Necrópole III: Histórias de Bruxaria'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SGENNgatz-I/AAAAAAAAASA/9MP7GFGsM9o/s72-c/Necropole_III.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-6394727081686889899</id><published>2008-06-18T09:18:00.002-03:00</published><updated>2008-06-18T09:22:34.103-03:00</updated><title type='text'>Lançamento!</title><content type='html'>Mais um excelente livro do qual tive o privilégio de tomar parte como revisora. A &lt;strong&gt;&lt;a href="http://cristinalasaitis.wordpress.com "&gt;Cristina Lasaitis&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; é a mais nova revelação da ficção científica brasileira e recomendo sua obra - e a festa de lançamento - a todos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SFj9nXb8NLI/AAAAAAAAARY/-PvI0KjyWaY/s1600-h/fabulas3d.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp3.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SFj9nXb8NLI/AAAAAAAAARY/-PvI0KjyWaY/s400/fabulas3d.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213195421429281970" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábulas do Tempo e da Eternidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lançamento:&lt;/strong&gt; Sexta - dia 04 de JULHO de 2008, a partir das 18 h&lt;br /&gt;No Bardo Batata&lt;br /&gt;Rua Bela Cintra, 1.333 - Jardins (a uma quadra do metrô Consolação)&lt;br /&gt;São Paulo - SP&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tarde de autógrafos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;dias 05 e 06 de JULHO de 2008 &lt;br /&gt;no FANTASTICON - II Simpósio de Literatura Fantástica - Colégio Marista Arquidiocesano - Vila Mariana&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tarja Editorial &lt;br /&gt;www.tarjaeditorial.com.br&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;176 páginas&lt;br /&gt;Formato bolso: 18 x 12 cm&lt;br /&gt;Preço no lançamento: R$23,00&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Virá o tempo em que as estrelas se apagarão, a matéria ruirá sob suas próprias forças e os buracos negros se diluirão no vácuo. As leis da física profetizam que, tal como cada um de nós, o universo que habitamos também terá o seu término. &lt;br /&gt;A religião nos legou a fé na eternidade, a ciência concedeu-nos o conhecimento do fim. Dividido entre a pulsão pela vida e a lógica crua, o ser humano passou a conviver com a angústia de ser carregado pela correnteza das horas num curso irrefreável rumo ao grande mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge aí a fatal pergunta: como superar os limites impostos pelo tempo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa incursão especulativa pelo mundo da ficção científica e fantástica, Cristina Lasaitis explora as diferentes facetas de Cronos e levanta questões intrigantes sobre a perpétua busca do ser humano pela superação do tempo. Com uma narrativa agradável e bem humorada, pincelada por influências de Jorge Luis Borges, Arthur C. Clarke e Ursula K. Le Guin, a autora apresenta épicos modernos, reinventa mitos antigos e se envereda por futuros imaginários e inimagináveis a dissecar o sentido (ou a falta de propósito) da existência em 12 histórias sobre extrapolação, transcendência e esperança.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a autora:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Cristina Lasaitis nasceu em 1983. Garota de imaginação fértil, desde cedo alimentou uma paixão especial por ciências e por histórias de ficção científica. Tal paixão foi decisiva para sua escolha profissional: formou-se biomédica pela Unifesp, onde hoje se dedica ao estudo do comportamento humano. Ademais, tornou-se escritora de ficção por hobby, e um dia lhe ocorreu que seria uma boa idéia se profissionalizar. Seus contos já foram publicados nas coletâneas Visões de São Paulo - Ensaios Urbanos (2006), FC do B (2008), na revista Scarium (2007) e também no site Novas Visões. Fábulas do Tempo e da Eternidade é seu primeiro livro e traz um apanhado dos melhores contos de sua jovem carreira de escritora. Atualmente ela vive em São Paulo com sua família e sua biblioteca, e se dedica a escrever muitas outras histórias...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mais informações blog da Cristina Lasaitis: &lt;br /&gt;http://cristinalasaitis.wordpress.com&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-6394727081686889899?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/6394727081686889899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=6394727081686889899' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/6394727081686889899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/6394727081686889899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2008/06/lanamento_18.html' title='Lançamento!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SFj9nXb8NLI/AAAAAAAAARY/-PvI0KjyWaY/s72-c/fabulas3d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-6997702740750927717</id><published>2008-06-16T14:56:00.002-03:00</published><updated>2008-06-16T15:00:55.044-03:00</updated><title type='text'>Lançamento!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SFaqRn0AkXI/AAAAAAAAARQ/svlRx9Ti5q4/s1600-h/Capa+Frente+Baixa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp2.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SFaqRn0AkXI/AAAAAAAAARQ/svlRx9Ti5q4/s400/Capa+Frente+Baixa.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212540838449549682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo livro de Nazarethe Fonseca com capa e revisão minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LANÇAMENTO – 04 de JULHO de 2008&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kara &amp; Kmam - uma saga de Alma e Sangue&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nazarethe Fonseca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor do que revisitar antigos personagens é poder dar a eles uma nova vida, mais detalhes e, acima de tudo, muito mais força e carisma. É o que Nazarethe Fonseca fez em sua nova obra, com Kara Ramos e Jan Kmam, o casal de vampiros mais complexo e apaixonante dos últimos séculos.&lt;br /&gt;Neste livro, fica clara a referência aos vampiros clássicos, como o de Bram Stocker, que são jogados em um caldeirão de romantismo digno dos protagonistas de Francis Ford Copolla. Para quem espera algo leve, este é o livro errado, pois a intriga e o terror se entrelaçam como ervas daninhas ao romance dos casal.&lt;br /&gt;Envolvente, atual e real. Acima de tudo, assustadoramente real. É isso o que você pode esperar deste romance. Sinta-se à vontade para entrar na vida de Kara e Kmam. O risco é inteiramente seu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Trama:&lt;br /&gt;Um casal de vampiros se vê em meio a uma grande rede de intrigas, perigos e poder. Sua existência é regada a doses vertiginosas de romance e sedução do tipo que somente as criaturas da noite são capazes de criar. E, como não poderia deixar de ser, igualmente permeada de interesses, jogos de poder e vingança. Os protagonistas da trama já são velhos conhecidos dos amantes dos vampiros: surgiram aos milhares nos velhos séculos e suas histórias foram contadas em Alma e Sangue, o despertar do vampiro. Agora ressurgem com muito mais paixão e fascínio para dar continuidade a esta&lt;br /&gt;saga de alma e sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde:&lt;br /&gt;Bardo batata&lt;br /&gt;Rua Bela Cintra, 1.333&lt;br /&gt;São Paulo - SP&lt;br /&gt;Horário: &lt;br /&gt;04 de Julho de 2008&lt;br /&gt;Sexta 18 horas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;T a r j a E d i t o r i a l&lt;br /&gt;Rua Dr. Zuquim, 757 – Conj. 155&lt;br /&gt;tarjaeditorial@tarjaeditorial.com.br&lt;br /&gt;contato: Richard Diegues – 11 9547-2520&lt;br /&gt;www.tarjaeditorial.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-6997702740750927717?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/6997702740750927717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=6997702740750927717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/6997702740750927717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/6997702740750927717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2008/06/lanamento.html' title='Lançamento!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/SFaqRn0AkXI/AAAAAAAAARQ/svlRx9Ti5q4/s72-c/Capa+Frente+Baixa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-9164173056670759947</id><published>2007-09-02T11:52:00.000-03:00</published><updated>2007-09-02T11:58:13.400-03:00</updated><title type='text'>Pêssego e Flor</title><content type='html'>A brincadeira é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O escritor e pesquisador &lt;strong&gt;&lt;a href="http://aoficinadodiabo.blogspot.com/"&gt;Jean Canesqui&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; me pediu outro dia: "Escolhe uma ilustração tua pra eu escrever um conto sobre ele." Escolhi um dos meus esboços-sem-compromisso preferidos, que segue abaixo, pois achei que ele era bastante sugestivo e desafiante para um escritor como ele. O resultado escrito não poderia ter sido melhor: o conto &lt;strong&gt;Pêssego e Flor&lt;/strong&gt;, delicado, sutil, tenso e envolvente, que vocês podem conferir abaixo, junto com o desenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/RtrO2p4TRkI/AAAAAAAAANY/rAix6qstCjM/s1600-h/japas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://bp1.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/RtrO2p4TRkI/AAAAAAAAANY/rAix6qstCjM/s400/japas.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5105620565928134210" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pêssego &amp; Flor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pêssego dedilha as três cordas da cítara.&lt;br /&gt;O corpo é a curva perfeita sobre palha do tatami (01). Uma dobra circunscrita desde os primeiros tempos para ser mais donairosa do que cômoda. Pêssego paira sobre si mesma, amparada pela música de calar banquetes, fugindo de tudo, buscando o nada. A cabeça remota de impertinências. Destarte, ficaria para sempre, no conforto da ausência... Se aquilo dolorido e persistente não fizesse a carne traidora da alma.&lt;br /&gt;(Mais uma vez)&lt;br /&gt;O dedo é intenso. A corda se quebra.&lt;br /&gt;Pêssego é seqüestrada do reino a flutuar acima das coisas para a Terra sob ele, sólida e inegável.&lt;br /&gt;_É a primeira corda que vejo você quebrar desde...?&lt;br /&gt;Pêssego não percebeu Flor entrar. De repente, uma assistência para a solidão.&lt;br /&gt;_Desde sermos meninas?&lt;br /&gt;_Desde antes de sermos mulheres, Pêssego.&lt;br /&gt;Flor fala a verdade. Cortante. Mas não fere por crueldade e, sim, somente porque o fato é o fato e ele simplesmente corta.&lt;br /&gt;Pêssego depõe a cítara em seu canto de descanso.&lt;br /&gt;A delicadeza é teatral numa vida espetacular.&lt;br /&gt;Flor:&lt;br /&gt;_Decidiu?&lt;br /&gt;_Que há para decidir?&lt;br /&gt;Flor suspira. &lt;br /&gt;_A oferta de seu danna (02).&lt;br /&gt;Agora, a verdade veio orvalhada. Mágoa molhada. Se a levasse com os dedos aos lábios pintados, sentiria o gosto salgado da lágrima. Todavia, Flor não pranteia. Não as vistas da outra.&lt;br /&gt;_Devo dizer a resposta que já sabe, minha irmã?&lt;br /&gt;_Comenta-se que o senhor Yanamoto a deseja muito...&lt;br /&gt;_Está sendo vulgar, Flor.&lt;br /&gt;_O viúvo lamenta pela finada, que não lhe trouxe filhos. Culpa dela, obviamente. No entanto, o senhor Yanamoto acredita, com muita fé, dizem, que sua escolhida, além de ser uma grande mulher de arte, poderá ser também uma mulher de filhos.&lt;br /&gt;_Pare...&lt;br /&gt;_O que diria seu danna ao saber que a natureza lhe forneceu muitas artes, menos a da maternidade...&lt;br /&gt;TAPA!&lt;br /&gt;O golpe corre como corre o relâmpago pelo céu. Rápido. Inesperado. Breve. Aguarda-se o esperado perseguidor do raio. O Trovão. Enfim, o que estava represado transborda e Flor é só água.&lt;br /&gt;Pêssego a fita. Fria. Um primeiro olhar de gelo em seu rosto nevado pela maquiagem. O segundo é um olhar de alma e de carne. A gueixa se desfaz da arte de ser e abraça a mais nova desmoronada e soluçante.&lt;br /&gt;_Desculpe! Desculpe! Não queria que fosse de Yanamoto. Seu lugar é aqui.&lt;br /&gt;_Como eu poderia fazer tal coisa. Você sabe...&lt;br /&gt;_Eu sei, Pêssego. Eu...&lt;br /&gt;_É impossível atender tal pedido.&lt;br /&gt;_Perdoe-me, estou louca... Você queria, não queria?&lt;br /&gt;Pêssego é silencio.&lt;br /&gt;_ Você o aceitaria, não? Vejo como são vocês, quando estão juntos. Vi quando segurou na mão dele quando escreviam sobre o papel, como se o papel fosse o corpo um do outro. Se pudesse...&lt;br /&gt;_Se pudesse, seria outra vida.&lt;br /&gt;_Perdoe-me, estou louca, Pêssego.&lt;br /&gt;_Também padeci por essa loucura.&lt;br /&gt;_Por Yanamoto?&lt;br /&gt;_Também. Porém, ele não foi minha primeira insanidade.&lt;br /&gt;_?&lt;br /&gt;_ A primeira aconteceu quando minha mãe leiloou você, Flor.&lt;br /&gt;Flor a contempla. Pêssego se completa.&lt;br /&gt;_Quando leiloou a última donzela do okiya (03).&lt;br /&gt;Sorriso germinal em Flor.&lt;br /&gt;_Não é verdade.&lt;br /&gt;_Minha loucura naqueles dias de desgosto?&lt;br /&gt;_ Que eu fui a última donzela dessa casa naqueles anos _ Vaticina Flor.&lt;br /&gt;Pêssego deita os olhos. Na mira, mãos alheias, invejadas por não serem as suas, porém amadas por poder tê-las.&lt;br /&gt;_ Na verdade, não fui donzela por muito tempo. Você...&lt;br /&gt;_ O senhor Yanamoto iria se indignar mais ainda.&lt;br /&gt;_ Naquele dia, Flor, quisesse eu ser senhora de todas as estrelas da noite. Navegaria pelo ocaso em uma canoa e laçaria uma a uma com uma rede até ter todas. E, uma a uma, eu daria a minha mãe cobrindo lance por lance. Mas naquela época eu era dela tanto quanto você, talvez mais até. Nem podia lhe dar uma estrela do mar.&lt;br /&gt;_No entanto, deu-me constelações depois...&lt;br /&gt;Flor se solta de toda sua arte em vida. Rola no chão como se não tivesse sido uma gueixa a vida toda, e sim uma gata preguiçosa. Malandra.&lt;br /&gt;_Então, não serei a nova oneesan (04) sobre este teto?&lt;br /&gt;_ Terá que se conformar comigo como tal, Flor, minha irmãzinha.&lt;br /&gt;_É seu por direito.&lt;br /&gt;_Não há “direito”.&lt;br /&gt;_Se ainda dúvida, visite o Kenban (05) e pergunte. Sua mãe deixou para você, a filha. Para quem mais ela deixaria?&lt;br /&gt;_Nosso tipo de...&lt;br /&gt;Pêssego se detém sem força. Flor é forte e conclui.&lt;br /&gt;_Mulher?&lt;br /&gt;_ Nosso tipo de mulher não deve ter filhos. São as boas alunas que herdam.&lt;br /&gt;_Você é a maior aluna.&lt;br /&gt;_ Se soubessem...&lt;br /&gt;_ Não sabem. Você será como sua mãe.&lt;br /&gt;_Não!&lt;br /&gt;_Deixará ir-me pelas ruas desacompanhada?&lt;br /&gt;Pêssego responde a ronha de Flor, ousando uma curva feliz no lábio escuro.&lt;br /&gt;_Não. Saíra respeitosamente, acompanhada.&lt;br /&gt;_Por um homem que confia?&lt;br /&gt;_Pelo que eu mais que confio.&lt;br /&gt;Flor desafia.&lt;br /&gt;_Você?&lt;br /&gt;Flor é deveras desafiante.&lt;br /&gt;_Eu pretendo sair muito, Pêssego. Como me espera me acompanhar tanto e cuidar das outras e do okiya?&lt;br /&gt;_ Você não sairá muito.&lt;br /&gt;Flor e mais um desafio&lt;br /&gt;_ Se um danna meu me quiser, você me dará?&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;_ Se um danna meu me quiser como quis o seu, você me dará?&lt;br /&gt;Pêssego novamente é uma fruta cujo sulco é o silêncio.&lt;br /&gt;_Pêssego...&lt;br /&gt;_ Aí está livre para decidir. Teu desejo...&lt;br /&gt;_Meu desejo é o desejo da oneesan dessa casa.&lt;br /&gt;_E qual o desejo da oneesan?&lt;br /&gt;_ A oneesan sabe.&lt;br /&gt;Pêssego se levanta e flutua em passos de imperceptível brisa até ver no espelho o inverso dos arabescos no quimono e no obi (06) devidamente amarrado atrás, em sua cintura.&lt;br /&gt;_ A oneesan conhece mesmo o que deseja?&lt;br /&gt;_Uma mulher deseja, Pêssego?&lt;br /&gt;Flor adentra no reflexo na marcha de uma sombra indicando a quanto vai a morte do dia, grávido da noite.&lt;br /&gt;_...Flor.&lt;br /&gt;E o espelho de cada uma na sala, os olhos em cada órbita, reflete a busca de ambas. Profere Pêssego a verdade dita por sua mãe. Dita por outras. Dita por todas.&lt;br /&gt;_Somos mais que a maioria das mulheres. A nós, é legítimo o desejo.&lt;br /&gt;Flor solta o obi e se desabrocha, fazendo-se de si uma perfeita florida e transmutando por essa magia Pêssego de fruta silenciosa a abelha rainha, com seu ferrão inerente.&lt;br /&gt;_ Disse minha mãe: Sou mais que uma mulher. Sou menos que um homem.&lt;br /&gt;Flor a nega e a afirma.&lt;br /&gt;_Você, mais do que qualquer um, pode ser o que quiser.&lt;br /&gt;Os seios de Flor não são rígidos, quase caem. Porém, são fartos e deleitosos, próprios para alimentar bebês e homens famintos.&lt;br /&gt;Tal qual as duas irmãs de vida e de alma, o desejo e a inveja se urdem fraternos no pulso a ecoar entre os seios planos e sem significado de Pêssego. A fome pelo o que não tem em si e o que pode tomar para si.&lt;br /&gt;_Sou o que minha mãe me fez com o amor e com o egoísmo.&lt;br /&gt;Flor além de tola é sábia.&lt;br /&gt;_Amor e egoísmo são redundantes. Queremos sempre próximo a quem amamos, mesmo aprisionando e o adoecendo. Infelizmente, o okiya não é lugar para meninos.&lt;br /&gt;_É lugar para fêmeas, assim minha mãe me prendeu a ela, fazendo-me filha. Não. Nem filha, mas uma criança que ninguém sabia de onde vinha. E o que eu sou hoje, minha Flor pálida?&lt;br /&gt;_ Uma mulher de arte. Senhora desse okiya. Minha senhora...&lt;br /&gt;Momentos mortos.&lt;br /&gt;_Se quiser... Meu senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos anteriores a uma única respiração sequer das pessoas nessa sala, a mãe de quem viria a se chamar Pêssego ofereceu a Arte do Alívio ao seu mais estimado cliente. Não atendeu a um pedido. Para ele bastava a música e o diálogo. Apenas ofereceu seu bem querer desinteressado.&lt;br /&gt;Preparou o assalto do amor como o Senhor da Guerra se prepara para a batalha. A Senhora do Amor traçou estratégias. Cogitou táticas. Ouviu conselheiros.&lt;br /&gt;Comprou o saber das ocultas e singulares ciências sensuais da grande oiran (07).&lt;br /&gt;Do Bordel Verde.&lt;br /&gt;A casa ditosa das mulheres do prazer. A casa cercada por plácidas e prateadas lagoas, cujo fundo é obscuro, pois é profundo. Por onde as crianças temem passar, porque falam que naquelas águas se abrigou um Vampiro do Rio, apaixonado por essas mulheres e seus talentos de ardor e de brasa. Mentiras de esposas solitárias e magoadas, certas que a conhecida predileção desse ser infame por sangue infante afastaria seus pequenos apaixonáveis.&lt;br /&gt;As senhoras da luxúria podiam tomar seus esposos, mas as crianças sempre seriam de suas mães.&lt;br /&gt;A Senhora da Luxúria foi a mestra da Senhora do Amor. Ensinou as quatro dezenas de maneiras diferentes de se amar e de fazer um homem morrer por um momento entre suas pernas.&lt;br /&gt;A esmerada aluna fez a prova, ao algemar o amado em sua tenaz, da qual o cadeado era seus caprichosos calcanhares.&lt;br /&gt;O prisioneiro retribuiu o cárcere, prendendo-a na adamantina liga feminina.&lt;br /&gt;A maternidade.&lt;br /&gt;Entretanto, o danna, cujo nome não deve ser mencionado, não admitiria esse filho.&lt;br /&gt;A dama que o carregava bem sabia. Ele casara um ano antes com a última mulher da casa ao lado da sua, cuja toda família fora tragada pela vida. Ele dobrou o poder que detinha e agora se senta entre homens maiores, dos quais antes nunca encontraria. De boa semente, já fez seu herdeiro. O primeiro varão. O legítimo.&lt;br /&gt;Não poderia permitir um bastardo e a pulverização de sua grande herança.&lt;br /&gt;Tremendo o temor das prenhas fêmeas diante da ameaça que se avizinha, a dama se armou de dupla mentira.&lt;br /&gt;Mentiu ao atribuir a autoria daquilo a levar consigo a outro cliente, do qual o nome também necessitava ser tratado com discrição por variados e justos motivos.&lt;br /&gt;Logrou também ao dizer que quem nasceu não foi mais um varão (os deuses abençoaram a semente desse danna), mas sim uma menina.&lt;br /&gt;Desse modo, a desconfiança do pai fora superada pelo desprezo e pela segurança. Um homem pode tomar o que é seu. O que uma mulher pode fazer?&lt;br /&gt;Suas visitas se escassearam e a mãe se mudou dali, antes que a previdência o fizesse ser mais do que distante, o fizesse inclemente.&lt;br /&gt;Devia ter dado seu filho. Gueixas não são mães. Esposas são mães e essa gueixa não era esposa. Então, mentiria novamente.&lt;br /&gt;Ela não seria mãe. A criança continuaria a ser menina, porém, ela não seria sua filha, seria a compra prematura de uma aluna. Então, não haveria querelas. O menino era uma menina como todas as outras do okiya que montou, só que adquirida antecipadamente. Uma excentricidade talvez duvidosa, no entanto perfeitamente aceitável.&lt;br /&gt;Condenar um homem ao rebaixo mutilado de ser uma mulher não era um crime por demais cruel? Talvez, todavia, para tal infâmia, havia um contrapeso:&lt;br /&gt;Nesses tempos que ser mulher é ser menor que um homem, ser uma Mulher de Arte era ser maior que ser uma mulher de casa. Então, o que melhor uma mulher pode ser do que ser uma gueixa?&lt;br /&gt;Menos que um homem, mais que uma mulher.&lt;br /&gt;Justo? Talvez não. Compensatório? Talvez sim.&lt;br /&gt;A mãe chamou seu fruto de Pêssego, porque seu cheiro era saboroso como a sedutora lembrança de um em todo o seu doce e sua pele era sedosa e suculenta a ponto que lhe gerar um incivilizado desejo de devorá-lo, para alimentar seu amor esvaziado e protegê-lo novamente dentro de si, numa gestação sem fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flor veio depois.&lt;br /&gt;De onde veio e como se chamava, não é relevante a nada. Entrou para a casa antes do sangue lhe eleger mulher. Chamaram-na de Flor. Obviamente porque assim o era e porque é sempre conveniente a uma gueixa ser uma flor.&lt;br /&gt;Aprendeu durante os dias os segredos de ser uma Mulher de Arte.&lt;br /&gt;E aprendeu num dia o segredo de Pêssego, que não era mulher.&lt;br /&gt;Aconteceu fora do okiya, na neve invernal, no banho quente das fontes vulcânicas, sozinhas, observadas apenas pelos macacos brancos das montanhas.&lt;br /&gt;Rapidamente, Flor se despiu e mergulhou no líquido borbulhante.&lt;br /&gt;Pêssego apenas a mirava. Com face interessada na aventura molhada, porém com a cabeça baixa, envergonhada.&lt;br /&gt;Flor, que desde broto era fascinante, a persuadiu com gloria e vitória.&lt;br /&gt;Pêssego abriu o quimono e, livre de tecidos e embustes, juntou-se à amiga no calor da água fervida que da terra vinha.&lt;br /&gt;Foi quando, que por comparação dos dois corpos despidos de tudo, panos, pêlos e segredos, que se viu a verdade.&lt;br /&gt;Flor era côncava e Pêssego era saliente.&lt;br /&gt;Nessa hora mais sincera que nunca, um pacto de amor e de verdade se fizera e elas se fizeram irmãs. Quase únicas. Uma alma una.&lt;br /&gt;Ambas descobriram, anos mais tarde, quando os pêlos e volumes complicaram a tessitura do engano, que o amor delas era amor maior que o da pequena fraternidade.&lt;br /&gt;Ao leiloar a virgindade de Flor para o cliente mais generoso, a mãe de Pêssego cravou na carne e na alma de ambas, uma dor cuja sangria foi de plena simetria.&lt;br /&gt;Depois do triste comércio, uma frente à outra, entre lágrimas e lamentos, confessaram aquilo que somente se revela quando quase se perde.&lt;br /&gt;O artifício se agravou. Sob a farsa da amizade feminina e fraterna, atuavam nas coxias os atores num calmo e quieto ensaio amoroso, quando o estratagema era retirado do jogo para prevalência do gozo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_Se quiser, Pêssego, será.&lt;br /&gt;A carne.&lt;br /&gt;Chama.&lt;br /&gt;Um laço é desfeito e outro tem o nó reforçado num aperto.&lt;br /&gt;A seda cai.&lt;br /&gt;Obi e quimono se derramam e escorrem pelo chão de palha entrelaçada.&lt;br /&gt;De cada uma, três kanzashis (08) e um pente são retirados, libertando o cabelo sobre a derme hiberna da pele nua, junto com os brincos de casco de tartaruga.&lt;br /&gt;Despidas de sua beleza artificial, as gueixas desaparecem, restando apenas homem e mulher em deleite natural.&lt;br /&gt;Dessa arte candente, Pêssego, encaixe experiente nesse mundo livre a deslizar, faz o que gosta se fazendo de pouco saber. Cabe a Flor, sua contraparte em mais uma atuação de impostura, impor-se e fingir a lhe ensinar o que já foi ensinado, travestindo, por malícia e manha, a ciência bem conhecida em indesculpável ignorância.&lt;br /&gt;A lição é verbalizar o prosaico amar em todas as suas delicadas e agudas flexões.&lt;br /&gt;Inclusive, quando aluna choca a mestra ao compensa-la de súbito pelo o que lhe foi pretensamente revelado, ao lembra-la que ela é ele e ao toma-la, mostrando que quem é, de fato, ela.&lt;br /&gt;Um segredo do corpo por outro segredo do corpo.&lt;br /&gt;Flor, unida com Pêssego, divide o lendário seppun.&lt;br /&gt;O amar com a boca.&lt;br /&gt;A paixão entre os dentes, na ponta da língua, entre os lábios.&lt;br /&gt;O amor a devorar. O amor devorado.&lt;br /&gt;O que os estrangeiros chamam de beijo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(01) Tatami: Tatame.&lt;br /&gt;(02) Danna: Amante da gueixa. Protetor.&lt;br /&gt;(03) Okiya: Casa das Gueixas.&lt;br /&gt;(04) Oneesan: Gueixa mais velha. Guia das gueixas aprendizes.&lt;br /&gt;(05) Kenban: Cartório de registro e controle das atividades das gueixas&lt;br /&gt;(06) Obi: Cinto usado em conjunto ao quimono.&lt;br /&gt;(07) Oiran: Prostitutas mais experientes, as quais geralmente administravam os bordeis.&lt;br /&gt;(08) Kanzashis: Jóias decorativas para o cabelo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.culturajaponesa.com.br/htm/gueixa.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-9164173056670759947?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/9164173056670759947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=9164173056670759947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/9164173056670759947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/9164173056670759947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2007/09/pssego-e-flor.html' title='Pêssego e Flor'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_LkkeiR8kIbM/RtrO2p4TRkI/AAAAAAAAANY/rAix6qstCjM/s72-c/japas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-1707377589403597528</id><published>2007-08-07T02:44:00.000-03:00</published><updated>2007-08-07T02:45:09.117-03:00</updated><title type='text'>Súbito, o Frio</title><content type='html'>Junho em São Paulo. Era para ser outono, um quase inverno de pôr-do-sol bonito e folhas secas. Mas assim é a cidade, um dia tem mil estações. Calor num momento e, súbito, o frio. É um tempo instável, difícil de prever. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ela. Por isso é que gosta desta época do ano. É quando se sente mais normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia hoje está ameno, mas logo há de mudar. Os vidros fechados isolam mal e mal os sons da rua. “E agora?”, ela se pergunta. “E agora?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era o que perguntava meses antes. Tinha uma série de perguntas infalíveis, que se repetiam não necessariamente em ordem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Normal?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Hein?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você acha que eu sou normal?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz a espiava de lado, na varanda do apartamento, achando graça na sua conduta. Um cigarro brincava entre seus dedos. Seus olhos passeavam lá embaixo, nas casinhas tradicionais do Alto da Mooca, panorâmica familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não”, respondia, “mas se fosse, não teria graça.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E então? Você me ama?” Um clássico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você sabe o quanto.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sei.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se já sabe a resposta, por que pergunta?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quero ouvir de novo e de novo.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ouvira. Repetidas vezes. Certeza diariamente procurada: necessidade. Como o remédio de tarja preta na gaveta de meias. Um lugar seguro para um segredo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que um homem abriria a gaveta de meias da namorada? Não havia razão. Mas ele abriu. E encontrou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente as estranhezas leves da menina pareceram explicadas, rotuladas. “Mas se fosse normal, não teria graça”, ele repetiu para si. Não tem nada demais uma pessoa se medicar. E não pensou mais nisso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só naquilo. Aquilo que os homens querem. Mulheres igualmente. Ela era incomum nessas horas também. Hábil. De uma habilidade… profissional. Calculada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desapaixonada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era desamor. Queria agradar. A vontade existia – faltavam o desejo, a quentura entre as pernas, as pupilas dilatadas, os úberes intumescidos. Ele teria notado antes se prestasse mais atenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É o remédio”, ela explicou. “Corta o tesão.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No começo ele não pensou que fosse ruim. Ela se empenhava. Era até lisonjeiro. Mas que graça tinha? Depois de um tempo, nenhuma. Chegar lá, esfregar, espirrar e dormir, sabendo que de sua parte ele não lhe causava satisfação alguma. Via de mão única. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que ela largou o medicamento pela primeira vez. Para tentar diferente. Esqueceu-o no fundo da gaveta, no criado-mudo, sob o abajur, no limbo do apartamento burguês. Saiu o comprimido, entrou a putaria. E desde então as noites lá dentro foram quentes. Os dias, também. Mas de um jeito diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se na hora de ralar fluíam como água, na hora de viver chocavam-se feito pedras. O humor vinha e voltava do inferno, uma náusea emocional constante, bate, volta, eu quero, não quero, deixe-me, fique, lágrimas e riso, riso e lágrimas. Eu te amo três vezes ao dia já não funcionava. O organismo da moça adquirira tolerância ao cafuné, exigia mais e mais. E tome cara feia em público, chilique ao telefone, tapa na cara. Ardido. Quente, sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem estava de fora, era difícil entender. Desnecessário. Admite-se apenas a mulher histérica, seus ataques, seus berreiros. Não sua dor. Nunca se nota a tarja preta sobre os olhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ameaçou sumir. Ela pediu, implorou e prometeu. E correu de volta para as cápsulas de paz, exatamente como o doutor prescrevera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, devagar, os dias voltaram a ser tranqüilos. O problema é que as noites, também. Demais para ele. Não tinha que passar vontade, ela colaborava, bastava pedir. Mas comer comida fria? Não dava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá para o final de maio, começo de junho, o tempinho indeciso de que ela tanto gostava, a moça passava camisas na sala. O papel de dona-de-casa a contentava vez por outra: fazer bem-feito, ser útil a ele, talvez necessária. E para coroar esse contentamento ela voltou a perguntar o de sempre: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você me ama?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a resposta demorou a vir, e quando veio não foi bem a de sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você pergunta demais. O que acha?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No despreparo, saiu-se com esta: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sei. Me diga você.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Estou cansado de dizer.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Então é não!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ainda pode ser sim. Mas, sabe, menina? Você torna a tarefa de te amar muito difícil.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O choro era esperado, e veio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu estou me esforçando”, ela gemeu, infantil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Até demais. Amor não tem que ser assim, suado e sofrido. Não pra mim, entende?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas eu te amo. E não sei te amar de outro jeito.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sei que não.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se aproximou, se inclinou, beijou-lhe a testa. Beijo complacente, sem ternura. Andou na direção do quarto, parou diante da porta, olhou para dentro sem pressa. Em silêncio. Pensava se continuaria até o guarda-roupa. O chorinho de fundo virou heavy metal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você vai embora? É isso? Vai dar pra trás agora?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Queria ter tido colhão pra ir antes, mas não deu. Eu tentei, você tentou, nós tentamos, não rola mais. Toca pra frente. Sem culpa, OK?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você não pode sair assim. Não tem esse direito.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A genteconversa quando você estiver mais calma.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você tem outra!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O abajur – o mesmo que ficava sobre a gaveta com o remédio – voou e não acertou. O alvo olhou para trás, espantado, mas nem tanto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há horas em que um homem precisa peitar a situação. Ele peitou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu tive várias. O suficiente pra criar coragem. Sou assim. Quero trepar com vontade. É assim que você quer continuar? Eu não. Acorda. Isso não é vida nem pra mim nem pra você.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse foi o erro: julgar a batalha ganha. Nunca se pode contar com o bom-senso do inimigo. Mulheres sabem disso, por isso apunhalam à traição. Na inconformidade, no ódio, na inarticulável indignação e principalmente na falta do obrigatório punhal, investem com o que têm à mão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso, o ferro de passar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo deu muito errado nessa hora – ou muito certo, questão de gosto. O que ela fez, fez sem pensar, e fez direito. O ferro estava ali, quente e pesado, e ela golpeou com força, uma vez só. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som da queda foi estranho, sufocado, e o movimento, antinatural. No cinema a queda é sempre bela, há o corte da cena, a troca de câmeras, tudo parece correto. Aqui, o corpo dançou um pouco, involuntário e ridículo, de encontro ao chão. Caiu de costas e o rosto ficou virado de lado. Olhos fechados. Não demorou o sangue previsível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se pega estática, pensando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E agora? O que vem agora?” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Súbito, o frio: um arrepio de cruel lucidez percorre seu corpo, e ela percebe que o rapaz provavelmente não se levantará. E se acaso o fizer, ferido e coberto de sangue, isso não será de forma alguma bom para ela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que pensar rápido. Panos de chão, rodo, produtos de limpeza. Sim, é um bom dia para fazer faxina. E a varanda, ele gosta tanto da varanda. Décimo andar. Uma longa queda até a rua. Foi acidente ou de propósito? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sempre um benefício na dúvida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-1707377589403597528?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/1707377589403597528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=1707377589403597528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/1707377589403597528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/1707377589403597528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2007/08/sbito-o-frio.html' title='Súbito, o Frio'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-7458469285927982978</id><published>2007-04-02T10:58:00.000-03:00</published><updated>2007-04-02T11:01:17.297-03:00</updated><title type='text'>Chuva vem (conto)</title><content type='html'>&lt;em&gt;Chuva vai, chuva vem, e eu aqui sem um vintém. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi esse verso com a minha mãe. Não lembro o resto. Mas ela cantou muito isso antes de morrer, se é que morreu. Ela sumiu, mas eu já era homem, né? Ela podia ir. Falava que eu era especial, e sou mesmo. Não vou ser pobre a vida toda, não. Eu sempre soube que era diferente. Quem olha pra mim também sabe. Só não sabe dizer por quê. Mas nota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha mãe dizia que eu tinha que ser mais esperto do que ela. De que jeito? Ninguém nunca teve uma mãe esperta que nem a minha. Tudo que eu tinha que saber ela me ensinou. Me ensinou a arrumar o que comer. Me ensinou que não adianta ter medo da chuva, porque ela vem, depois vai, e vem de novo, e o dia hoje tá assim. A gente acostuma com o chuvisco. Até gosta. Ainda mais no calor. Faz de conta que é banho. Só tem outro banho quando aqueles monges de roupa marrom passam com a bacia d’água querendo fazer, que nem eles falam, a nossa “higiene”. Outro dia, lá na Sé, o moço me lavou a cabeça e me fez até a barba. Fiquei bonitão. Podia até arrumar emprego, mas pedem o endereço da gente, e isso aí eu não tenho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o tal de vintém eu nunca vi. Acho que é um dinheiro. Minha mãe devia saber o que é. Ela sabia tudo que dá pra saber desse mundo. Eu só conheço centavo e real. Dólar também. Uma vez uma gringa me deu um dólar. Tenho ele até hoje. A molecada do Anhangabaú pede pra ver de vez em quando. Quando mostro a nota, invento uma história nova de como ganhei ela e eles tudo lá acreditam. Tô morrendo de fome, mas esse dinheiro eu não gasto. É lembrança. A gringa tava bêbada, mas era muito da gostosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, de noite, vou pro Mercadão ver se sobrou alguma coisa. É meio longe, mas eu gosto de andar. Chego lá, já levaram tudo. Só tem alface pisada no chão. Não agüento comer mato. Não sou boi pra comer mato! Queria carne. Vou seguindo meu caminho, ver se acho o povo que vem de Kombi dar sanduíche pra gente. Se tiver de presunto… Onde será que eles tão hoje? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se bobear, encontro a Marildinha. Ela é magra que nem uma tripa, mas é gente boa. Os meninos dela pedem grana no cruzamento. De vez em quando consigo pegar o dinheiro e comprar comida pra gente, senão ela gasta tudo em pinga. Ela teve nenê de novo faz uns meses aí. Não era meu, não, Deus me livre. Ela tava tão bêbada aquela vez que nem viu quando o nenê sumiu… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho a Marildinha no sinal. Arranjou homem. Botou os moleques pra fora do barraco e ta lá dentro fazendo outro. Mais um passa-fome. Pelo menos ela também ensinou eles a gostar da chuva, que tá caindo de novo. &lt;em&gt;Chuva vem. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saio andando de novo. Pior agora. Além de tá com fome, também tô a fim de mulher. Ai, um pão com carne agora, e um chamego. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí eu topo com a Zu. Chegou esses dias. Ninguém conhecia. Ela anda dormindo no banco da pracinha no Anhangabaú. Veio pra cidade atrás do marido, falou. Não achou. Tá sozinha, e de vez em quando fica chorando. A gente até que fica com pena, né, mas tanto pobrema mais importante e a menina aí feito besta… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando a Zu me olha engraçado. Vai ver ela sabe que eu sou diferente. Acho que eu também olho engraçado pra ela. É jeitosinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô a fim de mulher. Ela, com saudade do homem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço ela chegar pra lá, sento no banco com ela. Deixo ela chorar no meu ombro. Tá com ranho no nariz, mas não ligo, não. A chuva tá parando de novo. Falo pra ela parar de chorar e a tontona me dá um beijo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lembro das coisas que a minha mãe me ensinou. Tudo direitinho. Sei o que vou fazer. Olho pros lados pra ver se não tem ninguém olhando. Não tem. É agora, minha mãezinha, é agora… &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu até que gostava da Zu, mas, que nem o povo diz, foi melhor assim. Pelo menos ela não vai chorar mais. E eu também vou passar aí uns quinze dias sem ter fome de novo. Ô coisa boa! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, é a parte chata: arranjar lugar pra esconder o resto da menina. Será que passa lixeiro hoje? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Chuva vai…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Este conto foi originalmente publicado no dia 15 de março em &lt;a href="http://nvsp.tarjaeditorial.com.br"&gt;Novas Visões de São Paulo&lt;/a&gt;, o blog que está sacudindo a literatura paulistana. Passe por lá e confira o trabalho de 15 diferentes autores!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-7458469285927982978?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/7458469285927982978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=7458469285927982978' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/7458469285927982978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/7458469285927982978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2007/04/chuva-vem-conto.html' title='Chuva vem (conto)'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-7675784487364543996</id><published>2007-03-02T13:51:00.000-03:00</published><updated>2007-03-02T14:05:54.985-03:00</updated><title type='text'>Novas Visões de São Paulo</title><content type='html'>Em mais uma iniciativa do multitarefa &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.circulodecronicas.com"&gt;Richard Diegues&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, em parceria com a &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.tarjaeditorial.com.br"&gt;Tarja Editorial&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, é com grande orgulho que venho aqui anunciar o lançamento do blog &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.nvsp.tarjaeditorial.com.br"&gt;Novas Visões de São Paulo&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta iniciativa vem para estender o tema do livro publicado em dezembro de 2006, &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.tarjaeditorial.com.br"&gt;Visões de São Paulo - Ensaios Urbanos&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;, utilizando 15 dos 50 escritores participantes da coletânea original. Isso inclui a mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos grandes diferenciais do blog é que não publicará poemas ou crônicas, mas unicamente contos - histórias com começo, meio e fim, não necessariamente nesta ordem, rs. O tema comum a todos os textos também se destaca: &lt;strong&gt;São Paulo&lt;/strong&gt;, esta megalópole caótica em que vivemos e morremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto de estréia é de autoria do próprio Richard Diegues. Os outros autores participantes do projeto publicarão seus textos a seguir, sempre dia sim, dia não. Dia 11 estou por lá com um conto novinho em folha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apareçam por lá e prestigiem a iniciativa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;Texto gentilmente cedido na marra por &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.gardenalcomfantauva.blogspot.com"&gt;Alexandre Heredia&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; e descaradamente modificado por mim.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-7675784487364543996?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/7675784487364543996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=7675784487364543996' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/7675784487364543996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/7675784487364543996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2007/03/novas-vises-de-so-paulo.html' title='Novas Visões de São Paulo'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-116671873483017184</id><published>2006-12-21T14:31:00.000-02:00</published><updated>2007-02-08T11:42:10.492-02:00</updated><title type='text'>Tá chegando o tempo...</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;color:#663366;"&gt;Queridos amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá chegando o Natal, tá chegando o Ano Novo Tempo de abraço, presente e comilança, tempo de apertar as mãos, fazer as pazes, deixar pra trás, tocar pra frente. Tempo de desejar felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tá aí o tipo de coisa que deveríamos lembrar de fazer mais vezes: desejar felicidade a quem de direito. Mas a gente não faz, porque a vida é corrida, o dia é curto, o sono, valioso, o trabalho, prioridade... e com isso vamos empurrando com a barriga os votos de prosperidade, os sonhos de fraternidade, as tais das boas festas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felicidade não é uma seqüência de eventos alegres, pois a vida não é feita apenas deles. Felicidade é um modo de ver a vida. Por isso, ao olhar para nós mesmos, que possamos usar nossos olhos mais felizes. É isso que eu desejo a vocês: mais do que felicidade, um olhar lúcido, que lhes dê: força para lidar com nossas próprias fraquezas; força pra ver nos fracasso boas lições, nas tristezas, estações que terminam e, nas alegrias, momentos de partilha e, nos sucessos, motivos pra perseverar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que todos possam lançar ao ano que se finda um olhar feliz, para em seguida ir em frente, com aquele brilho especial que preconiza a vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aguardem, para muito breve, boas novas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele abraço.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-116671873483017184?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/116671873483017184/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=116671873483017184' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116671873483017184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116671873483017184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/12/t-chegando-o-tempo.html' title='Tá chegando o tempo...'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-116430874227902985</id><published>2006-11-23T16:52:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T18:48:23.220-02:00</updated><title type='text'>Visões de São Paulo</title><content type='html'>Venham ver São Paulo com outros olhos. Os olhos de 50 autores diferentes que se unem para falar da cidade-caos, cada um na sua língua única.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um livro, gente. &lt;strong&gt;Visões de São Paulo&lt;/strong&gt;. A grande estréia da &lt;strong&gt;Tarja Editorial&lt;/strong&gt;. Com ensaios, contos e crônicas. Sobre, de e para São Paulo. Sobre, de e para todos nós. Também estou nele com um pouco do meu amor e do meu horror por esta metrópole. Venham estar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anotem: é no dia &lt;strong&gt;2 de dezembro&lt;/strong&gt;, na &lt;strong&gt;Casa das Rosas&lt;/strong&gt;, Av. Paulista, 37, a partir das 19 horas. O convite oficial segue abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/convite_VSP.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/convite_VSP.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Coquetel, livro dos bons, gente interessante, festa garantida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vocês nem são doidos de perder essa, né?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-116430874227902985?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/116430874227902985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=116430874227902985' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116430874227902985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116430874227902985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/11/vises-de-so-paulo.html' title='Visões de São Paulo'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-116244053068358394</id><published>2006-11-02T01:07:00.000-03:00</published><updated>2006-11-02T01:36:43.413-03:00</updated><title type='text'>Fabricando beleza</title><content type='html'>Para as meninas que às vezes acordam se achando feias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=L_aDpmfAzxI"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=L_aDpmfAzxI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A réplica, já que até os chatos têm direito a opiniões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=zoovuJYtA_M"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=zoovuJYtA_M&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esta é pra descontrair, porque bom humor (negro) é fundamental:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=29NaeDT5kCA"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=29NaeDT5kCA&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-116244053068358394?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/116244053068358394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=116244053068358394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116244053068358394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116244053068358394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/11/fabricando-beleza.html' title='Fabricando beleza'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-116242011340420815</id><published>2006-11-01T19:25:00.000-03:00</published><updated>2006-11-01T19:45:24.980-03:00</updated><title type='text'>Will toca o cello.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/8115/3406/1600/Will%20Cello.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/8115/3406/1600/Will%20Cello.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz este desenho para o colega Will Rios, que, além de ilustrador, é violoncelista. Não diria que é um retrato dele, pois não o conheço pessoalmente e não sei se o visual ficou fiel ao real. O certo é que ele aprovou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilustração foi resultado de uma brincadeira realizada pela comunidade orkutiana Ganho $$$ Ilustrando, uma espécie de amigo secreto no qual os sorteados ganharam releituras de obras suas feitas por quem tirasse seu nome. Em vez de presentes convencionais, arte exclusiva. Proposta legal, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pirei numa foto do Will e acabou saindo isto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-116242011340420815?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/116242011340420815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=116242011340420815' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116242011340420815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116242011340420815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/11/will-toca-o-cello.html' title='Will toca o cello.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-116010068504575697</id><published>2006-10-05T23:08:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T23:11:25.060-03:00</updated><title type='text'>Queda em desgraça</title><content type='html'>Esse rabisco aí em baixo é resultado de um negócio chamado "Sketches quinzenais", uma brincadeira do fórum digital 3D4all em os artistas fazem um skecth, ou esboço, dentro de um tema proposto. Tem que ser coisa rápida, no máximo 40 minutos, acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolvi arriscar também. Usei lápis grafite (não dá pra ver no scan) e caneta Futura. O título é &lt;strong&gt;Queda em Desgraça&lt;/strong&gt;. Acho que é sobre sacrificar-se pela beleza até o ponto do bizarro, ou algo assim. Esta anja é dolorosamente magra, como uma anoréxica, e na sua busca pela perfeição acabou perdendo as coisas que a tornavam bela - a saúde e até as asas. Ou qualquer coisa assim, vá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com/" target="_blank"&gt;&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/anja_magrela02.jpg" border="0" alt="Photobucket - Video and Image Hosting" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse pra fazer a sério eu buscaria umas referências, mas isso é o melhor que eu consigo fazer em 15 minutos, rs.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-116010068504575697?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/116010068504575697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=116010068504575697' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116010068504575697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116010068504575697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/10/queda-em-desgraa.html' title='Queda em desgraça'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-116008792792068082</id><published>2006-10-05T19:36:00.000-03:00</published><updated>2006-10-05T19:41:43.910-03:00</updated><title type='text'>Divina Piada</title><content type='html'>Só pode ser piada, ela pensou revirando os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O metrô sacolejava anormalmente e com ele oscilava a menina que insistia em ficar de pé. Quatro anos no máximo, sustentada a contragosto pelas mãos da mãe, crispadas em torno de seus braços gorduchos. Gorduchos: não há crianças magras na geração fast food. Logo a obesidade voltará a ser o conceito de beleza predominante, ponderou ela, por força ou por símbolo de prosperidade – pra ser magro hoje em dia, só quem não tem o que comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus olhos voltaram à menina, já que seus ouvidos não conseguiam se desligar dela. Cantarolava um funk, a língua pouco hábil tropeçando na letra cujas palavras ela provavelmente não compreendia. Só isso lhe perdoava o mau-gosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observou enquanto a mãe aborrecida olhava ao redor e percebia o desagrado geral dos passageiros. Decidiu que reprimir a filha era melhor do que incomodar estranhos e começou a ralhar. A menina não obedeceu. O tapa forte nas nádegas não foi a solução. A cantoria foi trocada por um choro insistente, calculado para despertar o arrependimento da mulher, que procurou abafar a cena enfiando uma chupeta na boca da filha. Esta desabou de propósito no chão, obrigando a mulher a pegá-la no colo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crianças são um porre, avaliou ela, e mães são ainda piores. Então, lembrou-se com nojo de que não menstruava havia 4 semanas, e todo mundo sabe o que isso quer dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pode ser piada, repetiu de si para si. Mas era pouco provável que Ele tivesse senso de humor. Grávida, eu? De que jeito? Tinha algum encanto, mas os homens a entediavam, especialmente quando se aproximavam dela. Eram então repugnantes. Já pensara em mulheres, mas como a entediavam! Achava o sexo supervalorizado. O amor, então, nem se fala: este, sim, uma piada, e bem sem-graça. Amar essa gente, como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser castigo. Sim: pelos anos que passara dizendo-se atéia. Não é que eu não acredite em Deus, tentara explicar uma vez aos pais. É só que eu não preciso Dele. E não precisava mesmo, certo? Precisava de emprego, de dinheiro, de comida, de vez em quando de música e até de amigos, embora muito pouco. Mas de Deus? Quando lhe ofereceram Deus ela não soube usá-lo para nada. E como esse fato causasse horror à maioria das pessoas, ela procurara os grupos anti-religião, os ateus organizados, cultos, engajados. Achou-os irritantes. Eles querem erguer bandeiras e mudar o mundo. Eu só quero chocolate e um controle-remoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aí viera o sonho, e ela teria jurado que era efeito da tequila, se não fosse tão real. O anjo entrara pela porta, gostoso como um galã de cinema, sentara-se no único sofá do apartamento, piscara os olhos feitos de céu e passara as mãos pelos cabelos de sol, com ar contrariado. E soltara: Você receberá um presente de Nosso Senhor. Você dará à luz o filho de Deus na Terra.&lt;br /&gt;Depois, acendeu um cigarro e foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até então ela pensara: sonho besta. Será que meu subconsciente não tem coisa melhor pra fazer? Mas agora eram três semanas sem sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devia ser castigo, porque ela já tinha lido a Bíblia e os castigos de Deus normalmente eram mais criativos. Teria esperado virar uma estátua de sal, mas, no lugar disso, engravidara após seis meses sem uma só trepada e ia ser o instrumento de Deus na segunda vinda do Messias. Para muitas mulheres, teria sido uma bênção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, era isso? Nem piada nem castigo. Era salvação. O metrô deu um solavanco e ela se desequilibrou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não quero ser salva, merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo, até a criança gorda, parou para olhá-la, embora isso não lhes desse nenhuma resposta. Desistiram. O trem parou, as portas se abriram, ela saiu do vagão como o hausto final de um moribundo. Xingou de novo. Depois, riu. Ele queria salvá-la. Nada de punição. Na nova ordem mundial, até Deus quer ser politicamente correto e, em vez de sentar porrada, passa a mão na cabeça da gente. Desse jeito, vale a pena ser pecador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sentia cólicas. Então, é assim que começa?, pensou. Uma dorzinha de nada, chatinha só, depois os vômitos e os tais desejos de grávida? A coisa só piora. Comigo, não. Tô fora. Não quero ser salva. Gosto da minha vidinha besta. Amanhã mesmo procuro uma clínica de aborto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não; clínica deve ser o olho da cara. Agulha de tricô tá fora de questão. Amanhã falo com a Glorinha; ela é tão vaca que já engravidou umas três vezes e tirou todos, só teve o nenê do Digão porque ele tem grana. Deve ter um remédio pra tirar isso, erva, comprimido, eu sei lá. Mas eu vou tirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Salva isto, Senhor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riu alto e fez um gesto ofensivo em direção ao céu enquanto entrava no prédio. Subiu as escadas, tinha medo de elevador. O vizinho que descia a cumprimentou alegre. Ela conhecia o tipo e retribuiu com um sorriso doente. Todo dia era o mesmo sorrisinho e de vez em quando ele vinha pedir coisas, o clássico pacotinho de açúcar, ou convidá-la para um café. Sai pra lá, pensou. Desiste que eu não vou dar pra você, não. Sabe com quem você tá falando, mané? Com a mãe do filho de Deus! Vai encarar? Vai? Heim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que bom se toda dor de barriga fosse só vontade de cagar, pensou arriando o jeans. Mas a cólica chatinha persistia. Urinou sem pressa e limpou-se com preguiça. Olhou para o papel higiênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caiu numa gargalhada demorada, gostosa, como há muito tempo não ria. Levantou-se e olhou para o interior do vaso: um fio grosso de sangue escuro se misturava ao amarelo da urina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tchau-tchau, nenê – murmurou, apertando a descarga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-116008792792068082?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/116008792792068082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=116008792792068082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116008792792068082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/116008792792068082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/10/divina-piada.html' title='Divina Piada'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115709044166245264</id><published>2006-09-01T02:57:00.000-03:00</published><updated>2006-09-01T03:00:41.673-03:00</updated><title type='text'>Breve(s) comunicado(s)</title><content type='html'>Pessoal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha amiga &lt;strong&gt;Rita&lt;/strong&gt; me pediu pra falar um pouco mais sobre o &lt;strong&gt;e-book&lt;/strong&gt; da Liliana. É coisa simples: assim que terminar a nova aventura da burguesa semi-vamp, vou compilá-la junto com a anterior num e-book em formato PDF e espalhar web afora. Que mal que tem, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem por isso vocês se atrevam a não acompanhar os capítulos finais de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Sabor das Primeiras&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; aqui do Demo. Eu choro, hein!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto eu não crio vergonha na cara de me concentrar pra terminar de escrever a história, sejam maravilhosos e pacientes como sempre foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mil beijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115709044166245264?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115709044166245264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115709044166245264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115709044166245264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115709044166245264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/09/breves-comunicados.html' title='Breve(s) comunicado(s)'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115697614300201562</id><published>2006-08-30T19:10:00.000-03:00</published><updated>2007-02-08T11:40:41.971-02:00</updated><title type='text'>Liliana: Quase Vampira</title><content type='html'>Olá, pessoal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho estado na maior correria, então, em lugar de texto novo, posto uma ilustração que já tem algum tempo, só pra não ficar no silêncio, eheh. Este é um retrato de &lt;strong&gt;Liliana&lt;/strong&gt;, a protagonista de minhas novelas &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Caia na Noite&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;O Sabor das Primeiras&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Foi feito em umas 6 horas, chuto, apenas para ilustrar o rosto da personagem na capa de um e-book (livro digital) que estou criando com as duas novelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem ainda não conhece Liliana, um resumo: 18 anos, burguesa, linda, arrogante, determinada, iludida e cansada da própria mediocridade, seu maior desejo é se tornar uma &lt;strong&gt;vampira&lt;/strong&gt;. Sim: dãããã. Em ambas as histórias ela tem esse sonho absurdo alimentado, frustrado, ridicularizado e por fim atendido (ou não?!), contracenando na noite de São Paulo com personagens cômicos e sérios que procuram lhe abrir os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas notas sobre a ilustração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez optei por não texturizar a pele, como fiz em outros trabalhos. Eu queria que Liliana tivesse um ar inumano, plástico. Por isso, optei por exagerar a refração do verde em sua pele. A pele humana refrata um pouco de verde sob certas condições, só que bem menos do que isso, rs. Neste caso, eu queria um tom irreal mas mesmo assim convincente, como se vindo de uma luz de danceteria, que constrastasse com o cabelo dela - que não é ruivo, mas tingido de fúcsia berrante, rs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns detalhes:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/Ilustras/detalhe_boca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/Ilustras/detalhe_nariz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photobucket.com" target="_blank"&gt;&lt;img alt="Photobucket - Video and Image Hosting" src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/Ilustras/detalhe_olho.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso! Agradeço comentários! Beijos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115697614300201562?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115697614300201562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115697614300201562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115697614300201562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115697614300201562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/08/liliana-quase-vampira.html' title='Liliana: Quase Vampira'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/Ilustras/th_detalhe_boca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115628784683752435</id><published>2006-08-22T19:51:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T20:04:06.856-03:00</updated><title type='text'>O Sabor das Primeiras: Capítulo 6</title><content type='html'>&lt;em&gt;Após vergonhoso atraso de várias semanas...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Virgens, vampiros e um cigarro de canela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O interior do lugar é apenas o que ela espera: luzes oscilantes, gente bonita, gente feia, todos forcejando uma aparência autêntica, mas, como à noite os gatos são pardos, isso não é tão importante na escolha dos pares. E os pares vão se formar naturalmente, desesperadamente, talvez, à medida que a festa for chegando ao fim e os solitários forem sendo ainda mais. Os critérios ficarão frouxos. Liliana observa tudo e pensa em placebos para uma doença chamada mediocridade – que ela está prestes a curar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurará pela pista de dança mais tarde, quem sabe com ele, Saul, se ele gostar, se quiser dançar, ela espera que sim, pois sabe laçar um homem com os passos, e terá de laçá-lo de alguma forma. Ele tem de ser bonito; no mínimo, charmoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele disse que estaria numa mesa nos fundos e que ela iria reconhecê-lo por estar com um livro nas mãos. Quem levaria um livro a uma boate? Alguém que consiga ler na penumbra? Alguém que goste de chamar a atenção. As duas alternativas agradam Liliana. Seus olhos percorrem depressa a multidão, grupos de amigos rindo numa embriaguez precoce, casais entrelaçados num ensaio de alcova, e nos fundos o rapaz sozinho, livro nas mãos, lendo ou fingindo ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se aproxima, e quando não está a menos de dois metros da mesa ele ergue os olhos, como se soubesse, e talvez saiba. Ele sorri. O sorriso é discreto, não revela coisa alguma. Isso a intriga. Seu estômago está gelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saul se levanta. Diz um olá, mas não puxa a cadeira para que Liliana se sente. Deixa que ela o faça sozinha. Mas só volta a sentar-se quando ela já está acomodada. Quase um cavalheiro, mas não está aqui para servi-la, que fique claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ele está diante dela, só a mesa os separa, e ela o examina sem pudor. Os cabelos, cortados bem curtos, são pretos – é claro que são – assim como a pele é tão clara quanto ela desejou. Mas os olhos não são azuis, nem verdes, nem cinzentos ou cor de mel, apenas castanhos como os dela. Um pouco rasgados; não asiáticos, mas de algum modo felinos, lânguidos, mas atentos. Isso é bom. É o que ela espera. É o que quer. Está satisfeita e deixa que ele perceba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então você é o Saul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então você é a Liliana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olhar dele é intenso, ofusca, e Liliana desvia o seu para o livro. Está escuro demais e ela não pode ver o título.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bebe comigo, Liliana? – Ele faz sinal para um garçom, que demora a vir. – Bem. Parece que a... Dora... te falou de mim, não foi?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mais ou menos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas ela com certeza me falou de você. E sugeriu, apenas sugeriu, que talvez eu possa resolver seu problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana o examina de novo, sem saber se é suspeita ou ansiedade o que experimenta. Decide arriscar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E você pode? – pergunta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçom se aproxima da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vodca com gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O mesmo pra mim. – Liliana nunca bebeu vodca pura, e quando Saul sorri de lado a garota percebe que ele sabe disso. Mas nada diz e espera o garçom se afastar. Inclina-se na direção de Saul e repete:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saul se recosta preguiçoso na cadeira. Liliana não compreende se há desdém na sua atitude. Tudo o que ele diz e faz parece afetá-la em duas vias. É gentil e distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Posso – responde certeiro. – Não sei se vou. Mas você pode tentar me convencer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo, não, pensa Liliana, e dispara:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Olha, eu não tenho paciência pra joguinhos. O que você quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele desliza na cadeira. Num movimento seguro, sem desviar os olhos, tira do bolso da calça uma cigarreira de metal, artigo fino, não é para pobretões. Abre-a, oferecendo a Liliana o que parecem ser cigarros especiais. Ela apanha um em desafio. Ele pega o seu e fecha a cigarreira. Acende os dois com um Zippo. Gosto e cheiro de canela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Aposto que já arrumou muita encrenca com essa impaciência natural – comenta, despreocupado. – Também não estou aqui para jogar, Liliana. Mas concorda que, se o que você procura é algo especial, e o que eu tenho a oferecer é algo especial, não posso entregar a qualquer pessoa? É como a virgindade de uma garota. Diga, querida. Você é uma virgem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você é um vampiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você é uma virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E você não é um vampiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não? – Nenhum músculo do rosto de Saul se altera, nada em seus gestos se abala. –Talvez não da forma como você pensa que eu deveria ser. Mas certamente eu sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se você é, prove.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Prove, você diz. Espera que eu vá até ali e morda dois ou três pescoços no meio da multidão? Isso seria estúpido da minha parte e muito egoísta da sua. Não estou aqui para te convencer, menina, nem para te agradar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto fala, Saul mantém o tom cordial, sem ofensa, sem emoção. Ele não se importa com o que Liliana pensa, e isso é grave. É arrogante e adorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela respira fundo, olha para os lados. Não sabe por onde seguir, em que gancho se amparar na conversa que não parece promissora, mas ele a salva desse transtorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Estou aqui pra te conhecer – diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Qualquer pessoa com a sua determinação merece ao menos ser conhecida. – Ele se inclina para a frente e, subitamente, Liliana sente que há esperança, apesar de todos os rodeios. – Quando Dora me falou de você eu sabia que não estávamos falando de uma menina que a gente vê todo dia. – Os dedos dele, brancos, longos, roçam de leve nos dela, de propósito ou não, e ela se sente fria e quente a um só tempo. – Por enquanto só posso te dar dois conselhos. Está pronta?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Estou – ela responde sem nenhuma certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Primeiro, seja paciente. Tudo o que deve acontecer acontece na hora certa e não cabe a você apressar o tempo. A gente aprende isso após alguns séculos de... bom, você entendeu. Segundo, levante e venha dançar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último “conselho” a pega desprevenida, mas ela não hesita quando ele a toma pela mão e a conduz para a escada que leva à pista de dança, subterrânea, de onde uma batida surda, lenta e ritmada escapa para o bar. O livro fica abandonado na mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saul é bom de papo, ela se convence, e bom de passo também; devagar, mais seguro do que a maioria dos rapazes, não excessivamente elástico. Isso vai bem. Mas ela ainda não está segura; ainda não tem poder sobre ele, como teve antes sobre um ou dois namoradinhos do tempo do colégio. Os meninos faziam o que ela queria. Essa sempre foi a serventia da beleza. Aqui, tudo saiu ao contrário do que ela planejou. É ele quem subjuga e conduz. Ele não a adora instantaneamente; talvez nem a deseje, talvez só vá brincar com ela, rasgá-la em duas no corpo e na alma e abandoná-la como dejeto, como Dora disse que eles faziam. Ou quem sabe não é um mentiroso? Bem, mas por que alguém diria que é um vampiro sem sê-lo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cedo para tantas respostas, e Liliana decide ouvir o primeiro conselho. Paciência, mesmo no risco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saul não demora, seu corpo agora está muito junto ao dela, e ele repete a pergunta no seu ouvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Diga, Liliana. Você é uma virgem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso é importante?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É importante que eu seja um vampiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Totalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parece pensar antes de dar a resposta que ela cobra com os olhos atrevidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não é nada importante que você seja virgem – decide. – Mas acho que logo vou descobrir.&lt;br /&gt;O frio-quente de novo invade as entranhas de Liliana; ela se sente vulnerável, nua, e isso a envergonha, e a delicia também. Antes que pense melhor, ele está segurando seu queixo, firme, enquanto a outra mão pousa leve em sua cintura. Ela não cogita resistir ao beijo, mas a pergunta escapa de seus lábios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você é...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu sou o que você quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boca de Saul tem gosto de canela. O corpo dele também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No próximo capítulo... que tal um pouco de putaria, digo, ação? Quem viver, verá.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115628784683752435?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115628784683752435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115628784683752435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115628784683752435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115628784683752435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/08/o-sabor-das-primeiras-captulo-6.html' title='O Sabor das Primeiras: Capítulo 6'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115509621010593588</id><published>2006-08-09T01:01:00.000-03:00</published><updated>2006-08-09T01:03:30.116-03:00</updated><title type='text'>A arte de ser ruiva</title><content type='html'>É a tradução exata do site "&lt;a href="http://home.att.net/~r.s.mccain/red1.html"&gt;The Art of Being a Redhead&lt;/a&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A página expões exclusivamente quadros de &lt;strong&gt;pintores do século 19&lt;/strong&gt; que se dedicaram a retratar &lt;strong&gt;beldades ruivas&lt;/strong&gt;, desde as dos tons laranja-dourados até as de madeixas acaju. O site também demonstra bom-humor ao louvar as qualidades das cabeleiras de fogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo morena, sou uma péssima ruiva, apesar das sardas. Talvez por essa disparidade, desde criança gosto de gente ruiva - de preferência homens, mas independentemente do sexo, sinto uma atração de doido pelos cabelos vermelhos. Que coisa bacana eu não ser assassina serial! Já teria até o perfil das vítimas, uhuhuhuh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com ou sem fetiche, as pinturas são belíssimas e merecem ser conferidas. Cliquem lá no link e divirtam-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por acaso meu namorado é um ruivo. &lt;strong&gt;Ex-ruivo&lt;/strong&gt;, mais precisamente: é careca. Mas a barba é vermelhinha...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115509621010593588?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115509621010593588/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115509621010593588' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115509621010593588'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115509621010593588'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/08/arte-de-ser-ruiva.html' title='A arte de ser ruiva'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115463556668133598</id><published>2006-08-03T17:04:00.000-03:00</published><updated>2006-08-03T17:06:06.723-03:00</updated><title type='text'>Página Assombrada - Encontros com a Literatura de Terror</title><content type='html'>Olá, povo todo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste mês de agosto, o Sesc Pompéia vai fazer uma série de encontros sobre literatura de terror! Eu estarei lá com os outros autores da coleção Necrópole, participando de 4 debates muito interessantes. E tudo GRÁTIS. Vejam a programação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PÁGINA ASSOMBRADA - ENCONTROS COM A LITERATURA DE TERROR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem tem medo de fantasmas?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Estórias envolvendo fantasmas, vampiros e outros seres fantásticos sempre estiveram presentes em lendas e relatos populares. A Arte, partindo de um olhar estético e poético, contribuiu na construção de imagens que se tornaram a representação artística do imaginário coletivo, transpondo para pinturas, filmes para cinema, histórias em quadrinhos e livros, manifestações de terror que apresentam cenários improváveis e estranhas criaturas, para despertar o medo e causar a surpresa e o susto. Em agosto, propomos uma viagem em direção à Literatura de terror, explorando os elementos estruturais, a reflexão e discussão que estes textos sugerem e o processo criativo de escritores que se aventuram por esta temática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PROGRAMAÇÃO NO AUDITÓRIO:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;André Vianco - Personagens de terror&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O escritor participa de uma conversa com os leitores, explorando as técnicas que mais utiliza para compor personagens verossímeis em cenários de fantasia e de terror. Vianco é escritor, autor das obras "Sétimo" e "A Casa". Dia 17. Quinta, às 20h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Novos caminhos do terror&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os autores Camila Fernandes, Gianpaolo Celli e Giorgio Cappelli (coleção &lt;strong&gt;Necrópole&lt;/strong&gt;) conversam com o público sobre a presença do terror e do mistério na cultura clássica e contemporânea: Quadrinhos, filmes, literatura, lendas urbanas e clichês. Dia 18. Sexta, às 15h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Necrópole nua e crua&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Os autores Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli, Giorgio Cappelli e Richard Diegues (coleção &lt;strong&gt;Necrópole&lt;/strong&gt;) participam de um bate-papo descontraído com o público, falando de sua trajetória como escritores de terror e dos elementos de criação de histórias do gênero: processo criativo, desenvolvimento de personagens, uso de mitos e conceitos populares e outros. Com leitura de contos de terror. Dias 19 e 26. Sábados, às 14h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Roberto Causo - Literatura de terror no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O autor da obra "Ficção cientifica, fantasia e horror no Brasil", publicado pela Editora da Universidade Federal de Minas Gerais, apresenta seu trabalho como pesquisador e comenta sobre processos de criação literária. Causo escreve ficção científica, fantasia, horror e outros. Dia 24. Quinta, às 20h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Essência do medo na literatura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Os autores Alexandre Heredia, Camila Fernandes e Giorgio Cappelli (coleção &lt;strong&gt;Necrópole&lt;/strong&gt;) discutem com o público o fascínio que o medo exerce sobre o ser humano e sua presença na arte, notadamente no cinema e na literatura, explorando a questão: por que gostamos tanto de sentir medo? Dia 25. Sexta, às 15h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser participar dos encontros deve se inscrever ligando para o Sesc: 0800 11 82 20&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero vocês por lá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115463556668133598?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115463556668133598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115463556668133598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115463556668133598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115463556668133598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/08/pgina-assombrada-encontros-com.html' title='Página Assombrada - Encontros com a Literatura de Terror'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115440161440226027</id><published>2006-08-01T00:02:00.000-03:00</published><updated>2006-08-01T00:06:54.416-03:00</updated><title type='text'>Ponto-Final</title><content type='html'>&lt;em&gt;Pra não deixar o blog parado (é verdade, povo, estou atolada em trabalho e sem tempo para escrever novos textos), eis aqui um conto antigo que espero ainda seja inédito para alguns de vocês. É a primeira aventura em que a &lt;strong&gt;Dora Cruz&lt;/strong&gt; apareceu e eu havia prometido postá-la aqui pra quem ainda não conhecia a personagem. Neste conto, podemos vê-la através de um par de olhos muito especiais. Espero que curtam.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E, se tudo der certo, nesta sexta teremos mais&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;O sabor das primeiras&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ponto-Final&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dora, Dorinha. Você tem olhos enormes de criança. Olhos de bicho arisco. Assim agarrada aos seus cadernos, usando-os como escudo, escondendo seu peito arfante da vista dos tarados, você é absolutamente casta, inocente, rubra de vergonha a qualquer palavra inadequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é o que eu mais amo em você. O que mais odeio. Mais uma razão para acabar com você, neném.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa pele vermelha, bronze natural, tropical – eu sei que você é filha de índios. Ou neta. Tempero brasileiro. Quem foi o puto que forçou sua gente a trocar Jurupari por Satanás e Tupã por nosso Senhor? Quem lhe empurrou goela abaixo esses nomes novos para deuses velhos? Na verdade, não importa. No seu último instante, você saberá que não há deus algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso. Mais para cá. Venha andando. Livros e cadernos. Volta sempre tão tarde! E nestas ruas tão escuras – você não tem medo? É faculdade? Deve ser Pedagogia ou outra coisa assim bonitinha. Letras? Você tem toda a cara de professorinha mandando os alunos fazerem uma redação sobre seu animal de estimação preferido. Ah, não tente usar suas vírgulas comigo. Eu sou o sujeito. Você é meu objeto direto. O verbo? Lobo mata cordeiro. Caçador apanha caça. Saca? Simples assim. Eu vou pôr um ponto-final em você, meu doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bolsinha tiritando, zíperes e chaveiros. Cabritinha com sino no pescoço. Cabelos tão pretos que me confundem na noite, se fundem à noite. Quadris que sacolejam de leve quando você anda. Acha mesmo que a gente não vê seu corpo sob essas vestes de selvagem catequizada? Selvagem domada. Não se engane: não me engana. Você é tão gostosinha. Tão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menstruada? O cheiro do sangue, oh, Dora, oh, Jesus, esta noite eu vou me esbaldar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já me conhece. Já sabe que estou na área. Revira os olhos, apressa-se, preocupa-se, linda como num orgasmo. Você sabe quem eu sou. Mas não sabe o que sou. E eu não lhe contaria, mesmo que você parasse para conversar comigo quando eu a chamo de novo e de novo. Ei, Dora. Dorinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você nunca vai entender. Não até que seja tarde demais. E já é tarde, menina. É hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O beco. Aqui estamos. Você é infalível. Eu, fálico. Seus cadernos apertados contra os seios. Meu pênis apertado contra as calças. Seu medo me excita. Meu rosto a assusta. Do escuro eu venho. Do beco eu pulo. Você pula – é o susto. Sorrio, seu nome treme nos meus lábios eletricamente, um quase-clímax. É mais gostoso assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me mostro. Você já viu um desses, não viu? No cinema, de fraque e bico-de-viúva e muito pó-de-arroz na cara. Conde Drácula o cacete! Eu sou a nova geração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso mesmo. Você corre. Deixo que ganhe uma certa dianteira. Quero-a ofegando, seu suor queimando minhas narinas e seus suspiros partindo o meu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você dobra a esquina. Dobra o tamanho do meu deleite. Vou logo atrás, Dorinha, espere por mim, meu anjo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então eu a alcanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus cadernos caem. Uma fração de segundo. Você enfia a mão por dentro da blusa e a retira depressa. Algo reluz... algo estoura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais do que uma fração de segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou atirado para trás. A dor me consome. Da perna direita, ela se irradia para o resto do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um estrondo. Se há um inferno, estou nele agora. Meu corpo berra em agonia. E o som de um terceiro trovão abre caminho por dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meu joelho, um rombo. No estômago, outro. No peito, mais um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas suas mãos, uma Magnum 38.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sangue inunda minha garganta. Eu engasgo e meu cuspe é vermelho. Não tenho mais tempo. A vida vai se esvair e o coração vai parar. E não vai voltar a bater – não desta vez. Dora, você realmente partiu meu coração...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou olhando nos seus olhos e eles são os de uma matadora. Você sempre soube? Como foi isso, quando, como você poderia?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o que sou está morrendo, deixando de ser. Eu quero perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– C... C... Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas você apenas sorri. Seu sorriso é gelado. Moças católicas não fazem assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remexe na bolsa. O que tem nessa garrafinha? Ah. Cheiro forte de álcool empapando minhas roupas. O que mais tem na bolsa? Oh... não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Scratch.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fósforo aceso escapa dos seus dedos. Cai em câmera lenta, longamente, interminavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vadia! Por que não me acertou logo na cabeça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caçador apanha caça. É simples assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponto-final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;06.12.2004&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115440161440226027?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115440161440226027/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115440161440226027' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115440161440226027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115440161440226027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/08/ponto-final.html' title='Ponto-Final'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115411671410497825</id><published>2006-07-28T16:54:00.000-03:00</published><updated>2006-07-28T16:58:34.116-03:00</updated><title type='text'>Comunicado do Demo</title><content type='html'>Nesta sexta-feira, excepcionalmente, o &lt;strong&gt;capítulo 6&lt;/strong&gt; da série &lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Sabor das Primeiras&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;não irá ao ar&lt;/strong&gt; por motivos de força maior, que podem ser:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O demo ficou tão feliz por este blog ter ultrapassado a marca de 10 mil acessos que resolveu descer do meu ombro e decretar feriado infernal até enjoar; sem ele, não dá pra escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A autora está atolada em trabalho e, com ou sem demo, está sem tempo pra escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A autora está com preguiça, não vai escrever hoje e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Ah... vocês é que sabem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardem para muito em breve a continuação dessa aventura nada heróica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115411671410497825?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115411671410497825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115411671410497825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115411671410497825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115411671410497825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/07/comunicado-do-demo.html' title='Comunicado do Demo'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115337244001937492</id><published>2006-07-20T02:08:00.000-03:00</published><updated>2006-07-20T02:14:20.586-03:00</updated><title type='text'>O Sabor das Primeiras: Capítulo 5</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Noites, encontros e aliados improváveis&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se você duvida, eu posso provar&lt;/em&gt;, ele disse há algumas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas se for mentira&lt;/em&gt;, apressou-se ela em responder, &lt;em&gt;você vai ver&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ameaças, minha querida? Tão cedo? Talvez você precise de uma lição. Que vou adorar te ensinar, caso você me dê o prazer da sua companhia. Por que não vem se encontrar comigo hoje à noite?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;Foi Dora Cruz quem lhe deu o telefone de Saul. Deve ser piada, foi a primeira coisa que pensou. Mas compreendeu que sua ousadia e determinação lhe haviam garantido o respeito de Dora e com isso o contato por que tanto ansiava. Ela sabe tudo do assunto, não sabe, essa tal Dora? Não ia pensar em tapeá-la depois de ver que Liliana falava sério.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O mundo é dos ousados. &lt;em&gt;O Poder é para aqueles que se atrevem a buscá-lo&lt;/em&gt;, ela repete consigo, como já fez tantas vezes. É sua frase de efeito preferida, que utiliza como assinatura em seus e-mails e principal rabisco nas capas dos cadernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluiu naquele ano o colegial e acreditou que com isso daria adeus àquele mundinho estreito e sem-graça dos adolescentes, dos filhinhos de papai do colégio pago, aquela gente cheia de dinheiro e maus hábitos e nenhuma ambição. Nenhuma visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Liliana tem visão. Tem um objetivo. Sempre o teve, mesmo antes de se dar conta disso. Objetivos inalcançáveis para pessoas comuns e suas mentes restritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Liliana quer ser uma vampira. E está prestes a conseguir.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve interlúdio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela está de costas. Cabelo ao vento. Ele se aproxima devagar. Sem som. Felino; para a maioria das pessoas, sua presença é uma surpresa. Para ela, um costume que já não espanta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pode parar de andar na ponta do pé, Fabiano. Eu não caio mais nessa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Muito bem, você me pegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Foi seu bafo que te denunciou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Larga de ser ranzinza. Eu só ia brincar com você. O que é um sustinho entre amigos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Considerando a espécie de amigo que você pode ser, qualquer vacilo é sentença de morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Garota esperta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rapaz pára ao lado dela, os cabelos claros arrepiados, os polegares encaixados nos passantes do jeans. Não a encara. Olha para baixo. Lá na rua, os carros parecem brinquedos luminosos numa pista em miniatura. Ele sorri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que história é essa de marcar encontro em topo de prédio, Dora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos oblíquos, pretos, o observam de soslaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vocês gostam dessas coisas, não gostam? Topo de prédio, alto de torre, ponte deserta... tudo bem dramático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu não gosto. Isso é coisa da Marisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Marisa e seu teatrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não fala nada da minha namorada, Dora. Você pode não ter medo de mim, mas com ela, tem que tomar cuidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez o rosto da mulher se volta para o dele. Seu sorriso é de curiosidade e deboche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É mesmo? O que é que ela pode fazer, Fab? Quebrar o nosso pacto? Eu adoraria ver isso. Não me provoca, vai, lindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano suspira. Não quer navegar por esses mares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por que você me chamou aqui, Dora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pra te avisar. – Ela mete a mão no bolso de trás da calça e tira de lá um pedaço de papel. – Tem uma pessoa que está atrás de vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De mim? Da Marisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não. De vocês, da sua gente. Aqui, entenda “gente” como termo respeitoso mas inadequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Dora...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há censura na voz do rapaz. Ele bem poderia soltar um palavrão, mas ela coloca o papel em sua mão. Pelo tato, é uma foto. Ele a traz para junto dos olhos. A mulher continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mandei ficarem de olho nela. Tiraram essa foto pra mim na porta de uma boate. Essa menina é xarope. Está procurando um vampiro. Qualquer um. Não precisei pensar muito pra sacar qual é a dela. Se conheço o tipo, não vai desistir até se ferrar de verdade, ou pior, machucar mais alguém no processo. Você é conhecido na noite. Ela é persistente, vai acabar te achando. O nome dela é...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Liliana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É a Liliana! A Lilica!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fabiano ri, olhando a foto segura nas duas mãos. Dora não compreende e apenas fita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O cabelo tá diferente, mas é ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– De onde você conhece a Liliana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Da noite, Dorinha. De onde mais? – Nova torrente de risadas toma o alto do prédio e é abafada pelo vento gelado da cidade. – Enquanto você vai, eu já estou voltando, querida. Conheci a Liliana no ano passado. Cheia de sonhos. Um pesadelo de menina. Lindinha. Burra e esperta de uma vez só. Quer dizer que ela continua nessa cruzada pós-moderna pirada? E eu que pensei que tinha convencido a menina de que ela não nasceu pra coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acho que não convenceu. – Dora usa um tom casual, mas não sabe ocultar a surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Longa história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Um dia você me conta. O caso é que ela pode te procurar de novo. Vai saber. Se ela aparecer, não dá atenção, OK? Despista a mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos dele destilam malícia. Quase lambe os beiços de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Da outra vez eu quase matei a menina de medo. Foi muito divertido. Se ela for trouxa o suficiente pra vir atrás de novo, então ela merece o repeteco. Por que eu iria perder essa oportunidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dora se aproxima devagar do rapaz. Tão devagar que poderia morrer numa reação dele. Tão próxima que poderia beijá-lo. Mas ele a encara e não se move, e ela não faz nenhuma das duas coisas. Apenas diz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porque você não é tão idiota quanto gosta de parecer, Fabiano. E porque mesmo que você fosse, a Marisa tem cérebro suficiente pra não me provocar. E se a vida dela é um teatro, você é um fantoche, e faz o que ela quer. Né, bonequinho? E ela faz o que eu digo, porque gosta de viver. E vocês só estão vivos porque nós temos um pacto. Você não mata e não morre. O diabo sabe lá como vocês têm sobrevivido, mas sei que não estão matando e continuo de olho em vocês dois. Em vocês todos. – Seu dedo indicador, nervoso, finca-se sem intenção no peito do rapaz, que vacila, mas não recua. Ela toma fôlego. – Meus olhos estão por toda a cidade. Você sabe disso. Continue não matando e continue não morrendo. Somos amigos. Mas se eu souber que você machucou de verdade alguém, nem que seja essa putinha retardada da Liliana, eu estouro essa sua boca de sanguessuga. Detono tanto a sua cara que você vai ter que tomar sangue por via retal. Gostaria disso? Gostaria? Hein?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dora ofega; ele conhece o frenesi em sua voz e não responde. Ela reconhece a própria euforia. Ódio, talvez, ela pensa; talvez o odeie. Não seria ruim nem inapropriado. Ruim seria amar a idéia de odiá-lo e cumprir as palavras ditas sem pensar. Não morte, mas violência; não castigo, mas tortura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela se sente suja. Por sorte, seu rosto é moreno demais para corar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Dora Doriana – murmura o rapaz. – Quanta paixão. Se eu não adorasse a Marisa, arrancava sua roupa e te traçava aqui mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E eu arrancava suas bolas. Me jogo deste prédio antes de trepar com sanguessuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso pode ser arranjado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vai se danar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há mais emoção em suas vozes, só tédio. Costume. Já não podem impressionar um ao outro. Ela permanece parada na borda e ele se retira a passos lentos. Abre a porta da cobertura, mas antes de desaparecer pela escada, seus olhos se acendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Dora? – Agora ele é polido, quase doce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Hm?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O que você falou pra Liliana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nada demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Conta, vai. Eu vou colaborar. &lt;em&gt;Prometo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher vira o rosto, deixando-o ver que sorri maliciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Dei pra ela o telefone do Saul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio no topo do prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você é louca, Dorinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Relaxa e assiste, moleque. Se eu conheço o Saul, vai valer cada segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ri. Ainda ri quando Fabiano some pela escada escura do velho edifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dora gosta dos prazeres solitários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fim do interlúdio&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Liliana pára diante da boate e respira fundo. O lugar é bastante estiloso. É pop; nada como os buracos a que Fabiano a levou. Talvez seja um bom sinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que aspecto terá Saul? Liliana diz a si mesma que se for um charlatão ela fará uma cena inesquecível. Bem pior do que a do boteco na semana anterior. Não está aqui para ser objeto de chacota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela alisa o tecido da blusa sobre a barriga, ajeita o decote generoso – já ganhou outros com a visão do belo colo cor de leite, sempre se deve tentar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confiante, mostra o RG ao segurança de terno. Ele ergue a cortina preta da porta. E Liliana entra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Neste capítulo mais longo do que o comum e antecipado - entrando na quinta-feira e não na sexta - revemos &lt;strong&gt;Fabiano&lt;/strong&gt;, o vampiro mais pentelho que já caminhou sobre a face da terra. O rapaz foi o céu e o inferno de Liliana em&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Caia na Noite&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;. Quem não leu, já sabe, tá no blog, corre atrás. E na semana que vem... ah, vou deixar vocês imaginarem o que vai rolar.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115337244001937492?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115337244001937492/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115337244001937492' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115337244001937492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115337244001937492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/07/o-sabor-das-primeiras-captulo-5.html' title='O Sabor das Primeiras: Capítulo 5'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115317212242508789</id><published>2006-07-17T18:30:00.000-03:00</published><updated>2006-07-17T18:35:22.473-03:00</updated><title type='text'>Hoje.</title><content type='html'>Hoje em dia tudo nasce e morre numa velocidade tão grande que estamos atravessando várias eras em apenas uma vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me lembro de trocar cartas com pessoas de todo o país e não possuir internet. "O que será um e-mail?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de escrever à mão e não saber usar um computador. Achava a máquina de escrever uma coisa complexa e monstruosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de algumas pessoas que no meu tempo de criança não tinham nem telefone em casa - eu mesma não tive durante muito tempo, e a família passava bem sem ele, curiosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje as crianças carregam celulares para a escola. Baixam trabalhos completos da internet para apresentar na escola. Sentem-se fora da moda sem um IPod. Ensinam a gente a usar as novas ferramentas da internet. E ouvem celebridades-minuto, fadadas ao esquecimento desde que nascem. As bandas clássicas estão morrendo, acompanhando o rock 'n' roll, que segundo Kravitz já morreu. As novas duram pelo tempo de uma piscadela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que era em minha infância já não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rápido demais. Rápido demais. Vivemos um tempo de coisas efêmeras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115317212242508789?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115317212242508789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115317212242508789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115317212242508789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115317212242508789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/07/hoje.html' title='Hoje.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115289523280858709</id><published>2006-07-14T13:36:00.000-03:00</published><updated>2006-07-14T13:40:32.906-03:00</updated><title type='text'>O Sabor das Primeiras: Capítulo 4</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Telefonemas, colhões e um Bloody Mary&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana tinha pressa e o número era de um celular em São Paulo. Ligou três vezes durante todo o dia seguinte, caixa postal, caixa postal e caixa postal. Arriscou à noite, depois da aula, e obteve o primeiro alô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Desculpe por ligar a esta hora, mas tentei o dia inteiro e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tudo bem. – A voz do outro lado era firme e agradável. – Este é meu horário de trabalho normal. Posso te ajudar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Meu nome é Liliana. Eu preciso falar com você sobre vampiros. É... urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 40 minutos ela estava no boteco sugerido. A mulher atrasou-se 10 minutos, mas, quando entrou, Liliana sabia que era ela. Pois seus olhares não se cruzaram, mas ela a viu ir direto para o balcão, sentar-se num dos bancos altos e pedir em alto e bom tom:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Jô, me vê uma caipirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Com pinga mesmo, Dora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se não for de pinga não é caipirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Há controvérsias, sabe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vodca não tem &lt;em&gt;brasilidade&lt;/em&gt;, meu velho. Vai pedir caipirinha na Rússia pra você ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– É? O que eu vou ganhar? Um chute no &lt;em&gt;cossaco&lt;/em&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ai, Jonas, você podia ter me poupado dessa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Liliana não prestou atenção ao resto da conversa, que teria se estendido em momentos intermináveis de filosofia de botequim se ela não os interrompesse. Aproximou-se com o cartão de visitas na mão, arriscou um olá, e antes que se apresentasse foi notada pela mulher, que lhe apertou a mão e olhou para ela de cima a baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você é maior de idade, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sou – respondeu sem hesitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bebe uma caipirinha?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Prefiro um Bloody Mary, tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enorme barman meneou a cabeça em resposta e foi para trás da estante de bebidas buscar tomates. Quando olhou para Liliana, ela percebeu que ele tinha um enorme corte, já cicatrizado, cruzando o rosto em diagonal. Guardou o cartão na bolsa e ofereceu à outra, que a olhava com expectativa, o que julgou ser um sorriso simpático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Dora Cruz, né? – disse. – Um nome bem adequado pra quem faz... o que você faz. – Examinou com cuidado o rosto moreno, os olhos amendoados, as linhas suaves, a despeito da expressão determinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Eu resolvo problemas com dentes pontudos demais. Não foi por isso que você me ligou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você mata vampiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se preferir. – Dora foi acompanhada em sua risada pelo barman que voltava. – O Jonas aqui não gosta muito dessa palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Deixa quieto, Dorinha. Eu nem lembro mais. – Apesar do sorriso debochado, ele passou a mão sobre a cicatriz no rosto, instintivamente, enquanto depositava a bebida de Liliana sobre o balcão. Ela imaginou se seria prolífico falar também com ele mais tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Bom, menina. Me fala do seu problema. Você precisa se livrar de um vampiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Na verdade... preciso encontrar um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O quê? – A incredulidade na voz de Dora traiu sua atitude territorial, controlada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você me ouviu. Eu quero encontrar um vampiro. Qualquer um. Você pode achar um pra mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Posso. Com certeza. Sopa no mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas não vou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana parou o copo de bebida vermelha a meio caminho da boca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por que não? – perguntou indignada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dora bebeu sem pressa um gole de sua caipirinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porque isso é um trabalho sério – respondeu – e eu já saquei qual é a sua. Não é a primeira entusiasta que me procura. Vocês pensam que vampiros são caras cultos e charmosos que vão levá-las a um mundo maravilhoso onde serão eternamente jovens, viverão bebendo o sangue dos simples mortais e toda essa coisa de cinema. Mas não é por aí, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sem “mas”. Esses caras são perigosos. Você pode até dar sorte de encontrar um legal que só te dê uma chupadinha de nada, mas a chance de o cara ser um filho da puta que vai te sugar até a morte e te largar pelada numa sarjeta é bem maior. Ninguém vai te dar a tal da “vida eterna” só porque você quer. Vai por mim, menina, a gente não escolhe, eles é que escolhem, e ai de quem for escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes que Liliana voltasse a protestar, Dora já se voltara para Jonas como se ela não estivesse mais ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Que saco, Jô. Sempre tem alguém achando que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dora sentiu o gosto de suco de tomate, pimenta e vodca invadindo seus lábios. Liliana acabara de jogar todo o seu Bloody Mary no rosto da matadora. Percebeu na hora que aquilo fora um erro. Não devia ter perdido a calma. Todos os rostos presentes se voltaram para ela. Aquele era o território de Dora, um bar escolhido por ela, e Liliana apressou o passo em direção à rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se surpreendeu realmente ao ser detida pela mão que a agarrou pela alça da bolsa e em seguida avançou para seu cabelo. Ouviu a voz de Dora Cruz junto ao rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Menina: não vou te bater porque estou vendo que você ainda é criança e porque, pra sua sorte, a pimenta não pegou no meu olho. Mas você tem colhões de vir aqui e botar banca desse jeito. Por isso, vou te dar uma colher de chá. – Seus dedos enroscados nos cabelos tingidos de Liliana não cediam um centímetro enquanto falava, nem quando forçou um papel para uma das mãos da garota. – O nome dele é Saul, ou ele diz que é. Procura o cara nesse lugar. Eu tenho o palpite de que você vai adorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É, pessoal, a noveleta está chegando ao fim. Continuem acompanhando a jornada de Liliana, que de heróica não tem nada, pois na semana que vem teremos algumas surpresas!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115289523280858709?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115289523280858709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115289523280858709' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115289523280858709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115289523280858709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/07/o-sabor-das-primeiras-captulo-4.html' title='O Sabor das Primeiras: Capítulo 4'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115264658030580080</id><published>2006-07-11T16:17:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T16:40:01.783-03:00</updated><title type='text'>Como o amor é piegas!</title><content type='html'>Nada falha, ou, pelo menos, é o que diz a &lt;strong&gt;Madonna&lt;/strong&gt; em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nothing Fails&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música que não sendo minha eu dedico presunçosamente ao meu grande amor. Parece que fala de nós. E todo mundo que ama já teve essa sensação ao ouvir uma música - seja Jota Quest ou Gershwin, Depeche Mode ou Lulu Santos, Jewel ou Paralamas, Marisa Monte ou Dream Theater.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, a tradução (muito livre) e a letra de&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Nothing Fails&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; - Madonna. Toma que é tua, &lt;strong&gt;David&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada Falha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou apaixonada por você, sua coisa boba,&lt;br /&gt;Qualquer um consegue ver.&lt;br /&gt;O que há com você, sua coisa boba?&lt;br /&gt;Só tome o amor de mim .&lt;br /&gt;Não havia chance de nos encontrarmos&lt;br /&gt;E eu sentir meu coração bater.&lt;br /&gt;Você é a pessoa certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você poderia levar tudo isso, levar embora,&lt;br /&gt;E eu ainda teria tudo,&lt;br /&gt;Pois escalei a árvore da vida&lt;br /&gt;E é por isso que não tenho mais medo se cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fico perdida no espaço,&lt;br /&gt;Posso voltar a este lugar,&lt;br /&gt;Pois você é a pessoa certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada falha.&lt;br /&gt;Chega de medos.&lt;br /&gt;Nada falha.&lt;br /&gt;Você lavou minhas lágrimas.&lt;br /&gt;Nada falha.&lt;br /&gt;Chega de lágrimas.&lt;br /&gt;Nada falha.&lt;br /&gt;Chega de medos.&lt;br /&gt;Nada falha.&lt;br /&gt;Você lavou minhas lágrimas.&lt;br /&gt;Nada falha.&lt;br /&gt;Chega de lágrimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sou religiosa,&lt;br /&gt;Mas me sinto tão comovida&lt;br /&gt;Que isso me faz querer rezar.&lt;br /&gt;Rezar pra que você sempre esteja aqui.&lt;br /&gt;Não sou religiosa,&lt;br /&gt;Mas sinto tal amor&lt;br /&gt;Que me faz querer rezar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando fico perdida no espaço,&lt;br /&gt;Posso voltar a este lugar,&lt;br /&gt;Pois você é a pessoa certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou religiosa,&lt;br /&gt;Mas me sinto tão comovida...&lt;br /&gt;Mmmm mmm...&lt;br /&gt;Não sou religiosa.&lt;br /&gt;Me faz querer rezar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou religiosa.&lt;br /&gt;Mas me sinto tão comovida.&lt;br /&gt;Me faz querer rezar.&lt;br /&gt;Rezar pra que você sempre esteja aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Etc... etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Nothing Fails&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm in love with you, you silly thing&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Anyone can see&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;What is it with you, you silly thing&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Just take it from me&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;It was not a chance meeting&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Feel my heart beating&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You're the one&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You could take all this, take it away&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'd still have it all&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cause I've climbed the tree of life&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;And that is why, no longer scared if I fall&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When I get lost in space&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I can return to this place&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cause, you're the one&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nothing fails&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No more fears&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nothing fails&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You washed away my tears&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nothing fails&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No more fears&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nothing fails&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nothing fails&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religious&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But I feel so moved&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Makes me want to pray,&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pray you'll always be here&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religious&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But I feel such love&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Makes me want to pray&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;When I get lost in space&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I can return to this place&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Cause, you're the one&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religious&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But i feel so moved&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mmmm mmm...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religious&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Makes me want to pray&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religious&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But i feel so moved&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Makes me want to pray&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pray you'll always be here&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religous&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But i feel such love&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Makes me want to pray&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religious (I'm not religious)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But I feel so moved&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(but it makes want to pray)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religious (I'm not religious)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Makes me want to pray (But it makes me want to pray)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religious (makes me want to)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;But I feel so moved (pray)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;I'm not religious (pray)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Makes me want to pray (pray)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nothing fails&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No more fears&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nothing fails&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;You washed away my tears&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nothing fails&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No more fears&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nothing fails&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115264658030580080?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115264658030580080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115264658030580080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115264658030580080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115264658030580080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/07/como-o-amor-piegas.html' title='Como o amor é piegas!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115256103495323543</id><published>2006-07-10T16:45:00.000-03:00</published><updated>2006-07-10T16:52:34.066-03:00</updated><title type='text'>Matéria de Alexandre Ramirez comigo</title><content type='html'>Eis uma matéria que o jornalista Alexandre Ramirez publicou em sua coluna Observatório, no jornal A Folha, do Rio. Tive a oportunidade de conversar com ele sobre &lt;a href="http://www.necropole.com.br/"&gt;Necrópole&lt;/a&gt; e sobre meu trabalho como &lt;a href="http://www.camilailustradora.ubbihp.com.br/"&gt;ilustradora&lt;/a&gt;. Confiram abaixo!&lt;br /&gt;Se a imagem aparecer muito pequena no seu navegador, basta clicar nela que abrirá uma janela maior. E será assim até eu me entender com a lógica de funcionamento dos blogs. Eheh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/jornaljunho2006_02.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/jornaljunho2006_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115256103495323543?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115256103495323543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115256103495323543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115256103495323543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115256103495323543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/07/matria-de-alexandre-ramirez-comigo.html' title='Matéria de Alexandre Ramirez comigo'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115229820341616156</id><published>2006-07-07T15:44:00.000-03:00</published><updated>2006-07-07T15:55:28.023-03:00</updated><title type='text'>O Sabor das Primeiras: Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Corpos, crenças e um cartão de visitas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tom de Renata era tranqüilo demais para um assunto tão sério, mas não chegava a ser de deboche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sabe – disse ela –, não sou uma pessoa muito impressionável, mas também não sou totalmente cética. O ser humano pretende explorar e catalogar tudo o que existe dentro dos armários da ciência, mas certas coisas simplesmente... simplesmente não cabem na prateleira. Não se encaixam em categorias parecidas. Não se classificam. Deus, por exemplo. Sabemos que ele existe, mas nossa ciência não é capaz de desvendar o que Ele é. – Fez uma pausa e olhou nos olhos de Liliana com determinação, como que orgulhosa das próprias palavras e da atenção que elas haviam cativado. Como a outra nada dissesse, ela presumiu concordância e assumiu um tom de divertida confidência. – Há uns anos, tive uma vizinha que morava sozinha numa casa nos fundos da minha. Trintona. Um dia ela levou pra casa um cara diferente. Tinha uma coisa especial nos olhos, no jeito de se mexer, não sei. Um moreno de cinema, sabe? Ele... bom, ele se insinuou pra mim, mas passou a noite em claro com a Clélia, a vizinha. Pelas paredes dava pra ouvir os dois transando, bam, bam, bam! E fazia aquele calor. Eu não preguei um olho. Ainda vi o cafajeste sair de madrugada, já tinha até a chave do nosso portão. Mas depois disso ninguém mais viu a Clélia de novo. Quero dizer... – Renata engoliu em seco e sua voz baixou alguns tons – eu vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana não fez mais do que erguer uma sobrancelha e abrir bem os olhos, indicando seu interesse. Bastava de perguntas tolas; estava ali para ouvir a história completa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Acabei indo pros fundos ver se ela estava lá – continuou a futura bibliotecária – porque o telefone dela não parava de tocar e ninguém atendia. Já até tinha gente ligando pra minha casa pra ver se eu sabia dela. Daí, entrei no quarto e... bom... só o que tinha sobrado dela era um corpo. Todo seco. Parecia, sei lá, que só tinha pele e ossos. Era como se tivessem tirado todo o recheio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tem certeza? – perguntou Liliana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como, “tem certeza”? Eu sei o que vi. Nunca vi nada parecido nem antes nem depois disso. E Deus me livre de ver. Aquilo não era normal. Nem a polícia soube explicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E você acha que quem fez isso com sua vizinha foi um vampiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não, não acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não. – Renata ajeitou de novo os óculos. Tinha agora um ar distante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Paulinho me disse que você era a pessoa certa pra falar de vampiros – Liliana justificou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– O Paulinho é xarope mesmo! Manda ele te levar a uma festa pra você ver. Pra mim, ele só disse que tinha uma menina procurando uma história sobrenatural. Não digo que nada disso seja sobrenatural, mas pra tudo o que não tem explicação nós damos esse nome, não é? Então, presumi que você queria escrever uma matéria ou algo assim. Só sei que não conheço nenhuma forma de um ser humano fazer aquilo com outro. A única conclusão que posso tirar é que o cara que a Clélia levou pra casa não era humano, ou não usou de meios humanos pra fazer o que fez. &lt;em&gt;O que&lt;/em&gt; ele era já é outra história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana pensou por alguns instantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pode ter sido um vampiro – murmurou mais para si mesma. – De um tipo diferente. Algo que eu não conheça. Ainda não sei tudo. Estou procurando. Estou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Está obcecada, isso sim – respondeu a outra abrubtamente. – A única coisa que dá pra saber é que o cara não era normal. Só por isso você já acha que é um vampiro? Podia ser qualquer coisa, meu Deus do céu. Por acaso vampiros têm um aspirador de carne dentro da boca ou algo assim? Que eu saiba eles só bebem sangue. Isso é, se formos admitir que eles existam. E eu não admito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por que não? – Liliana ergueu as mãos espalmadas, incrédula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Por que sim? – respondeu Renata no mesmo tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Porque eu acredito. Você não acredita em Deus? Por que eu não posso acreditar em vampiros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Menina, você pode acreditar no que quiser – Renata respondeu tranqüilamente. – Em ET, em saci, em vampiro. Mas Deus pra mim tem uma utilidade. Que utilidade um vampiro tem pra você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana lançou-lhe um olhar arisco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você não poderia entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nem quero. – Renata levantou-se sorrindo, o grosso fichário da faculdade sistematicamente amparado sob o braço. – Cada um olha pro mundo e vê o que quer – disse, e, consultando o relógio de pulso, adiantou-se de volta à sala de aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana suspirou, levemente raivosa. Sentia-se cercada de imbecis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não foi muito diferente com a matadora. Sim, a matadora; vibrou ao ouvir o termo, imaginando mil possibilidades. Mas, no cartão que o rapaz da livraria lhe passou, não havia profissão ou especialidade; apenas um número telefônico e um e-mail abaixo do nome Dora Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Quem leu o conto &lt;strong&gt;Ponto-Final&lt;/strong&gt; tem uma boa idéia de quem vai aparecer na semana que vem, no &lt;strong&gt;Capítulo 4: Telefonemas, Colhões e um Bloody Mary&lt;/strong&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra quem não tiver lido ainda &lt;strong&gt;Ponto-Final&lt;/strong&gt;, eu posto na semana que vem. Continuem acompanhando O&lt;strong&gt; Sabor das Primeiras&lt;/strong&gt;, que está chegando à sua - acredito - inesperada &lt;strong&gt;conclusão&lt;/strong&gt;!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115229820341616156?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115229820341616156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115229820341616156' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115229820341616156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115229820341616156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/07/o-sabor-das-primeiras-captulo-3.html' title='O Sabor das Primeiras: Capítulo 3'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115197729630346501</id><published>2006-07-03T22:34:00.000-03:00</published><updated>2006-07-03T23:31:09.460-03:00</updated><title type='text'>Ela lambeu minha orelha</title><content type='html'>&lt;em&gt;O conto é repetido. A ilustração, inédita.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/morena.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Ela lambeu minha orelha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fê-lo com a delicadeza de um zéfiro nas manhãs antigas. Dríade, brincou no bosque dos meus sentidos. A ponta flexível vibrou no lóbulo e se encaixou nas cavidades retorcidas. Vai-e-vem. Labirinto úmido, labirinto inundado de sussurros, súplicas, ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Vamos?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu... vou.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi meu vício quem respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comi ambrosia nos seus lábios. Quis morrer nos seus braços – eu, a louca, ela, a camisa-de-força, meu corpo-terra-seca, ela-chuva. Choveu e eu bebi. Cavalo bravo, bufei, corcoveei – não de ódio, de alegria. De religião. Atéia, encontrei a deusa que abençoou esta descrente com a fé cega na sinceridade de seus suspiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ajoelhou. Rezou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gritei num silêncio só meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu corpo, depois de amado, ficou cansado. Adormeceu e sonhou. As pupilas sob as pálpebras brincando agitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A curva de seus quadris, o ângulo agudo do osso junto à carne farta. Para as nádegas existem as mãos. Para as suas, as minhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vão sagrado entre as duas metades brancas feito maçã partida ao meio. Não tinha semente. Mas era de comer. Com a ponta da língua, feito mel. Chave na fechadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela gemeu, mas os olhos não se abriram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã clara me pegou na sua maciez. Desejei toda a beleza de seus dedos longilíneos, coxas entreabertas, pescoço de cisne, beleza sem penumbras, sem cortinas, sem janelas fechadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu abri a janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol foi cruel no seu rosto. Os olhos se abriram de pasmo. Espasmo. Contração. Convulsão. E era de dor. A louça que era branca trincou nas bochechas. O grito foi um guincho. Os seios, que eram torres, foram pó. O corpo, que era império, foi ruína. E ela, que era Éden, foi inferno. Anjo, caiu da graça. Condenada, queimou na estaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol fez dela uma montanha de cinza enegrecida sobre o lençol de seda púrpura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ponta da minha língua, o gosto do fruto que madurou e apodreceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2004&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115197729630346501?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115197729630346501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115197729630346501' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115197729630346501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115197729630346501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/07/ela-lambeu-minha-orelha.html' title='Ela lambeu minha orelha'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115163774797728034</id><published>2006-06-30T00:15:00.000-03:00</published><updated>2006-06-30T00:24:02.370-03:00</updated><title type='text'>O Sabor das Primeiras: Capítulo 2</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Garotas, pesadelos e uma xícara de chá&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana ficou sentada durante o que lhe pareceram horas diante de Laura. Não se olhavam nos olhos, mas mediam-se repetidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do rosto bonito, Laura tinha o olhar arisco dos que aprenderam a desconfiar. Era magra e um tanto abatida, como alguém que se recupera devagar de uma doença ou já aceitou a presença definitiva desse mal. A hostilidade era mútua e óbvia, mas a civilidade as obrigava a manter a cortesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garota contou uma história que soava como pesadelo. Passou por corredores escuros e quartos com cheiro de mofo e vodca, sangue e carne queimada. Falou de crianças, de monstros, de vaidade, mentiras e pavor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana estava fascinada. Ao mesmo tempo, perguntava-se se ela não teria sonhado tudo aquilo. Continha-se, interrompendo-a apenas com perguntas inevitáveis. Quando Laura parou de falar, Liliana ainda ficou em silêncio, esperando que continuasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– E então? – perguntou, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você nunca mais os viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Nunca mais os vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Então, não sabe se eles estão mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura sorriu amarga e mexeu o resto do chá outrora quente. A colher tilintou irritante na xícara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah, estão mortos, sim – respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Como pode ter certeza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez a garota a encarou intensamente detrás dos fios rebeldes e louros que lhe caíam sobre a testa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Se estivessem vivos – disse –, eu não estaria mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana olhou ao redor, sentindo-se um tanto perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Agora não sei como faço para encontrá-los – disse mais para si mesma do que para a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Encontrá-los? – Laura desceu a xícara contra a mesa com mais força do que tencionara aplicar e deu vazão à sua antipatia. – Você é louca, menina? Todo dia eu acordo imaginando se não vai ser o último, se eles não vão mesmo voltar, se outros vão aparecer pra se vingar... Você devia ficar feliz por não estar no meu lugar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana levantou-se, simulando uma calma que não sentia, e disse, tentando controlar o tom:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Pois fique sabendo... se eu estivesse no seu lugar, não teria sido trouxa como você. Sabe há quanto tempo eu procuro pela chance que você teve e não aproveitou? Não tem a menor idéia do que desperdiçou. Mas um dia vai se arrepender. – Tirou da bolsa, num gesto magnânimo, dinheiro suficiente para pagar pelos pedidos de ambas. E acrescentou com um meio-sorriso: – Obrigada pelo seu tempo. Fique bem, viu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca procurou novamente por Laura. Como era limitada! Todas as pessoas que havia conhecido até então eram limitadas. Incapazes de compreender o destino quando ele se apresentava diante de seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha a esperança de encontrar alguma diferença quando conheceu Renata. Estudavam na mesma faculdade e um colega em comum, divertido com as ambições de Liliana, as apresentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Estou no curso de Biblioteconomia – disse a garota de cabelos curtos, ajeitando os aros finos do óculos. – Você faz Jornalismo, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liliana percebeu logo que nada havia a temer dessa criatura nos seus vinte e poucos anos e trajes recatados, que tomava notas, sabe-se lá do quê, enquanto falava, levantando vez por outra os olhos mansos e espertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Isso – Liliana respondeu entediada, pensando no dinheiro que o pai insistira em “investir”, como dizia, “em seu futuro”. Resolveu que o intervalo entre as aulas era muito curto para perder tempo com futilidades e resolveu partir para o que realmente lhe interessava. – O Paulinho me disse que você tinha uma história interessante pra me contar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Ah. Certo. Você é a menina que anda atrás de vampiros, né? Senta. Vamos conversar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Renata&lt;/strong&gt; é a evolução da protagonista do conto&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;A casa dos fundos&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; (não confundir com&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;A casa dos loucos&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;), no qual ela, então com 16 anos, relata uma história semi-erótica em que... bom, vocês vão saber na semana que vem, no terceiro capítulo:&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Copos, crenças e um cartão de visitas.&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; Quem quiser relembrar&lt;/em&gt;&lt;strong&gt; A casa dos fundos&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.circulodecronicas.com/cc/contos/vampiros/cf_a_casa_dos_fundos.html"&gt;clique aqui.&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115163774797728034?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115163774797728034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115163774797728034' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115163774797728034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115163774797728034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/06/o-sabor-das-primeiras-captulo-2.html' title='O Sabor das Primeiras: Capítulo 2'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115162009581421645</id><published>2006-06-29T19:25:00.000-03:00</published><updated>2006-06-29T19:28:15.876-03:00</updated><title type='text'>Entrevista</title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;A revista virtual &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.petropolisemcena.com.br/"&gt;Petrópolis em Cena&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; publicou entrevista feita comigo por &lt;strong&gt;Juliana Oliveira&lt;/strong&gt;. Conversamos sobre ilustração, literatura, cinema amador, aspirações. Pra conferir, clique &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.petropolisemcena.com.br/literatura/papocomautor.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;As pessoas costumam utilizar o termo "artista" como uma forma de elogio ou validação, mas existem bons e maus artistas. É uma profissão. &lt;strong&gt;A princípio, todo ofício é uma arte, e há arte em tudo o que é exercido com habilidade e paixão.&lt;/strong&gt; Num sentido mais restrito e pessoal, entendo arte como uma manifestação cultural e/ou particular de idéias, anseios, fantasias.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115162009581421645?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115162009581421645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115162009581421645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115162009581421645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115162009581421645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/06/entrevista.html' title='Entrevista'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115160682528554380</id><published>2006-06-29T15:46:00.000-03:00</published><updated>2006-06-29T16:15:15.536-03:00</updated><title type='text'>Meu novo portfólio.</title><content type='html'>Caros amigos e parceiros de trabalho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu portfólio virtual de ilustrações está de cara nova e acaba de ser totalmente atualizado com novas artes comissionadas e independentes. São mais de 6 anos de trabalho utilizando técnicas variadas e navegando por muitos estilos. Convido todos a conferir as novidades da galeria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.camilailustradora.ubbihp.com.br" target="_blank"&gt;http://www.camilailustradora.ubbihp.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficarei honrada com sua visita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115160682528554380?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115160682528554380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115160682528554380' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115160682528554380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115160682528554380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/06/meu-novo-portflio.html' title='Meu novo portfólio.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115129482360222198</id><published>2006-06-26T00:45:00.000-03:00</published><updated>2006-06-26T01:55:34.633-03:00</updated><title type='text'>De onde vem a inspiração?</title><content type='html'>&lt;em&gt;Agradeço à colega internética &lt;strong&gt;Agnes Mirra&lt;/strong&gt;, que me fez a pergunta via &lt;strong&gt;Orkut&lt;/strong&gt; e, assim, causou o seguinte texto, que é mais um desenvolvimento de (falho?) raciocínio do que uma resposta. Podem ler e opinar: se concordam, se não concordam. Pedras e flores.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De onde vem a inspiração?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Taí uma pergunta bem espinhosa. Para respondê-la a contento eu provavelmente teria de dispor de uma definição confiável &lt;strong&gt;do que é&lt;/strong&gt; a inspiração, e receio não ter uma. Mas vou tentar mesmo assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero a inspiração como uma coisa que surge de forma inesperada, uma idéia para uma história ou uma vontade de escrever que parecem irresistíveis. Esse desejo pode brotar das fontes mais diversas: de uma conversa com um amigo, de um documentário científico, de uma música que não sai da cabeça, das cores do céu no fim da tarde, do sabor de uma comidinha especial, de um fato curioso observado na rua, de um desejo secreto, de um medo antigo. Enfim, pode vir de qualquer lugar, e acredito que funciona mais ou menos do mesmo jeito para escritores, músicos, pintores, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, já ouvi dizer (e infelizmente não sei quem foi o autor dessa idéia) que o trabalho criativo é &lt;strong&gt;10% inspiração e 90% transpiração&lt;/strong&gt;. Ou seja, o êxito do seu livro, quadro ou canção &lt;strong&gt;depende mais do seu empenho&lt;/strong&gt; em obter esse êxito do que de uma inspiração inexplicável que brota do subconsciente ou de alguma fonte divina, cujo aparecimento não depende da sua vontade. Ou seja, o &lt;strong&gt;desejo de fazer bem-feito&lt;/strong&gt; seria mais valioso do que o talento latente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu concordo com essa definição na maior parte do tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, para escrever os contos presentes em &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.necropole.com.br"&gt;&lt;strong&gt;Necrópole&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; volumes I e II, tive de dar tratos à bola para achar boas histórias. Com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;A casa dos loucos&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, tive sorte: a idéia me veio num sonho. A casa misteriosa, as pessoas extravagantes, a desconfiança constante, estava tudo lá. Só precisei acrescentar vampiros... Já com &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Entre o silêncio e o pó&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, precisei matutar bastante para escrever uma história de fantasmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já havia escrito uma ou duas coisinhas sobre espíritos antes, mas histórias bem curtas e diretas. Entre elas,&lt;strong&gt; &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.circulodecronicas.com/cc/contos/bruxas/cf_linda_quando_chora.html"&gt;Linda quando chora&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, de humor negro, e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.circulodecronicas.com/cc/contos/bruxas/cf_o_jogo_da_meia_noite.html"&gt;O jogo da meia-noite&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, balada gótica, pela boa recepção que tiveram junto aos leitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.necropole.com.br"&gt;Necrópole&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, precisava de uma trama mais complexa, que se sustentasse por cerca de 30 páginas. Foi mais transpiração do que inspiração. Tentei imaginar o que eu mesma gostaria de ver em uma história desse gênero. Em sua primeira versão, era um texto dramático e intimista sobre uma garota relutante em fazer parte do mundo adulto e que via fantasmas. No segundo tratamento, que entrou para o livro, consegui me ater à proposta da coleção e fazer a protagonista, &lt;strong&gt;Irene&lt;/strong&gt;, se borrar de medo com &lt;strong&gt;visões do passado e do futuro&lt;/strong&gt;, despertas e adormecidas, que pouco a pouco minaram sua vontade própria. Procurei não perder o elemento dramático, mas dosá-lo de forma a não superar o &lt;strong&gt;horror&lt;/strong&gt; que a vida de Irene se tornou em todos os âmbitos. Segundo alguns leitores, o maior mérito desse conto é que podemos decidir se realmente há fantasmas nele ou apenas uma garota psicologicamente frágil, que vê seu mundo  ruir diante de uma série de acontecimentos com os quais não sabe lidar e, com isso, passa a sofrer de alucinações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, foi um trabalho de suor e não de "heureca".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, alguns dos meus textos mais bem-sucedidos são produto desses surtos de criatividade na madrugada. Você está sentada diante do teclado e de repente sente comichão nos dedos, que começam a digitar enquanto a mente trabalha doidamente. &lt;strong&gt;"Não pense que a cabeça agüenta se você parar",&lt;/strong&gt; já dizia Raul Seixas. E não tem nada "vou dormir, preciso acordar cedo amanhã" ou "tenho trabalho pra fazer, não devia estar aqui". Não adianta ir pra cama que a cabeça não pára. Você se revira. O texto está em você, lhe comendo as entranhas, e quer sair para o mundo. Nenhuma associação com o produto final do jantar aqui, OK?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em textos desse tipo, dispenso a preocupação com a qualidade literária e deixo a coisa fluir para onde quer. Normalmente fico feliz com o resultado. Uma dessas viagens mais recentes é &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.escrevinhadora.com.br/site/convidado.html"&gt;Eu quero entrar em você&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, publicada no site da Dóris Fleury, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;a href="http://www.escrevinhadora.com.br"&gt;A Escrevinhadora&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isso, sou a favor de ambos os processos: o da &lt;strong&gt;inspiração natural&lt;/strong&gt;, que te empurra para o trabalho como o desejo te empurra para o orgasmo, e o do &lt;strong&gt;empenho consciente&lt;/strong&gt;, no qual a pesquisa e a estruturação metódica são suas ferramentas de criação. Para mim, está provado que ambos funcionam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em suma: a inspiração nasce de onde menos se espera. E, se não nascer, você faz nascer na porrada. Deu pra entender?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, não deixem de &lt;strong&gt;opinar&lt;/strong&gt; sobre o assunto. Discordem, corrijam, complementem, concordem, argumentem. Seus comentários não só enriquecem este espaço virtual como também contribuem para uma discussão que acho pertinente a todos aqueles que se interessam por produção literária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para quem achou este texto horrivelmente egocêntrico, recheado de auto-referências e uma auto-análise interminável, só posso dizer uma coisa: concordo plenamente com vocês, gente esperta. Afinal, diabos, este é o meu blog. Onde mais posso ser egocêntrica impunemente, senão aqui?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115129482360222198?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115129482360222198/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115129482360222198' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115129482360222198'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115129482360222198'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/06/de-onde-vem-inspirao.html' title='De onde vem a inspiração?'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115109374206044612</id><published>2006-06-23T16:42:00.000-03:00</published><updated>2006-06-30T00:23:48.286-03:00</updated><title type='text'>O Sabor das Primeiras: Capítulo 1</title><content type='html'>&lt;em&gt;Povo todo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está na hora de conhecer o destino de Liliana. Sim: a protagonista petulante, gostosinha, ambiciosa e insuportável de&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Caia na Noite&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;, história publicada cá no &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Demo&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; no ano passado, está de volta ao blog em uma nova novela. Novela porque vem dividida em episódios ou capítulos. Nada a ver com telenovelas brasileiras. Ah, já expliquei isso antes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Liliana, anteriormente uma adolescente burguesa, amadureceu, e com ela também meu estilo de escrita.&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Caia na Noite&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; foi escrito um ano antes de sua publicação, em &lt;strong&gt;março de 2004&lt;/strong&gt;. De lá para cá, evoluí bastante, lançando os livros&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.necropole.com.br"&gt;&lt;strong&gt;Necrópole - histórias de vampiros&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Necrópole - histórias de fantasmas&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; e firmando minha posição como escritora em inúmeros espaços virtuais de literatura. Uma evolução que devo não só à pratica como a todos vocês, &lt;strong&gt;leitores&lt;/strong&gt;, que vêm acompanhando e enriquecendo meu trabalho com seu apoio e suas críticas. Muito obrigada a todos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Voltando a Liliana, vocês descobrirão que apesar de algumas mudanças ela continua basicamente a mesma. Suas aventuras mantêm o tom de &lt;strong&gt;suspense&lt;/strong&gt; bem-humorado, a leitura rápida e uma leve sátira social. É sua &lt;strong&gt;obsessão&lt;/strong&gt; que cresceu, ganhou força e velocidade. Sim: Liliana continua determinada a tornar-se uma &lt;strong&gt;vampira&lt;/strong&gt;. Vamos saber se, agora, bem-vinda ao mundo adulto, ela se sairá melhor do que a garota que nada conhecia do mundo. Desta vez, ela não medirá esforços. Seus motivos? Seus métodos? Suas &lt;strong&gt;conseqüências&lt;/strong&gt;? Comece a descobrir no primeiro capítulo, neste mesmo post.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E atenção: alguns capítulos contarão com a &lt;strong&gt;participação especial&lt;/strong&gt; de personagens de outros contos meus, além da inserção de algumas novas e interessantes figuras. Ao final de cada capítulo, toda &lt;strong&gt;sexta-feira&lt;/strong&gt;, uma chamada para o próximo que, espero, lhes dê água na boca.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E para você que não acompanhou a primeira aventura dessa garota realmente problemática em 2005, não se acanhe. Não é necessário ler&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Caia na Noite&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;para compreender&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;O Sabor das Primeiras&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;. Mas se quiser, e eu recomendo, acesse os 10 capítulos da história nestes links:&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/05/caia-na-noite-captulo-1.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 1&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/05/caia-na-noite-captulo-2.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 2&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/05/caia-na-noite-captulo-3.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 3&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/05/caia-na-noite-captulo-4.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 4&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/05/caia-na-noite-captulo-5.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 5&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/06/caia-na-noite-captulo-6.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 6&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/06/caia-na-noite-captulo-7.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 7&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/06/caia-na-noite-captulo-8.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 8&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;, &lt;/em&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/06/caia-na-noite-captulo-9.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 9&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; e &lt;/em&gt;&lt;a href="http://demosentado.blogspot.com/2005/06/caia-na-noite-captulo-10-final.html"&gt;&lt;em&gt;Capítulo 10&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E agora, vamos ao que interessa.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Sabor das Primeiras: Capítulo 1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dúvidas, vampiros e uma bolsa de vinil&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabe exatamente o que quer. Não tem a menor dúvida quanto a seu destino, nunca teve, e vai persegui-lo a despeito do fracasso, do ridículo, do improvável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trem a embala com seu sacolejar rítmico, ela se sente ninada, mas vai alerta, olhos vorazes experimentando tudo na paisagem cinza. Olhos castanhos, e ela acha doloroso tê-los tão triviais. Por isso a maquiagem desenha uma personalidade enigmática em seu rosto, ou assim ela planejou quando a fez. Ela se preparou bem. Relembra as últimas palavras que ouviu ao telefone.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Se você duvida, eu posso provar,&lt;/em&gt; ele disse há algumas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Mas se for mentira,&lt;/em&gt; apressou-se em responder, &lt;em&gt;você vai ver.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ameaças, minha querida? Tão cedo? Talvez você precise de uma lição. Que vou adorar te ensinar, caso você me dê o prazer da sua companhia. Por que não vem se encontrar comigo hoje à noite?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestiu-se às pressas e, agora, está a caminho. Voltou a tingir os cabelos – desta vez de preto, o tom que melhor contrasta com a pele naturalmente alva, motivo maior de seu amor-próprio. Pele de notívaga. A bolsa de vinil bordada com um morcego vermelho ainda a acompanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando lá, tentará não parecer ansiosa. Lembra-se com tédio e raiva de quantas vezes atendeu a chamados similares. De quantas vezes perdeu seu tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano anterior, foi Fabiano. Atraiu-a com promessas, brincou com seu coração, com sua cabeça, distraiu-a, despistou-a, disse-lhe não – e desapareceu. Fabiano e sua namorada sardenta, loura, desagradável. Foi culpa dela. Não fosse por Marisa, Fabiano certamente teria se convencido do seu merecimento. Teria dado a ela o poder que exigia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve haver uma troca, material ou espiritual, o que seja. Ela ainda não tem certeza de como a coisa funciona. Mas não é Fabiano quem vai lhe dizer. Ele está riscado da sua lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois desse contratempo em forma de homem veio Laura. No mesmo ano, conseguiu encontrá-la por meio do primo daquele amigo daquela amiga e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laura, dizia a fonte, conhecia vampiros. Na verdade, eles haviam mudado completamente sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra-se da expressão impaciente da garota logo que a encontrou naquele café esperando por ela. Seria ela mesma? A descrição batia. Era bonita, e ela se sentia ameaçada pelas mulheres bonitas como o macho alfa de diante do cão estranho que ronda a matilha. Endireitou o próprio corpo antes de cumprimentar a rival em potencial. A garota de cabelos claros presos na nuca não se levantou. Pareceu olhar para a inseparável bolsa de morcego com olhos de reprovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você é a Laura?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Prazer. Sou Liliana. – Precisava ser gentil. Quando se sentem lisonjeadas e bem tratadas, as pessoas lhe dizem tudo o que você quer saber, e ela já sabia disso. – Quer um café?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Já pedi um chá. Agora, sobre aquele assunto... vamos falar baixo. Não quero que ninguém pense que eu sou doida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não acho que você seja doida. E preciso saber de tudo o que você sabe. Pode contar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Você quer saber dos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Vampiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Não. Nós não usamos essa palavra. – Laura suspirou, sentindo-se condicionada. – Pelo menos foi o que me ensinaram. E acho que é melhor assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pra quem não percebeu, Laura é a protagonista de&lt;/em&gt; A Casa dos Loucos&lt;em&gt;, meu conto em&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.necropole.com.br"&gt;Necrópole - histórias de vampiros&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Claro que sou suspeita pra falar, mas recomendo o livro, eheh. Na semana que vem, saiba o que vai rolar entre Laura e Liliana no segundo capítulo: &lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Garotas, pesadelos e uma xícara de chá. &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Espero por vocês!&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115109374206044612?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115109374206044612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115109374206044612' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115109374206044612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115109374206044612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/06/o-sabor-das-primeiras-captulo-1.html' title='O Sabor das Primeiras: Capítulo 1'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115092051526296651</id><published>2006-06-21T16:53:00.000-03:00</published><updated>2006-06-21T17:08:35.280-03:00</updated><title type='text'>David: por partes.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/David04.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/David04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;I've still got your face&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Painted on my heart&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Scrawled upon my soul&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Etched upon my memory, baby&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;And I've got your kiss&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Still burning on my lips&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;The touch of my fingertips&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;Is love so deep inside of me, baby&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;The Cult&lt;/strong&gt;, que sabe das coisas&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/David03.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/David03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Estes são alguns de meus detalhes preferidos de um desenho que fiz entre ontem e hoje. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/David02.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/David02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Gostei desse braço, com as pintas e os pêlos.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/David01.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/David01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Treinando técnicas e cores, e buscando inspiração naquilo que mais me motiva. &lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Reproduzir fielmente a realidade não é um dos maiores méritos a que um artista pode aspirar hoje em dia, já que pra isso temos fotografia. Mas trabalhar com realismo ajuda a desenvolver técnicas de pintura e obter cores e formas mais convincentes, para daí partir para algo mais estilizado e autoral.&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;Acho que estou no caminho.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115092051526296651?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115092051526296651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115092051526296651' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115092051526296651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115092051526296651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/06/david-por-partes.html' title='David: por partes.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115012204828602497</id><published>2006-06-12T11:18:00.000-03:00</published><updated>2006-06-12T11:20:48.336-03:00</updated><title type='text'>Pastos Verdes</title><content type='html'>&lt;em&gt;E rubros.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão os pastos verdes&lt;br /&gt;Que a mim foram prometidos?&lt;br /&gt;“Na colina”, aos meus ouvidos&lt;br /&gt;Ela disse. “E paciência.&lt;br /&gt;Na hora em que os conhecerdes,&lt;br /&gt;Sabereis, sem experiência,&lt;br /&gt;Se estais neles, ou se não.”&lt;br /&gt;Sorriu. E chamou-me irmão.&lt;br /&gt;(Deus foi testemunha disso)&lt;br /&gt;O meu rosto, já sem viço&lt;br /&gt;(Não posso enganar a Deus),&lt;br /&gt;Tomou. Seus olhos nos meus&lt;br /&gt;Fixou, e pecamos juntos.&lt;br /&gt;(São de outro estes assuntos;&lt;br /&gt;Não de Deus. Do excomungado.)&lt;br /&gt;A ambos tenho encontrado...&lt;br /&gt;E ambos sabem que a não amo.&lt;br /&gt;Mas de companheira eu chamo&lt;br /&gt;Esta, que me trouxe o nunca:&lt;br /&gt;Nunca o medo ou a esperança,&lt;br /&gt;Nunca crer nem duvidar;&lt;br /&gt;Sob a lua, adaga adunca,&lt;br /&gt;aber que devo esperar.&lt;br /&gt;Sei que ela há de estar comigo.&lt;br /&gt;Quando eu me erguer, finalmente;&lt;br /&gt;Sim, em meu momento extremo.&lt;br /&gt;Mas, esperar, Deus! Consigo&lt;br /&gt;Esperar pelo que é urgente?&lt;br /&gt;Nem os assomos do vento&lt;br /&gt;Ou da chuva são o que temo.&lt;br /&gt;Temo aquilo por que anseio,&lt;br /&gt;A minha hora de partir.&lt;br /&gt;Eu os quero, os pastos verdes!&lt;br /&gt;“Não, só quando os merecerdes.”&lt;br /&gt;Minha irmã, sempre a sorrir...&lt;br /&gt;Naquela última colina&lt;br /&gt;Minha angústia, minha sina,&lt;br /&gt;Ouço ao longe, já a balir,&lt;br /&gt;No verde, os brancos cordeiros,&lt;br /&gt;Divinos, puros, ligeiros.&lt;br /&gt;cendam-se os candeeiros,&lt;br /&gt;Pois a borrasca é presente.&lt;br /&gt;Eu tangerei os cordeiros.&lt;br /&gt;Sob esta lua amarela,&lt;br /&gt;O seu sangue, o inocente&lt;br /&gt;Sangue, ele me há de ilibar.&lt;br /&gt;E estarei limpo ao chegar,&lt;br /&gt;Quando estiver junto a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24.05.2000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para Solomon.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115012204828602497?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115012204828602497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115012204828602497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115012204828602497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115012204828602497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/06/pastos-verdes.html' title='Pastos Verdes'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-115012120581395603</id><published>2006-06-12T11:06:00.000-03:00</published><updated>2006-06-12T11:06:45.826-03:00</updated><title type='text'>Eu quero entrar...</title><content type='html'>Pessoal todo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho orgulho em informar que meu conto &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Eu quero entrar em você&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, uma viagem erótica, violenta e invasiva (ai!), acaba de ser publicado em A Escrevinhadora, o badalado site da escritora Dóris Fleury:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.escrevinhadora.com.br/site/"&gt;http://www.escrevinhadora.com.br/site/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só ir à seção &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Escritor Convidado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; que eu estou por lá. Aproveitem para conferir todo o conteúdo que o site disponibiliza, entre contos da Dóris e de seus convidados. Vale a pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-115012120581395603?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/115012120581395603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=115012120581395603' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115012120581395603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/115012120581395603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/06/eu-quero-entrar.html' title='Eu quero entrar...'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114900649834867008</id><published>2006-05-30T13:27:00.000-03:00</published><updated>2006-05-30T13:28:18.360-03:00</updated><title type='text'>Copa my ass</title><content type='html'>Futebol e Copa não têm nada a ver com patriotismo. Se tivesse, então os nossos queridos presidiários semi-terroristas não estariam tão preocupados em ganhar TVs pra assistir aos jogos, e sim em ser bons cidadãos e NÃO cometer crimes. Tempo de Copa, como tempo de Natal, é tempo de anulação da desgraça diária, de anestésicos midiáticos, de jurar que é bonzinho, ama o papai, a mamãe e principalmente o país. Tsc. Tsc. Tsc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114900649834867008?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114900649834867008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114900649834867008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114900649834867008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114900649834867008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/05/copa-my-ass.html' title='Copa my ass'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114895879394394075</id><published>2006-05-30T00:11:00.000-03:00</published><updated>2006-05-30T00:13:13.953-03:00</updated><title type='text'>Carta Marcada</title><content type='html'>&lt;em&gt;Esse é do tempo em que eu gostava de rimar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou bobo da tua corte, aristocrata;&lt;br /&gt;Se queres gargalhar, ri do meu chiste;&lt;br /&gt;Se não, deixa-me aqui – e já me mata:&lt;br /&gt;Noutro reino minha vida não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do cão, sou a dentada traiçoeira,&lt;br /&gt;Do gato, o amigo que não se esperou.&lt;br /&gt;Das amantes marcadas, a primeira,&lt;br /&gt;E dentre todas, a que mais te amou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No baralho, coringa e não rainha&lt;br /&gt;E no canteiro, espinho em vez de flor.&lt;br /&gt;Dos teus sonhos secretos sou vizinha&lt;br /&gt;E dos teus pesadelos, inventor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11.2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Tem mais poesia estapafúrdia no &lt;/em&gt;&lt;a href="http://7erros.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;7Erros&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114895879394394075?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114895879394394075/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114895879394394075' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114895879394394075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114895879394394075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/05/carta-marcada.html' title='Carta Marcada'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114839145045640394</id><published>2006-05-23T10:34:00.000-03:00</published><updated>2006-05-23T10:37:30.466-03:00</updated><title type='text'>Meu erro dentre 7</title><content type='html'>São Paulo, dia 23 de maio, 10:11 da manhã. Chove.&lt;br /&gt;Meu nome é Camila Fernandes.&lt;br /&gt;Hoje faço minha estréia no blog &lt;a href="http://7erros.blogspot.com/"&gt;7Erros&lt;/a&gt;. Recomendação da Maria Helena Bandeira. Convite do Marcelo Ferrari.&lt;br /&gt;Então, passe por lá e confiram meu primeiro erro. Antigo, do tipo do qual a gente não se arrepende. Tem desenho novo também.&lt;br /&gt;E se for um erro que você já cometeu, não esquente; leia os textos dos outros autores, que tem muita gente boa por lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114839145045640394?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114839145045640394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114839145045640394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114839145045640394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114839145045640394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/05/meu-erro-dentre-7.html' title='Meu erro dentre 7'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114806170537175599</id><published>2006-05-19T14:57:00.000-03:00</published><updated>2006-05-19T15:01:45.386-03:00</updated><title type='text'>O sonho.</title><content type='html'>Outro dia mesmo eu sonhei com o capeta, certo? Saiu aqui, no post anterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o texto "O inexplicável sono", da Maria Helena Bandeira, no &lt;a href="http://7erros.blogspot.com/"&gt;7Erros&lt;/a&gt;, me fez pensar nisso de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono. O sonho. O despertar. Os elos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes, tenho a impressão de que passei o dia dormindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E às vezes tenho vontade de, de fato, fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não por medo do dia, mas por saudades da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sono é curto, o sonho é longo, e nunca chegamos à conclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando voltamos a abrir o livro noturno, a história já mudou, e não tem fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114806170537175599?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114806170537175599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114806170537175599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114806170537175599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114806170537175599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/05/o-sonho.html' title='O sonho.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114686586389421360</id><published>2006-05-05T18:29:00.000-03:00</published><updated>2006-05-05T18:54:04.036-03:00</updated><title type='text'>Hoje eu sonhei com o capeta.</title><content type='html'>Hoje eu sonhei com o dito cujo.&lt;br /&gt;Desculpem, mas é verdade! Antes ele ficava só na metáfora do ombro, cochichando bobagens que eu gostava de escrever. Musa disfarçada. Pura invencionice. Eu no controle sempre.&lt;br /&gt;Mas noite passada, madrugada, manhã dormida, hoje, eu sei lá direito quando, o homem me veio.&lt;br /&gt;Homem? Sim: no sonho ele era homem. Não que importasse. Ele não veio por mim (graças a jesuiscristinho).&lt;br /&gt;Veio feito o Jurupari, na noite, no sonho, sem convite, só pra contar um segredinho.&lt;br /&gt;A coisa me impressionou, meu povo.&lt;br /&gt;Ele estava bem ali, falando comigo, dando risada. Ele era Ele. Não Ele. O Outro. Sabem?&lt;br /&gt;Passei o dia tentando falar com meu namorado, pra contar a ele, confessar, sei lá, o sonho, como se fosse pecado eu sonhar. Quem manda não sou eu. No sonho, quero dizer. Eu não mando no que sonho. Ou mando?&lt;br /&gt;Dizem que o sonho é o"desfragmentador de disco" do cérebro. Ele quer ajudar, organizar o conteúdo, limpar o HD dos pensamentos inúteis que o lotaram durante o dia; mas, no geral, só atrabalha. Faz a gente ver coisas que a gente não quer ver. Ou quer?&lt;br /&gt;Não achei o namorado. Será destino não conseguir falar com ele? E obrigar vocês a receber a confissão em seu lugar?&lt;br /&gt;Mas eu dizia: o demo veio.&lt;br /&gt;Sem chifre nem pé de bode, nem qualquer outra dessas coisas que o Cristianismo roubou de um deus pagão. Era homem. Uns 40 anos. Um bocado feio. Mas o medo que dava quando ele sorria não era o medo que a gente tem das coisas feias, não. Era aquele medo que a gente tem das coisas bonitas. As que quando pedem qualquer coisa você não sabe dizer não. Jesuiscristinho.&lt;br /&gt;Mas o homem não me pediu nada. Só veio me contar um segredo.&lt;br /&gt;No sonho eu tinha uma prima - e é bem verdade que na vida tenho uma meia dúzia delas. Mas essa do sonho era menina nova, um bebê com olhos de gente grande. Velha por dentro. Sábia, eu acho. Ela era, assim...&lt;br /&gt;Ela era a Ungida. O Cristo de sainhas.&lt;br /&gt;Repito, era um sonho, não me culpem por ser tão profano. Eu bem que gostaria de ver o Filho num corpo de mulher, mas a Igreja nunca ia deixar, né?&lt;br /&gt;Minha prima era o Cristo. E o cão veio buscá-la.&lt;br /&gt;Desde pequena ela tinha um poder que partilhava com ele: os dois eram capazes de mudar de forma. E o cão, aquele cão chupando manga, se travestia num menininho lindo, desses de propaganda de sabonete bactericida, cabelos claros, olhos espertos... e tentava levar a minha prima lá pra fora. Pra brincar, dizia. Só brincar.&lt;br /&gt;Ela virou um gato branco e fugiu. Garota esperta.&lt;br /&gt;Deus do céu, ele pediu, pediu muito, vamos lá, vem comigo brincar. O Príncipe do Ar ia raptar a Ungida. Mas era pra ela que ele pedia, e ela resistia, porque ela era a Ungida e essa era a sua prerrogativa.&lt;br /&gt;Porque, se ele tivesse pedido pra mim...&lt;br /&gt;Deus me perdoe, mas eu ia.&lt;br /&gt;Namorado confessor, cadê você?!&lt;br /&gt;A última coisa que lembro do sonho é correr pela escada da minha casa. Pelada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114686586389421360?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114686586389421360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114686586389421360' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114686586389421360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114686586389421360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/05/hoje-eu-sonhei-com-o-capeta.html' title='Hoje eu sonhei com o capeta.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114541844863885771</id><published>2006-04-19T00:36:00.000-03:00</published><updated>2006-04-19T00:47:28.946-03:00</updated><title type='text'>Um convite...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/CONVITE%20NECROPOLE.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/CONVITE%20NECROPOLE.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Caros amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convido-os para a noite de autógrafos de "Necrópole - histórias de fantasmas". Bate-papo com os autores do livro, boa música, ambiente gostoso e muita gente bonita. Um coquetel para você que já leu e para você que ainda vai ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 25/04/2006 - terça-feira, a partir das 20hs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autêntico Chopperia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rua Bandeira Paulista, 405, Itaim Bibi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero por vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos fantasmagóricos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Camila Fernandes&lt;br /&gt;&lt;a href="javascript:ol("&gt;www.necropole.com.br&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114541844863885771?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114541844863885771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114541844863885771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114541844863885771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114541844863885771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/04/um-convite.html' title='Um convite...'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114418621609301302</id><published>2006-04-04T18:29:00.000-03:00</published><updated>2006-04-04T18:30:16.106-03:00</updated><title type='text'>"A Lápide" na íntegra pra vocês</title><content type='html'>David e eu resolvemos largar de frescura e jogar nosso&lt;strong&gt; filme de vampiro&lt;/strong&gt; na rede. &lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Lápide &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;pode ser visto na íntegra, em toda a imensidão de seus 2 minutos (rs!), no próprio hotsite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.davi3d.com.br/lapide/"&gt;http://www.davi3d.com.br/lapide/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cliquem em &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Filme&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã o filme será exibido em público pela primeira vez na Unibero, onde David e eu daremos uma pequena palestra sobre nosso trabalho e sobre animação em 3D. Infelizmente não é aberta ao público, mas espero logo termos uma exibição aberta. Enquanto isso, espero que possam curtir o filme na internet. Não esqueçam de ligar o som.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114418621609301302?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114418621609301302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114418621609301302' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114418621609301302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114418621609301302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/04/lpide-na-ntegra-pra-vocs.html' title='&quot;A Lápide&quot; na íntegra pra vocês'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114252847834754382</id><published>2006-03-16T13:59:00.000-03:00</published><updated>2006-03-16T14:01:18.390-03:00</updated><title type='text'>Mundo pequeno</title><content type='html'>Quando eu era criança, minha irmã, adolescente, pegou emprestado com uma amiga um livro de terror. Ela lia trechos em voz alta pra mim, eu morria de medo e queria mais. Mas ela nunca me disse como a história terminava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci (há controvérsias sobre isso, mas vocês entenderam) sem me esquecer desse livro e do efeito que causou em mim há anos. Nunca o encontrei numa livraria. Aparentemente ele foi editado apenas em 1988 e nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, na era da internet, escrevi para dezenas de sebos na cidade de São Paulo procurando o bendito, com todas as referências. Nada. Teimosa, busquei-o ao acaso no Google. Fui encontrá-lo no MercadoLivre.com, num sebo em Santos. Nunca havia negociado no MercadoLivre e tive receio, mas arrisquei. O livro, enviado pelo Sebo Marchesini, chegou hoje à minha casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai, curioso, revirou o pacote e leu o remetente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estevan Marchesini Amorim... eu conheço esse cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como, pai?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há uns anos eu vendi um monte de gibis pra esse sebo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas em Santos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, em Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando foi isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, em 78, 79...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nasci em 1981. Mundo pequeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que esse livro seja a melhor obra de terror que eu vou ler. Pode ser que seja uma bela porcaria datada. Só vou saber seguindo o impulso que a Fabiana me iomplantou sem querer na infância, a idéia fixa de que esse livro pode me causar os arrepios de leituras na madrugada que eu tanto procuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Besta-Fera&lt;br /&gt;Jack Woods (pseudônimo de William B. O'Neil)&lt;br /&gt;Nova Cultural, 1988&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eu digo se é bom mesmo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114252847834754382?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114252847834754382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114252847834754382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114252847834754382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114252847834754382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/mundo-pequeno.html' title='Mundo pequeno'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114251554030611834</id><published>2006-03-16T10:23:00.000-03:00</published><updated>2006-03-16T10:26:22.256-03:00</updated><title type='text'>Necrópole no jornal "O Regional"</title><content type='html'>Pessoal,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palavras do Caronte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma excelente matéria sobre a literatura vampiresca no Brasil acaba de sair no jornal "O Regional", da cidade de Catanduva. O texto fala dos autores nacionais do gênero, mas dá destaque ao trabalho de Alexandre Hereria, Camila Fernandes, Gian Celli, Giorgio Cappelli e Richard Diegues em "Necrópole - histórias de vampiros", sem deixar de mencionar o novo livro da coleção, "Necrópole - histórias de fantasmas", bem como seu lançamento na Bienal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ler a matéria na íntegra, clique &lt;a href="http://www.oregional.com.br/detalhe_emfoco.php?codigo=1117"&gt;aqui&lt;/a&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ei... adorei! Pelo menos dois terços da matéria falam da coleção Necrópole e há até trechos extraídos da entrevista que o Eric Novello fez comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114251554030611834?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114251554030611834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114251554030611834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114251554030611834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114251554030611834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/necrpole-no-jornal-o-regional.html' title='Necrópole no jornal &quot;O Regional&quot;'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114228846801857343</id><published>2006-03-13T19:20:00.000-03:00</published><updated>2006-03-13T19:21:08.033-03:00</updated><title type='text'>Teoria da dependência</title><content type='html'>&lt;em&gt;viajei, mas saiu assim mesmo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho uma teoria.&lt;br /&gt;A gente se apaixona por alguém por um motivo ou outro, que não vem ao caso.&lt;br /&gt;Aí, conhece melhor a pessoa e geralmente passa a amá-la.&lt;br /&gt;Então, com a convivência, passa a depender dela.&lt;br /&gt;Isso confirma o chavão de que procuramos a “cara-metade”, o “chinelo velho do pé cansado”, a “tampa da panela”, ou seja, a idéia popular de que viemos ao mundo pela metade e passaremos a vida procurando pela outra metade, com a qual – e só com a qual – nos tornaremos inteiros.&lt;br /&gt;Passamos a enxergar a pessoa ao nosso lado como uma parte indispensável da vida, algo que nos valida perante a sociedade, perante o próprio cosmos, como uma garantia de que a vida significa alguma coisa, afinal.&lt;br /&gt;Mas, no meio dessa delicada dependência, o amor, às vezes, acaba. Ou nem chega a existir após o período inicial de fogo e deslumbramento da paixão.&lt;br /&gt;E então ficamos confusos... querendo partir e não podendo.&lt;br /&gt;Olhando para o outro como o nosso atestado de normalidade, a parte de nós que faz com que nos sintamos humanos, dignos, completos, ideais.&lt;br /&gt;Procuramos no outro aquilo que parece faltar a nós, seja inteligência, alegria, sorte ou dinheiro. Acoplamo-nos ao outro numa simbiose emocional.&lt;br /&gt;Só nos livrando voluntariamente da dependência, escapando da sedutora segurança do compromisso – enfim, deixando de apenas encarar o abismo e atirando-nos nele – é que podemos ser realmente livres.&lt;br /&gt;Completos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114228846801857343?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114228846801857343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114228846801857343' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114228846801857343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114228846801857343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/teoria-da-dependncia.html' title='Teoria da dependência'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114200329454167016</id><published>2006-03-10T12:07:00.000-03:00</published><updated>2006-03-10T12:08:14.566-03:00</updated><title type='text'>15 Motivos para ir à Bienal do Livro neste sábado</title><content type='html'>- Levar os filhos para um programa barato e cultural;- Se for mulher, tirar o maridão do buraco do sofá;- Se for homem, mostrar que tem cultura e de bônus ainda ver umas gostosas nos stands;- Renovar o estoque de sacolas;- Se entupir de panfletos que nunca serão lidos;- Aumentar a chance de ser filmado pela Globo, nem que seja sem querer;- Comer Favo Holandês coberto de chocolate na saída do Anhembi;- Pegar uma tonelada de brindes, adesivos e outras coisas inúteis, mas que todo mundo adora;- Reclamar que "a do ano passado estava bem melhor" (apesar de, como o nome informa, ser um evento bi-anual);- Fazer Shiatsu de graça;- Brincar de esconde-esconde com o vendedor da Barsa, Mirador, Universal ou outra enciclopédia;- Se acotovelar pra assistir a uma palestra óbvia de alguém;- Se increver em uma pá de sorteios e não ganhar absolutamente nada;- Ficar meia hora na fila de uma reles bexiga com a qual seu filho(a) cismou;&lt;br /&gt;E o melhor de tudo:&lt;br /&gt;- Ir como convidado no lançamento de "Necrópole - Histórias de Fantasmas", e dar um forte abraço nos autores.&lt;br /&gt;É isso aí! Não se esqueçam de que amanhã, a partir das 20hs no stand da Editora Alaúde (Rua 6 com Av. M), será o lançamento oficial de meu 2º livro.&lt;br /&gt;IMPORTANTE: este ano, a Bienal do Livro é no ANHEMBI!&lt;br /&gt;Espero vocês por lá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114200329454167016?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114200329454167016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114200329454167016' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114200329454167016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114200329454167016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/15-motivos-para-ir-bienal-do-livro.html' title='15 Motivos para ir à Bienal do Livro neste sábado'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114186034515895972</id><published>2006-03-08T20:24:00.000-03:00</published><updated>2006-03-08T20:25:45.173-03:00</updated><title type='text'>Nova Piada</title><content type='html'>&lt;em&gt;Na verdade, é velha, mas o nome sempre foi esse.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que doente, afogada em meus próprios melindres morais,&lt;br /&gt;Com movimentos hábeis e muito ilusionismo,&lt;br /&gt;Furto-me ao convívio humano.&lt;br /&gt;E nisto sou tão exímia que até ludibrio a mim mesma,&lt;br /&gt;E pego-me a vigiar todos os cantos&lt;br /&gt;E a indagar-me obstinadamente:&lt;br /&gt;Onde diabos foi meter-se o mundo?&lt;br /&gt;Mirei-me de todos os lados que me pareceram possíveis,&lt;br /&gt;E tanto, que dei voltas em torno de meu próprio eu,&lt;br /&gt;Procurando-o sempre e sempre a vê-lo somente de esguelha,&lt;br /&gt;Feito cão perseguindo a própria cauda,&lt;br /&gt;Até pôr-me tonta e estatelar-me no chão.&lt;br /&gt;Cansei-me. Mas não se mata a sede com águas passadas.&lt;br /&gt;Ó saudades do tempo em que qualquer espécie de maturidade&lt;br /&gt;Não passava de um distante anseio!&lt;br /&gt;Nem a presença das memórias&lt;br /&gt;Pode restituir-me ao caminho em que eu ia,&lt;br /&gt;Muito jubilosa, de encontro à superação do meu ser?&lt;br /&gt;O que é mais jocoso nos meus dias&lt;br /&gt;É imaginar que eu acreditava muito mais em mim mesma&lt;br /&gt;Quando não era capaz de crer em nada mais.&lt;br /&gt;E eu própria era a única coisa tangível&lt;br /&gt;No exato momento em que acontecia:&lt;br /&gt;Eu era o presente&lt;br /&gt;E muito pouco alimentava&lt;br /&gt;Em relação a passados e futuros...&lt;br /&gt;A frustração sempre migra no inverno,&lt;br /&gt;Mas retorna com uma nova piada a contar,&lt;br /&gt;E nós passamos tardes nostálgicas juntas,&lt;br /&gt;Fazendo gracejo daqueles que passam pela rua.&lt;br /&gt;De nada vale descrever minha queda;&lt;br /&gt;O homem só a reconhecerá quando cair.&lt;br /&gt;Então, que não se deseje de mim que reconheça o perigo&lt;br /&gt;Em todos os buracos nos quais nunca pus as mãos.&lt;br /&gt;Deixai-me. Deixai-me, que não suporto estar só,&lt;br /&gt;Mas minha pessoa é a única que não ouso xingar,&lt;br /&gt;Pois é a única que sabe pouco mais ou menos&lt;br /&gt;O que penso dela,&lt;br /&gt;E, portanto, não tenho de lho comunicar.&lt;br /&gt;Fico aqui a matar-me de ânsias de vos dizer o que sinto e penso,&lt;br /&gt;Mas creio que o que eu vos puder contar&lt;br /&gt;Soar-vos-á como grego. Nada direi.&lt;br /&gt;Como poderia, com tal nó me apertando a garganta&lt;br /&gt;– O nó da gravata da boa conduta?&lt;br /&gt;Eu não consigo caminhar sobre as sapatilhas da convenção&lt;br /&gt;Sem tropeçar,&lt;br /&gt;Que os meus pés são turrões e tortos demais para tanto.&lt;br /&gt;Deus me conceda forças&lt;br /&gt;Para tolerar a hipocrisia institucionalizada.&lt;br /&gt;Não posso declarar que estou infeliz, pois é ilógico&lt;br /&gt;Que esteja triste e enraivecida,&lt;br /&gt;Uma vez que todos os outros observam minha vida&lt;br /&gt;E decretam que eu seja&lt;br /&gt;Incondicionalmente feliz e apaziguada&lt;br /&gt;E que decline do direito de queixar-me.&lt;br /&gt;O fato, contudo, é que estou em brasas por dentro&lt;br /&gt;E, mesmo assim, sou só risos frente à nova piada.&lt;br /&gt;Por um momento, sou capaz de ouvir-me gritando,&lt;br /&gt;Mas, logo que abro os olhos, vejo-me novamente&lt;br /&gt;Disciplinada quanto aos meus paroxismos de ira&lt;br /&gt;E impassível para com a chama que os acende.&lt;br /&gt;Só me ponho séria quando estou furiosa&lt;br /&gt;E somente por não me lembrar de como age&lt;br /&gt;Uma pessoa qualquer, quando irada.&lt;br /&gt;Repentinamente, odeio a todo o mundo.&lt;br /&gt;Repentinamente, é-me impossível não odiar a todos,&lt;br /&gt;Inclusive a mim mesma, como não poderia deixar de ser.&lt;br /&gt;Encontro-me incapaz de amar qualquer um que seja.&lt;br /&gt;Tenho a impressão de estar viva só por fora&lt;br /&gt;E de, por dentro, viver só;&lt;br /&gt;A rebuscada sensação de estar cercada de idiotas&lt;br /&gt;E ser eu mesma nata e flor de todos eles.&lt;br /&gt;Faço-me, então, de covarde e tapo os olhos&lt;br /&gt;Para não ver quão pusilânime é o mundo.&lt;br /&gt;Tenho lágrimas, mas onde derramá-las?&lt;br /&gt;Não faleis comigo. Não hoje, por Deus,&lt;br /&gt;E não canteis nenhuma canção que eu conheça,&lt;br /&gt;Pois ainda pior do que ouvir o que dizeis&lt;br /&gt;É escutar-vos repetindo o que disseram outros,&lt;br /&gt;Ninguém sabendo ao certo o que foi que disse ou ouviu.&lt;br /&gt;Papagaios! Não faleis comigo!&lt;br /&gt;Saber de vós é sumamente desagradável.&lt;br /&gt;Há coisas que aborrecem apenas porque existem.&lt;br /&gt;Só se tolera aquilo que não se pode amar,&lt;br /&gt;E eu não logro amar coisa alguma.&lt;br /&gt;Isto é demais para qualquer um tolerar.&lt;br /&gt;Essa incapacidade nos torna arrogantes, tão arrogantes!&lt;br /&gt;Será que, para se recobrar a humildade primeira,&lt;br /&gt;É preciso passar por mil calvários?&lt;br /&gt;É possível manter-se a soberba sobre um ego degradado?&lt;br /&gt;Procuro em mim um aspecto pelo qual possa ser observada&lt;br /&gt;Com um sorriso, mas meu aspecto geral&lt;br /&gt;É o da doente que já se anestesiou para sua moléstia;&lt;br /&gt;Do corpo que já suporta, sem ais, a tortura;&lt;br /&gt;Da flor que esteve durante tanto tempo entre espinhos&lt;br /&gt;Que se tornou também espinho;&lt;br /&gt;Do janeiro que puxou fevereiro e março e abril,&lt;br /&gt;E, mesmo assim, não deixou de ser dezembro...&lt;br /&gt;Não faleis de mim, que não sabeis a metade&lt;br /&gt;Da verdade em vossas palavras.&lt;br /&gt;Não sabeis a metade do significado de mover os lábios e falar!&lt;br /&gt;Deixai-me só, que eu odeio estar só comigo,&lt;br /&gt;Mas sou só eu e meu eu como fera e gladiador na arena,&lt;br /&gt;E ambos de olhos vendados,&lt;br /&gt;Sem poder reconhecer um ao outro.&lt;br /&gt;Vindes oferecer corda ao enforcado?&lt;br /&gt;Dai meia-volta com vossa solicitude;&lt;br /&gt;As vagas de vilão e vítima já foram devidamente preenchidas&lt;br /&gt;Por alguém com os naturais requisitos para tanto.&lt;br /&gt;Não admito que me maltrateis. Se devo arder,&lt;br /&gt;Há de ser sob minha própria guasca.&lt;br /&gt;Quem deseja ajudar-me, que traga, por obséquio,&lt;br /&gt;Um espelho que não seja pago para mentir.&lt;br /&gt;Ou, então, que me deixe em paz em meu canto,&lt;br /&gt;Onde eu possa ficar latindo atrás do carro fúnebre&lt;br /&gt;Que leva o meu finado senso de direção.&lt;br /&gt;Ou, ainda, eu gostaria de miar pela casa vazia.&lt;br /&gt;Queria ser como os gatos,&lt;br /&gt;Para pular por sobre as coisas, não passar por baixo delas.&lt;br /&gt;Se não me podeis dar nada disso, nada quero;&lt;br /&gt;Eu é que vos fornecerei uma boa apresentação&lt;br /&gt;De rudes improvisos e ditos constrangedores,&lt;br /&gt;E, em me mostrando assim tão estúpida,&lt;br /&gt;Dou-vos a saber que somos idênticos!&lt;br /&gt;A nova piada é que insistimos na mesma velha piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;07.1998 (Falei que era velha.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114186034515895972?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114186034515895972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114186034515895972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114186034515895972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114186034515895972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/nova-piada.html' title='Nova Piada'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114177374107431650</id><published>2006-03-07T20:21:00.000-03:00</published><updated>2006-03-07T20:22:21.076-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/lili06.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/lili06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114177374107431650?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114177374107431650/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114177374107431650' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177374107431650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177374107431650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/blog-post_114177374107431650.html' title=''/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114177366773562749</id><published>2006-03-07T20:20:00.000-03:00</published><updated>2006-03-07T20:21:07.736-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/lili05.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/lili05.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114177366773562749?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114177366773562749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114177366773562749' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177366773562749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177366773562749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/blog-post_114177366773562749.html' title=''/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114177359530958282</id><published>2006-03-07T20:18:00.000-03:00</published><updated>2006-03-07T20:19:55.320-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/lili04.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/lili04.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114177359530958282?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114177359530958282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114177359530958282' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177359530958282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177359530958282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/blog-post_114177359530958282.html' title=''/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114177251226491012</id><published>2006-03-07T19:51:00.001-03:00</published><updated>2006-03-07T20:01:52.276-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/lili03.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/lili03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114177251226491012?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114177251226491012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114177251226491012' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177251226491012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177251226491012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/blog-post_114177251226491012.html' title=''/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114177250825333262</id><published>2006-03-07T19:51:00.000-03:00</published><updated>2006-03-07T20:01:48.266-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/lili03.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/lili03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114177250825333262?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114177250825333262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114177250825333262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177250825333262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177250825333262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/blog-post_07.html' title=''/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114177084817027166</id><published>2006-03-07T19:22:00.000-03:00</published><updated>2006-03-07T19:34:08.190-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/lili02.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/lili02.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114177084817027166?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114177084817027166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114177084817027166' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177084817027166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114177084817027166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/blog-post.html' title=''/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114176986718290634</id><published>2006-03-07T19:01:00.000-03:00</published><updated>2006-03-07T19:17:47.196-03:00</updated><title type='text'>Liliana: retrato de uma vampira adolescente</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/lili02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/lili01.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/lili01.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;OK. Ela NÃO É uma vampira, mas se esforçou um bocado pra virar uma. Quem acompanhou "Caia na Noite", publicada aqui mesmo, sabe o quanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época dessa noveleta eu tinha ficado de fazer um retrato da moça e aí, nada. Agora eu fiz. Bem rápido, é verdade, e sem requintes de finalização, mas não deixa de ter um certo estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem passo a passo. Vão vendo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114176986718290634?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114176986718290634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114176986718290634' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114176986718290634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114176986718290634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/liliana-retrato-de-uma-vampira.html' title='Liliana: retrato de uma vampira adolescente'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114141868134046928</id><published>2006-03-03T17:41:00.000-03:00</published><updated>2006-03-03T17:44:41.363-03:00</updated><title type='text'>Finalmente: Necrópole - histórias de fantasmas</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/convite_necropole_02.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/convite_necropole_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;É o meu livrinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estejam lá, meus queridos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114141868134046928?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114141868134046928/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114141868134046928' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114141868134046928'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114141868134046928'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/finalmente-necrpole-histrias-de.html' title='Finalmente: Necrópole - histórias de fantasmas'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114127116482090755</id><published>2006-03-02T00:43:00.000-03:00</published><updated>2006-03-02T00:55:38.993-03:00</updated><title type='text'>Detalhe ampliado da ilustração.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/uni03.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/uni03.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vocês acham?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114127116482090755?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114127116482090755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114127116482090755' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114127116482090755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114127116482090755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/detalhe-ampliado-da-ilustrao.html' title='Detalhe ampliado da ilustração.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114125319961667923</id><published>2006-03-01T19:38:00.000-03:00</published><updated>2006-03-02T00:29:18.676-03:00</updated><title type='text'>Capítulo 5: Final. Feliz?</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/uni03.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/uni01.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/uni01.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Final. Feliz?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto escuro o Rei ergueu devagar a mão. O Conselheiro sentou-se ao pé da cama e apanhou-a; fora forte e vigorosa, mas agora era a mão de um ancião exaurido pelos anos e devorado pela doença. Os lábios se moviam, mas o Rei já não tinha voz. O sábio homem ao seu lado, porém, percebeu qual era a sua pergunta muda.&lt;br /&gt;– Não, sua majestade – sussurrou. – Os soldados ainda não a encontraram. Eu lamento muito.&lt;br /&gt;Seus olhos e ouvidos subitamente se voltaram para um som abafado que vinha de longe. O som transformou-se em baques surdos e por fim fortes, próximos, constantes, velozes: um galope.&lt;br /&gt;O Conselheiro teve apenas tempo de levantar-se antes que as portas do quarto se escancarassem num estrondo sob o choque de cascos e revelassem o corpanzil de um belo corcel negro. O velho nada fez, por vontade própria ou incapacidade, quando viu o animal adentrar o aposento tendo em seu dorso uma menina. Ou antes, uma mulher: nua como um bebê, apenas os longos cabelos cor de ouro cobrindo mal e mal suas vergonhas. Ele reconheceu em seu rosto as feições da Princesa. Mas a filha do Rei era uma criança inocente e impetuosa, com a meiguice que a boa vida no castelo conferia; esta mulher tinha na face a dureza de um guerreiro e a determinação de um monarca.&lt;br /&gt;– Sua alteza – guaguejou o homem. – Ainda vive. Abençoada seja!&lt;br /&gt;Mas ela o olhou apenas por um instante antes de deslizar do lombo do animal para o chão, onde os pés descalços mal soaram ao pousar.&lt;br /&gt;– Meu pai – disse, debruçando-se sobre a cama. O velho reconheceu a voz da filha, mas conteve o esforço de se mover ao avistar a cabeça negra que se aproximava da sua.&lt;br /&gt;O chifre do Unicórnio reluziu à parca luz das velas e sua ponta tocou a testa do Rei. Repousou ali por um momento; o enfermo então sugou o ar com força, seu corpo magro se retesou e suas mãos se crisparam nos lençóis. Desabou suavemente na cama. Seus olhos se abriram morosamente e a boca tremeu, mas nada disse. Ele estava assombrado.&lt;br /&gt;– Às vezes nós tentamos tomar pela violência aquilo que nos seria concedido de bom grado – disse a Princesa, afagando complacente as rugas do soberano. – Perde-se, assim, a honra. Perde-se a sanidade.&lt;br /&gt;Então, voltou-se para o Conselheiro.&lt;br /&gt;– Meu pai está curado – falou com autoridade. – Logo, estará de pé e forte como um varão. Mas precisa repousar ainda um pouco mais. Devemos deixá-lo.&lt;br /&gt;Apanhou as cortinas do dossel e cerrou-as, isolando o rei convalescente.&lt;br /&gt;– Sua alteza... – O velho enrubescia diante do corpo nu da mulher, mas ela já não sentia vergonha de sua nudez.&lt;br /&gt;– Você desejava casar-me com o Príncipe Inimigo. Bem, eu o conheci, e não acredito que daria um bom esposo para qualquer mulher. Traga-me pois papel, tinta e pena; irei descrever, ato por ato, tudo o que ele e seus homens me infligiram. Quando meu pai acordar, você entregará minha carta a ele. O Rei fará o que desejar com esse conhecimento.&lt;br /&gt;Os olhos do Conselheiro cresceram ainda mais de espanto e angústia.&lt;br /&gt;– Sua alteza, o que ele...&lt;br /&gt;– Apenas prometa.&lt;br /&gt;– Eu prometo, minha Princesa – respondeu, submisso.&lt;br /&gt;A mulher sorriu para ele um sorriso desconhecido: entre esperto e amargo.&lt;br /&gt;– Sua Princesa está morta – disse. Subiu ágil para o dorso do corcel e acarinhou seu pescoço, deixando que suas mãos afundassem na crina densa. – Assim como o Príncipe Inimigo logo estará, se o Rei ainda for o homem que já foi.&lt;br /&gt;O Conselheiro observou mudo enquanto a dupla saía a galope no mesmo caminho pelo qual havia chegado. Ficou vendo a Princesa, mulher, não mais menina, afastar-se pelo corredor montada no imenso Unicórnio de pêlo negro, os cabelos dourados, livres, selvagens, varrendo as costas do animal.&lt;br /&gt;Ele então olhou para a janela, pensando que o paraíso de uns é o inferno de outros. O sol acenou detrás das nuvens, concordante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;FIM.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Acabou, pessoal.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A ilustração de hoje foi feita sob influência de um de meus artistas preferidos, Alphonse Mucha, mestre da Art Nouveau. Ô pretensão, hein?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vocês, que acompanharam toda a série: captaram algo simbólico aí?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Me&lt;/em&gt; &lt;em&gt;digam o que acham. Depois eu digo o que acho.&lt;br /&gt;Apreciaria suas críticas, seja em forma de flores, seja em forma de pedras. O silêncio de vocês está sendo constrangedor, eheh.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114125319961667923?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114125319961667923/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114125319961667923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114125319961667923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114125319961667923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/03/captulo-5-final-feliz.html' title='Capítulo 5: Final. Feliz?'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114075780536318455</id><published>2006-02-24T02:04:00.000-03:00</published><updated>2006-02-24T02:17:23.203-03:00</updated><title type='text'>Reflexões de última hora pra quem escreve ou lê horror.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Sou sempre a primeira a dizer pro leitor: não confuda autor com personagem.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Mas, ao mesmo tempo, acho impossível escrever algo que não carregue muito do que sou, ainda que apenas sutilmente. Tenho a impressão de que isso vale para todo autor.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Toda vez que escrevo um texto violento eu digo pra mim mesma: isto não sou eu, é outra pessoa. Mas será mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;O que escrevemos de terrível e cruel são coisas que existem em nós, gostemos ou não, ainda que só na teoria e nunca na prática. Talvez seja escrever aquilo que nos salva da prática.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Talvez, sem isso, enlouquecêssemos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;E um dia ainda havemos de.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Tá. Eu não posto mais nada hoje. Prometo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114075780536318455?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114075780536318455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114075780536318455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114075780536318455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114075780536318455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/reflexes-de-ltima-hora-pra-quem.html' title='Reflexões de última hora pra quem escreve ou lê horror.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114075625454178357</id><published>2006-02-24T01:41:00.000-03:00</published><updated>2006-02-24T01:44:14.543-03:00</updated><title type='text'>O Chifre Negro: Capítulo 4</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/cabeca_unicornio.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/320/cabeca_unicornio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No mal, a cura.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Ali, na outra margem, oculto nas sombras das árvores frondosas como um rei sob o dossel de sua cama. Ali estava ele. Negro, ainda vigoroso, mas combalido. Estava deitado em suas próprias patas dobradas, a cabeça baixa, como a suportar o peso de um grande sofrimento. Seus olhos estavam fechados; seu peito, perfurado ainda pela flecha.&lt;br /&gt;Por um instante ela não se moveu e nada disse. Seria o Unicórnio capaz de perceber sua presença? Teria ele agora um ódio ferino, mortal, por sua figura? Perguntas que a distância e o silêncio não poderiam responder.&lt;br /&gt;A Princesa pôs um pé na água, sentiu-a fresca; depois, o outro, e pisou com cuidado as pedras lisas do leito do lago, experimentando sua profundidade. Logo suas pernas sumiram e suas roupas, se ainda era possível chamar roupas aos trapos que arrastava, se enfunaram na superfície da água. Seu corpo afundou até a altura do peito e ela sentiu o frescor afagar sua carne ferida. O que restara do seu vestido só fazia transtornar-lhe o passo. Livrou-se então dos andrajos, que escorregaram brancos e leves no espelho prateado do lago feito nuvens no céu cinzento. Quando alcançou a margem rasa, estava nua; sentia-se limpa.&lt;br /&gt;O Unicórnio finalmente ergueu a cabeça e a viu, mas nada fez para defender-se ou atacá-la. Observou enquanto ela saía da água. Seu olhar não falava de traição ou vingança. Apenas fitava. O peito estremecia com a respiração sôfrega. A ferida não sangrava mais, mas a flecha estava ali, fincada, dolorosa.&lt;br /&gt;A Princesa se aproximou e se ajoelhou devagar diante da criatura. O animal que ela desejara domar e matar e pelo qual se embrenhara no Bosque Escuro e perdera sua virtude agora estava ali, uma vez mais à disposição de sua compaixão – ou de sua crueldade.&lt;br /&gt;– Na clareira – ela murmurou – eu o traí, e você me deixou viver. Você deveria me odiar, mas não vejo ódio em seus olhos. Eu perdi tudo caçando-o. Também deveria odiá-lo. Mas...&lt;br /&gt;Ela deteve a própria voz, tocando na flecha com os dedos finos que lentamente a envolveram e com força começaram a puxá-la. O Unicórnio bufou e se remexeu, mas não se ergueu ou saiu do lugar. A dor arrancou dele um relincho sofrido, e o esforço fez a Princesa grunhir, mas a flecha por fim soltou-se do corpo negro. Respingos de sangue pintaram o rosto da menina e um fio ainda escorreu da ferida. No entanto, livre da flecha, a carne do forte animal se curaria sozinha.&lt;br /&gt;A Princesa então terminou sua sentença:&lt;br /&gt;– Não o odeio. Queria domá-lo, mas fui domada. Como você, fui atraída, emboscada e ferida – no corpo e na alma. Só agora compreendo o que disse meu Conselheiro. Nós somos iguais.&lt;br /&gt;Ergueu-se e acariciou a testa aveludada do animal, que esticou o pescoço em sua direção. A ponta do perigoso chifre pousou com suavidade no queixo da menina; depois, deslizou para o ventre. O toque a envolveu num calor momentâneo e bem-vindo. E ela não sentiu mais dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na semana que vem... &lt;strong&gt;Final. Feliz?&lt;/strong&gt; Só passando por aqui pra saber. Espero vocês.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114075625454178357?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114075625454178357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114075625454178357' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114075625454178357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114075625454178357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/o-chifre-negro-captulo-4.html' title='O Chifre Negro: Capítulo 4'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114075571023195875</id><published>2006-02-24T01:30:00.000-03:00</published><updated>2006-02-24T01:35:10.253-03:00</updated><title type='text'>À toa...</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/Zizi%20Possi%20c??pia.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/320/Zizi%20Possi%20c%3F%3Fpia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Desenho velho. Fiz à toa em cima de uma foto da Zizi Possi. Acabou ficando bacana.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114075571023195875?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114075571023195875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114075571023195875' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114075571023195875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114075571023195875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/toa.html' title='À toa...'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114066848066960717</id><published>2006-02-23T01:11:00.000-03:00</published><updated>2006-02-23T01:21:20.683-03:00</updated><title type='text'>A Lápide - o filme</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/imagem01.0.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/400/imagem01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/imagem01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O há muito prometido filme "A Lápide" está concluído. É um curta-metragem de 2 minutos baseado em meu conto homônimo que está em diversos sites de literatura. Criei os designs dos personagens e o filme foi modelado e animado inteiramente em 3D pelo artista David Hoffmann (eheheh!). A trilha sonora está de arrasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, sim... é de VAMPIRO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam imagens do filme no hotsite:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.davi3d.com.br/lapide/"&gt;http://www.davi3d.com.br/lapide/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se puderem, liguem o som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós queremos bolar uma exibição pública pra convidar todos a assistir ao filme em boa definição, por isso optamos por não colocá-lo na internet ainda. Aceitamos sugestões, pessoal!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114066848066960717?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114066848066960717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114066848066960717' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114066848066960717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114066848066960717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/lpide-o-filme.html' title='A Lápide - o filme'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114057470936568102</id><published>2006-02-21T23:15:00.000-03:00</published><updated>2006-02-21T23:37:46.620-03:00</updated><title type='text'>O Chifre Negro: Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/donzela.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/320/donzela.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A serventia da virtude.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andou e andou por sobre pedriscos e lama, buscando sinais do próprio caminho. Os raios do sol já não passavam pela folhagem. O céu escurecia e ela não conhecia as estrelas, não sabia traçar seu percurso por elas como um cavaleiro ou navegante. Então, realmente sentiu medo. Sua boca estava seca e seu estômago se contorcia. Era uma Princesa, nascida entre bordados e criados, e nada sabia do Bosque Escuro.&lt;br /&gt;De manhã, pensou, veria o sol e por ele saberia seguir para o leste. Mas era noite, e teria de salvar-se de tudo o que se movia nas sombras. Ouviu sons no fundo da mata e sentiu seu corpo gelar de frio e temor. Mas viu também uma luz e assim teve certeza de que eram homens. Sim: cavalheiros, decerto vassalos do Rei! Eles a conduziriam em segurança ao castelo. Por isso, sem muito pensar, ela correu para a luz.&lt;br /&gt;Os homens se sobressaltaram ao ver surgir dentre as árvores a donzela resfolegante, o vestido sujo de barro e sangue, a grinalda de flores desmanchada nos cabelos eriçados. Olharam para ela com indecifrável interesse. Era um pequeno grupo, um senhor bem vestido e quatro empregados que recolhiam o pesado corpo de um javali morto havia pouco. A luz vinha do candeeiro que um deles carregava. Por fim o líder sorriu. Mas não era para ela que sorria.&lt;br /&gt;– Vejam – disse para seus homens –, um presente do bosque para os caçadores.&lt;br /&gt;E os servos riram, mas a donzela ofendida respondeu com firmeza:&lt;br /&gt;– Sou a Princesa do Reino Daqui!&lt;br /&gt;Então os homens gargalharam com mais gosto.&lt;br /&gt;– Uma Princesa não anda sozinha na mata – disse o senhor – nem veste roupas imundas. – E dizendo isso deu um puxão na barra da sua saia já desfeita, que a fez gritar em protesto.&lt;br /&gt;– Sou a Princesa e exijo que me levem ao castelo Daqui! O Rei os recompensará com muita generosidade.&lt;br /&gt;– Se fosse mesmo a Princesa, saberia que o Rei está morto.&lt;br /&gt;– É mentira! – gritou em lágrimas. – Ele vive! E ainda viverá quando...&lt;br /&gt;– Não viverá muito tempo de qualquer jeito. – O homem se aproximou dela com um sorriso maldoso, e ela sem querer recuou. – Além do mais, não estamos no Reino Daqui. Você cruzou a fronteira há muito tempo, Princesa dos Mendigos. Estamos no glorioso Reino ao Lado. E aqui a lei do seu Rei é lixo. – Falando assim ele se virou para seus homens e, sem olhar para ela uma segunda vez, repetiu: – Uma pequena dádiva da mata para os caçadores. Façam bom uso dela.&lt;br /&gt;– Sim, meu Príncipe – responderam os servos.&lt;br /&gt;A donzela gritou, vociferou, xingou e suplicou, mas naquela noite, naquele lugar, suas palavras nada eram. Os homens tentaram silenciar seus protestos com golpes no rosto. Depois, desistiram disso ou passaram a achar graça nos seus gritos. Eles violaram sua honra e se divertiram com seu corpo repetidas vezes antes de ordenar que fosse embora se não quisesse morrer. Apenas o Príncipe Inimigo não quis tocá-la, pois não gostava de mulheres sujas, e enquanto os homens riam e a empurravam entre si ele também sorria, chamando-a Princesa dos Porcos. Foi uma noite muito longa.&lt;br /&gt;Naquela manhã o sol tinha uma luz morta, enlutada num véu de nuvens, e o céu ficou cinzento. A Princesa abriu os olhos e não estava em sua cama. Não sonhara. Naquela noite, havia realmente perdido muito; coisas de pouca importância, como os sapatos de pelica, que mesmo assim faziam falta aos seus pés descalços sobre pedras e espinhos; e coisas caras. Muito caras.&lt;br /&gt;Tocou os próprios lábios e sentiu o sangue que secara sobre eles; sua boca latejava. Então, levou a mão ao baixo ventre e ao toque dos próprios dedos ela sentiu dor outra vez. Uma dor que já não estava ali, no corpo, mas na alma, e que não passaria.&lt;br /&gt;Podia ser Princesa, mas já não era donzela, e uma coisa de nada valia sem a outra. Nobre algum a desposaria agora.&lt;br /&gt;Tinha a mente perdida em mil dilemas e dores; mal se deu conta dos sons que se aproximavam depressa. Homens na mata. Seu corpo todo se preparou para a fuga, para a proteção; mas acabou por reconhecer que as vozes pertenciam a soldados e que esses soldados chamavam... por ela.&lt;br /&gt;Sim. Todo um dia se passara desde que deixara o castelo. Certamente o Conselheiro decidira mandar uma tropa em busca da que partira escoltando a Princesa. Naquele momento, já deveriam ter passado pelos guerreiros mortos e recolhido seus corpos. Mas ainda precisavam devolver ao Rei sua querida filha, mesmo que para isso devessem atravessar o Bosque Escuro até os limites do Reino ao Lado.&lt;br /&gt;Quando percebeu as vozes perto demais, escondeu-se.&lt;br /&gt;O Príncipe Inimigo dissera que seu pai enfim morrera. Se fosse verdade, então tudo estava perdido. O Rei morto, o Capitão de sua guarda assassinado, a Princesa desaparecida: o reino logo seria reclamado por algum duque vizinho ou invadido pelas tropas do Reino ao Lado. Se fosse mentira e seu pai ainda vivesse, de que adiantaria voltar ao castelo? Falhara em obter a cura para seu mal e estava desonrada. Traria vergonha ao Reino Daqui, viveria enclausurada, morreria sozinha.&lt;br /&gt;Não voltaria; não podia. Que por todo o reino acreditassem que ela perecera, como os bravos que a acompanhavam, sob as patas da fera de um só chifre, buscando a cura para o Rei. Que seu nome fosse lembrado com honra e tristeza e não com vergonha.&lt;br /&gt;Deixou que os homens passassem por perto sem responder aos seus chamados. Depois, afastou-se na direção contrária.&lt;br /&gt;Mas que faria de si mesma? Que destino teria, perdida em terras inimigas? Buscar uma vila, quem sabe, e imiscuir-se entre os miseráveis, entre os doentes e arruinados, e finalizar assim sua desventura? Desgraçada, vender o corpo, havia pouco virginal, por um pedaço de pão? Não... oh, não.&lt;br /&gt;Havia um deserto em sua garganta. O sabor amargo na boca também pedia água. Ela vagou lentamente, procurando onde matar sua sede. E foi à beira de um pequeno lago que encontrou mais do que esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;No próximo capítulo... &lt;strong&gt;No mal, a cura&lt;/strong&gt;! E como se trata de um capítulo bem curto, em caráter especial ele entrará no ar não na próxima quarta, mas &lt;strong&gt;nesta sexta-feira&lt;/strong&gt;. Estejam aqui.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114057470936568102?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114057470936568102/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114057470936568102' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114057470936568102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114057470936568102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/o-chifre-negro-captulo-3.html' title='O Chifre Negro: Capítulo 3'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-114047525768482694</id><published>2006-02-20T19:40:00.000-03:00</published><updated>2006-02-20T19:44:06.626-03:00</updated><title type='text'>Entrevista com Camila Fernandes - por Eric Novello</title><content type='html'>Amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eric Novello, autor dos livros "Noites Cariocas" e "Dante, o Guardião da Morte", mantém em seu site um conteúdo cultural diversificado e atraente. No meio disso, entrevistas. Ele acaba de publicar uma que fez comigo, na qual falamos sobre literatura, mercado, estilo, o que já passou e o que vem depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser conferir, passe lá:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ericnovello.com.br/entrevistas_camilafern.php"&gt;http://www.ericnovello.com.br/entrevistas_camilafern.php&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito pra agradecer àqueles que viram a minha exposição de arte vampiresca no Garganta da Serpente (&lt;a href="http://www.gargantadaserpente.com/najas/index.shtml"&gt;http://www.gargantadaserpente.com/najas/index.shtml&lt;/a&gt;). Cada um dos comentários me encheu de alegria. Muito obrigada a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-114047525768482694?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/114047525768482694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=114047525768482694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114047525768482694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/114047525768482694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/entrevista-com-camila-fernandes-por.html' title='Entrevista com Camila Fernandes - por Eric Novello'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113996750044034169</id><published>2006-02-14T23:26:00.000-02:00</published><updated>2006-02-14T23:53:47.560-02:00</updated><title type='text'>Exposição vampiresca.</title><content type='html'>&lt;img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/convite.gif" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso falar mais alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na dúvida, vamulá: o excelente sítio internético A Garganta da Serpente coloca no ar nesta quarta-feira, dia 15, a mostra "Morda-me", com ilustrações minhas. Óbvio que os vampiros são presença infalível aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitem a mostra na Sala das Najas: &lt;a href="http://www.gargantadaserpente.com/najas/"&gt;http://www.gargantadaserpente.com/najas/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não deixem de conhecer o restante do sítio: &lt;a href="http://www.gargantadaserpente.com/"&gt;http://www.gargantadaserpente.com/&lt;/a&gt;. Desçam pela Garganta da Serpente e explorem cada um de seus covis: prosa, verso, inúmeros autores, artes gráficas, artigos e até cartões virtuais exclusivos para enviar aos colegas. E, claro: muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passem por lá e sintam-se mordidos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113996750044034169?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113996750044034169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113996750044034169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113996750044034169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113996750044034169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/exposio-vampiresca.html' title='Exposição vampiresca.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113996511613382871</id><published>2006-02-14T22:57:00.000-02:00</published><updated>2006-02-14T22:58:36.153-02:00</updated><title type='text'>O Chifre Negro: Capítulo 2</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A caça ao tesouro alheio.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viu o sol subir e vazar em raios luminosos entre as copas das árvores e sentiu fome, e nada aconteceu que não o salto de uma lebre e o vôo dos pássaros, mas ela não quis partir. Seu pai, o Rei, esperava por ela no castelo: estava determinada. O Capitão, seu servo fiel, zelava por ela entre os arbustos: estava segura.&lt;br /&gt;Viu também o sol ir desmaiando lento em sua cama no oeste, estendendo no céu um lençol púrpura. Mas ainda assim não se ergueu para partir. Foi quando ouviu o estalo, aquele que fez seu coração saltar. Ouviu outro estalo, e este fez de seu peito um tambor.&lt;br /&gt;Os sons delicados da mata em movimento logo revelaram o ruído seco dos cascos. Vacilaram, desconfiados talvez, mas se avizinharam mesmo assim.&lt;br /&gt;A grande cabeça surgiu do verde do bosque. Era negra, espantosa; erguia-se no topo de um pescoço longo e forte e patas poderosas cujos tornozelos arrastavam longas franjas negras sobre os cascos. O corpo se revelou alto, reluzente. A criatura deteve o passo, como se soubesse dos olhos que dissimulados a admiravam. E o chifre – feito de grossos anéis, reto, muito agudo e lustroso como uma adaga de obsidiana – rebateu um raio de sol e cegou todas as vistas.&lt;br /&gt;A Princesa levou a mão aos olhos para protegê-los, mas era tarde. Fora tocada pela beleza do Unicórnio.&lt;br /&gt;O grande animal negro aproximou-se, o som de seus passos fazendo eco no coração da donzela. Parou a uma distância decisiva, em que poderia tocá-la com o focinho de veludo ou trespassar seu corpo com a lança em sua testa. Bufou impaciente. Mas a Princesa não temeu, nem piscou. Sustentou o olhar nos olhos muito pretos da criatura: de tão pretos, quase rubros.&lt;br /&gt;Sentiu a ponta do chifre roçar perigosa em seu rosto, e não tremeu. Então o animal baixou de vez o pescoço, arqueou uma perna, depois outra, e por fim repousou a pesada cabeça no colo da Princesa. Ela mergulhou os dedos delicados na sua crina selvagem. O nobre animal se rendera; era refém da beleza de uma donzela, e o tempo parara naquele colo branco, naquela cria negra, e tudo era silêncio.&lt;br /&gt;Mas um novo estalo se fez ouvir, e outro, e outro, e logo uma dúzia de guerreiros armados se erguia, metal entre folhas, saltando para a clareira e cercando o idílico par.&lt;br /&gt;O Unicórnio retesou-se, fera acuada, quando um laço voou para seu pescoço. Seguiu-se outro, e então mais outro, e o animal teve sua cabeça presa por grossas cordas. A Princesa gritou, subitamente desperta, subitamente arrependida do crime que antes desejara ardentemente cometer. O Unicórnio devia morrer para que seu pai vivesse. Mas ela gritava, oh, não, oh, não, e os soldados, fiéis à missão, eram surdos à sua súplica.&lt;br /&gt;O animal aquietou-se, resfolegando do esforço pela liberdade, e julgaram-no derrotado. Um ou dois suspiros de alívio e assobios de vitória se ergueram na clareira. Mas o olhar do corcel se cruzou com o da Princesa, e ela chorava, e as lágrimas em seus olhos eram tão genuínas quanto o ódio nos dele.&lt;br /&gt;De repente, o Unicórnio empinou-se, então, corcoveou e suas patas traseiras atingiram o peito de um soldado, atirando-o de uma vez no chão. O animal o pisoteou, um ato calculado que esmagou o pescoço do homem, e uma chuva de coices seguiu-se. A fera bufava, relinchava furiosa, arremetia contra os soldados. Derrubou dois, pisando com força por cima de seus escudos, escoiceando e se contorcendo. Um arqueiro lhe acertou uma flecha no flanco direito, e o animal correu para ele e o golpeou com as patas dianteiras. O sangue escorreu farto da ferida, mas seu ódio era maior do que sua dor. Outro guerreiro investiu contra ele empunhando uma espada; o ágil garanhão escapou do golpe curvando-se e usando o próprio corpanzil para esmagar o inimigo contra uma árvore. Um a um, os soldados da Guarda Real sofreram a fúria do animal traído. Mas ele reservou sua arma mais letal para o último, o líder, o Capitão.&lt;br /&gt;O Unicórnio raspou o chão com a pata esquerda, o pescoço arqueado, os olhos fixos no combatente. O Capitão, ciente da nobreza do corcel, curvou-se em reverência, mas manteve a espada em punho, reconhecendo a luta iminente. Então, homem e besta correram de encontro um ao outro, e a lâmina colidiu contra o chifre negro. O animal ganhou distância e investiu mais uma vez, só mais uma, contra o guerreiro. Mas seu chifre não procurou a espada. Encontrou o peito do Capitão e, rompendo metal, carne e osso, perfurou seu coração. Uma morte digna para um digno adversário.&lt;br /&gt;O corpo do homem tombou quando o Unicórnio retirou depressa, ato único, seu chifre do peito rompido. Bufou e ofegou, e seu olhar percorreu a clareira. O sangue banhava seu peito, sangue dele e de outros. Os inimigos jaziam no chão. Restava um, porém, e este soluçava agarrado a uma árvore, os grandes olhos azuis comprimidos no rosto, as mãos crispadas junto ao peito. A Princesa chorava.&lt;br /&gt;Atreveu-se a olhar nos olhos da negra besta, e não desviou os seus. Devia morrer agora. Que o fizesse então de cabeça erguida.&lt;br /&gt;Mas o animal não se aproximou, não corcoveou, nem a alcançou com a lança que tinha por chifre, agora vermelha do sangue de um herói. Ele a encarou por um longo instante de mágoa; então, deu-lhe as costas. Galopou para longe.&lt;br /&gt;A donzela viu confusa o corcel se afastar. Depois, levantou-se e olhou ao seu redor: o horror da matança e dos corpos espalhados finalmente a tornara insensível. Já não conseguia chorar ou gritar. Tentou andar, e suas pernas demoraram para cumprir sua vontade. Os passos miúdos se afastaram devagar daquele local de morte. Devia voltar para o castelo e conformar-se; prantearia o pai e vestiria preto, então vestiria branco outra vez e enviaria emissários ao Príncipe Inimigo, solicitando-o como aliado e marido. Assim devia ser.&lt;br /&gt;Olhou ao seu redor, porém, e não reconheceu a mata. Correu para um lado, depois para outro; a trilha aberta pelos soldados fora como que engolida pelas árvores. Então, com um gemido, admitiu que estava perdida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Na semana que vem, descubra... &lt;strong&gt;A serventia da virtude.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113996511613382871?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113996511613382871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113996511613382871' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113996511613382871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113996511613382871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/o-chifre-negro-captulo-2.html' title='O Chifre Negro: Capítulo 2'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113943850983379851</id><published>2006-02-08T20:40:00.000-02:00</published><updated>2006-02-08T20:41:49.853-02:00</updated><title type='text'>Eu quero entrar em você</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;inexplicável&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero entrar em você. Não importa a via, física ou incorpórea. Mas é imprescindível que eu entre. Não importa o custo. Eu preciso estar em você profundamente, uterina, latente, subreptiliana, umbilical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amor? Ah, não. Não pense que é amor. Talvez um subgênero da paixão, aquela que nos inspira e consome, afinal, estou aqui e escrevo a você pedaços de mim esperando que possa absorvê-los numa osmose intelectual. Só pode ser paixão. Mas também não me tome por uma apaixonada no sentido clássico: aquela que irá render-lhe homenagem, trazer presentes, jogar o casaco por cima da poça de lama e vê-la passar com frieza por sobre o seu orgulho. Ah, não. Não há nada de nobre ou generoso na minha paixão. Ela é essencialmente destrutiva. Uma paixão matadora. O único tipo que vale a pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu preciso destruí-la para compreendê-la. Que piada! Devore-me, só assim poderei decifrá-la. E talvez nem assim chegue a tanto. Devo destruí-la porque a idolatro. Porque simplesmente não a suporto. Porque você tem a genética ao seu lado e a fortuita combinação dos gametas dos seus pais construiu em você a beleza perfeita, sem pretensão nem disfarce, inconsciente de si própria. Porque a seqüência de eventos infelizes na sua curta vida a dotou de uma bagagem psicológica que faria inveja a qualquer personagem fictício. E você é real. Mal consigo crer, mas é. Sua complexidade me entorpece.Qualquer um adoraria contar uma história sobre você. Eu mesma contei várias. Devo contar esta última.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que quero entrar em você. Aí dentro deve ser o lugar mais louco do mundo. Preciso fazer parte de você como ninguém mais. Como ninguém quis, soube ou se atreveu. Preciso alcançá-la. Que seja por meio de um beijo roubado, um tapa na cara ou um segredo seu que eu conheça por não ser óbvio – algo absurdo o bastante para abalar o seu ritmo cardíaco. Sim. Um choque contra o seu pedestal. Um abalo sísmico na terra onde você é rainha. Algo que eu tenha e de que você precise. Ou algo que eu tenha e lhe empurre goela abaixo e você não saiba regurgitar. De um jeito que viole tudo o que você é – ah, sim: é fundamental que você se sinta violada. De que outra forma eu poderia legitimar minha invasão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero habitar o que você é, chamá-la de meu mundo e governá-la. Sim, governá-la; para tudo o que é selvagem há um adestrador. Eu quero domá-la. Ser fálica com você. Dizer que não vai doer, mas forçar o caminho entre suas pernas e lamber seu choro. Deixar marcas dos meus dedos nas suas nádegas e uma vermelhidão de roçar no seu rosto. Não soluce, ou eu vou gozar antes da hora. E quando o gozo vier eu serei você. Terei espirrado o pior de mim no melhor de você. Terei arruinado sua beleza, feito da sua pureza uma simples pretensão, um sonho enojante e suburbano; terei definido a fogo minha presença em seus pesadelos, em seus desejos mais simples, em tudo o que sair da sua boca e das suas artes, nos seus versos e olás, na sua prosa e nos seus adeuses. Terei enxertado o que sou em você, um caule partido. O seu broto eu levarei comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim eu serei um pouco do que você é, e você um pouco de mim, irremediável ironia, goste ou não. Mas goste um tantinho, sempre. Sei que vai. E nunca mais olharei para você. Será parecida demais comigo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113943850983379851?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113943850983379851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113943850983379851' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113943850983379851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113943850983379851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/eu-quero-entrar-em-voc.html' title='Eu quero entrar em você'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113942266468037615</id><published>2006-02-08T16:03:00.000-02:00</published><updated>2006-02-08T16:36:50.756-02:00</updated><title type='text'>O Chifre Negro - Capítulo 1</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Caros visitantes,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem no ano passado curtiu os episódios de &lt;strong&gt;Caia na Noite&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Mia - Uma Autobiografia Felina&lt;/strong&gt; ficará feliz com o retorno das mini-séries a O Demo Sentado em Meu Ombro. Isso mesmo! Temos uma nova noveleta - nova noveleta, será cacófato ou só um eco pobre? - para agitar essas quartas-feiras do cão. Digo, do Demo!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;O Chifre Negro&lt;/strong&gt;, série em 5 capítulos, é minha primeira incursão no território das lendas mágicas. Trata-se de um conto de fadas adulto - designação falha, já que não há fadas nele. Adulto: deixem fora do alcance de crianças. Nessa história, seguiremos os passos ora sutis, ora perigosos, de uma princesa em missão especial: salvar a vida do pai, um rei outrora grandioso. Para isso, ela conta com tudo a que uma princesa tem direito: beleza, servos leais, coragem, virtude e... uma obstinação que desconhece os limites da crueldade. Mas será suficiente?&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nas entrelinhas do conto há uma simbologia proposital que espero que vocês apreciem. Por favor, não deixem de enviar suas impressões e críticas. O Demo Sentado está trabalhando para melhor atendê-los, eheh.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Agora, acompanhem a donzela nessa aventura metade sonho, metade pesadelo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/capa_chifre_negrocopy.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Capítulo 1: Se as belas são feras.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei ancião ressonava pesado. O homem de pé, nem tão mais moço, tomou-lhe de novo a pulsação. Pousou a palma leve da mão no peito que subia e descia.&lt;br /&gt;– Seu coração está exausto – falou num sussurro. – Trabalhou duro por muitos anos e quer descansar de vez.&lt;br /&gt;Ao seu lado, olhos se arregalaram em desesperança. Eram azuis, talvez demais, e pertenciam à moça que, sentada à cabeceira do doente, afofava seu travesseiro. Filha, Princesa, cabelos dourados e pele muito clara corada por manhãs de sol bom. Menina bela a meio caminho de bela mulher.&lt;br /&gt;– Então ele vai morrer – ela disse sem conformar-se. – Nada mais pode ser feito?&lt;br /&gt;O homem de barba, sem bigodes, franziu o cenho triste.&lt;br /&gt;– Sua alteza faria melhor em procurar o consolo na felicidade de um bom casamento. Seria bom apressar-se, para que o reino não fique sem um rei.&lt;br /&gt;– E como é que a morte de um pai pode permitir a felicidade da filha, ainda que com o melhor dos noivos? – A Princesa se levantou, fugindo da idéia. – Além disso... os pretendentes não me agradam – confessou em meia-voz.&lt;br /&gt;– Mas pode realizar o sonho de seu Rei, fazendo a paz com o Reino ao Lado. Despose o Príncipe Inimigo e terminará com a guerra que fez de seu pai um velho tão cedo.&lt;br /&gt;A menina já não ouvia. Tinha os pensamentos além da janela aberta, por onde encarava o horizonte.&lt;br /&gt;– Não – disse. – O dia é bonito demais para um funeral. – Lá... em algum lugar, algo que não temos ou não sabemos. Algo deve curar meu pai. Médico, filósofo, Conselheiro – o senhor sempre serviu bem a meu pai. Seja também meu Conselheiro, mas não me fale em núpcias. Diga-me como salvar o Rei, pois não desejo outra coisa.&lt;br /&gt;O sábio pigarreou, vacilou; tinha as mãos às costas, pensando se escondia ou revelava o que ia em sua cabeça. Aproximou-se também da janela.&lt;br /&gt;– Há uma coisa – disse –, ou talvez não haja. Não sei ao certo. Mas se eu pudesse perguntar aos antigos eles diriam que há.&lt;br /&gt;– O que é?&lt;br /&gt;– O chifre de um unicórnio. O cálice feito do chifre de um unicórnio tornará o vinho em seu interior no remédio absoluto, curador de qualquer mal. Contudo – resmungou sem ânimo –, em todos os meus anos de estudos eu jamais vi um, nem conheço quem possua semelhante artefato.&lt;br /&gt;– Pois então conheça. Consiga-me um chifre de unicórnio.&lt;br /&gt;O homem suspirou longamente.&lt;br /&gt;– Um velho não pode obter isso. Um soldado, tampouco, nem um exército, nem um decreto real. – E agora o homem ria um riso discreto, meio tosse, meio amargo, mas parou e olhou a Princesa nos olhos cujo azul desafiava o do céu. – Os unicórnios são criaturas raras, belas como corcéis divinos, mas ferozes como bestas do inferno. Não, não; os homens podem guerrear para arrancar seu poder e beber no seu chifre, mas um desses animais magníficos, se importunado, pode pôr fim a uma legião. Assim diziam os antigos, antes de eu nascer, no tempo em que meu próprio mestre era menino. Apenas um outro ser, seu rival em beleza, dignidade e pureza, seria capaz de domá-lo.&lt;br /&gt;– E que criatura seria essa?&lt;br /&gt;– Uma donzela – sorriu o Conselheiro.&lt;br /&gt;A Princesa voltou-se em desafio. Por um instante o velho imaginou-a ofendida. Mas ela o encarou na seriedade de um túmulo.&lt;br /&gt;– Serei essa donzela – falou. – Diga o que preciso fazer para ter o poder do chifre do unicórnio. Diga-me aonde devo ir, o que devo dizer, cantar ou sacrificar.&lt;br /&gt;O sábio tinha uma tristeza aflita no rosto muito franzido quando a tocou por instinto nos ombros.&lt;br /&gt;– Não – disse com firmeza. – Sua alteza é a única herdeira do trono. Se o Rei morrer eu devo zelar por sua segurança. Acredite: essa criatura que se parece com um sonho é na verdade um pesadelo vivo. Se ela olhar em seus olhos e não a considerar digna, irá destruí-la sem pena. Não deve correr perigo. Eu lhe peço: deixe que outra pessoa vá em seu lugar. Há centenas de donzelas no Reino Daqui que certamente se arriscariam felizes pela vida de seu soberano...&lt;br /&gt;– Não! – respondeu a menina. – Eu sou a filha do Rei. Quem morreria por ele com mais alegria? Que amor pode ser mais forte do que o meu? E quem poderia – acrescentou com um sorriso ligeiro de triunfo – ser mais digna do que uma Princesa?&lt;br /&gt;O Conselheiro a fitou demoradamente. Por fim, pôs os olhos no chão.&lt;br /&gt;– Com ou sem o Rei, em breve eu serei sua rainha – disse ela num tom controlado. – Por isso, faça de meu pedido uma ordem. Diga-me onde encontrar o unicórnio e como devo me preparar para arrancar o chifre de sua cabeça.&lt;br /&gt;Assim, no dia seguinte, muito cedo, a Princesa partiu para a floresta acompanhada de metade da guarda real, comitiva estranha e agressiva para uma manhã tão suave. Liderava o grupo armado um Capitão herói, homem de muitas batalhas e poucas palavras. Ia triste: amava o Rei e pensava que a Princesa, na iminência de perder o pai, enlouquecera. Procurar unicórnios! Mas ela ia de queixo erguido, montada na égua mansa cor de canela, o longo vestido de linho branco acenando na brisa, a cabeleira de ouro rivalizando com o sol. Uma noiva predestinada, pensariam os viajantes que a vissem. Mas a comitiva não tomou a Estrada Real. Seguiram em fila pela trilha que levava ao Bosque Escuro, primeiro larga, percorrida na boa estação por nobres caçadores com seus cães e arcos e criados, depois estreita e hostil, fazendo as espadas saírem das bainhas para abrirem caminho com força.&lt;br /&gt;O Conselheiro devia ficar, velar o Rei em agonia, e daquela janela observou o cortejo ser engolido, soldado após soldado, pela folhagem do Bosque. Suspirou uma prece aos espíritos das árvores para que dessem bom termo à missão da Princesa.&lt;br /&gt;– Se preciso, arrancarei o chifre da besta com minhas próprias mãos – jurara, cruel, a donzela – e farei com sua pele um casaco de inverno.&lt;br /&gt;A Princesa tinha flores silvestres em feição de coroa em torno da cabeça. As pétalas frescas perfumavam seus cabelos. O orvalho da noite ainda brilhante nas folhas do bosque colocou diamantes de água em suas bochechas e cílios. Os soldados suspiraram felizes por escoltar um anjo.&lt;br /&gt;A mata era densa, mas a comitiva chegou por fim a uma clareira, e a Princesa ergueu a mão: bom lugar para apear. Os guerreiros sabiam o que fazer. Ocultaram-se como animais de caça no Bosque Escuro, não muito longe, não muito perto, e a Princesa sentou-se entre as raízes de uma árvore frondosa, suas pernas muito juntas, joelhos arqueados, as saias brancas espalhadas sobre as folhas secas, tapete que estalava.&lt;br /&gt;E esperou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Na próxima quarta-feira, Capítulo 2: Caça ao tesouro alheio!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113942266468037615?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113942266468037615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113942266468037615' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113942266468037615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113942266468037615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/02/o-chifre-negro-captulo-1.html' title='O Chifre Negro - Capítulo 1'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113868209600723294</id><published>2006-01-31T02:25:00.000-02:00</published><updated>2006-01-31T02:43:30.886-02:00</updated><title type='text'>Noches num frasco.</title><content type='html'>A maior parte das pessoas por aqui me conhece de diversas grupos virtuais de discussão nos quais há muito usei o pseudônimo "Noches de Madrid" e ainda uso o e-mail &lt;a href="mailto:nochesdemadrid@yahoo.com.br"&gt;nochesdemadrid@yahoo.com.br&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Num acesso de egolatria inexplicável às 2 da manhã eu dei uma busca pelo meu próprio pseudônimo no Google, este deus eletrônico do século 21, pra ver se havia algo de interessante conectado a essa combinação de letras (pergunta pro Pitágoras, diacho, numerologia não é comigo!). Entre algumas poucas entradas que faziam referência a meus contos - a maioria delas com links furados -, me deparei com a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eau de parfum 50 ml 'Noches de madrid'&lt;br /&gt;Contrastes da natureza num perfume envolvente. Aromas de jasmim do egipto (sic), patchouli da Indonesia (sic), violeta de grasse e vanille de Mdagascar (sic).Um unico (sic) perfume feito com diversos (países) misteriosos e envolventes."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(Sim, um texto como esse é o pesadelo de qualquer revisor.)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uuuuuuuuuh! Um perfume com meu nome!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo, NÃO É meu nome, mas é como se fosse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O líquido é verde e o vidro é cafona, mas tá valendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O site chama-se Felina e dedica-se à comercialização de produtos diversos, do inocente perfuminho de inspiração espanhola a artefatos de interesse especial como trages de vinil, lingerie masculina, estimuladores vaginais, peniais, anais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser zapear por lá clique &lt;a href="http://casal.alojamentos.org/loja/product_info.php?products_id=587&amp;osCsid=66027b936c7157c2a7e9e05fc05f7da8"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas é por sua conta e risco, falou?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, faz mais sentido do que nunca aquele proverbiozinho que meus amigos usam incansavelmente comigo: "Os melhores perfumes estão nos menores frascos; os piores venenos, também."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pra quem não sacou por que eu digo que o Google é um deus, ora... é porque ele tem respostas para todas as nossas perguntas! Não é isso que a gente espera de um deus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tsc pra mim. E cama.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113868209600723294?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113868209600723294/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113868209600723294' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113868209600723294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113868209600723294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/01/noches-num-frasco.html' title='Noches num frasco.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113777791768966180</id><published>2006-01-20T15:22:00.000-02:00</published><updated>2006-01-20T15:35:54.486-02:00</updated><title type='text'>Do Pecado Virtuoso</title><content type='html'>&lt;em&gt;uma resposta a "Da Virtude Pecaminosa"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img alt="Image hosting by Photobucket" src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/fotoMSN2.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;Bate em meu peito um malho sem tréguas,&lt;br /&gt;Sobre uma bigorna muscular,&lt;br /&gt;E as faíscas que de lá brotam&lt;br /&gt;São uma enxurrada de paixões e fleumas.&lt;br /&gt;(Eu quisera a arte qual uma paródia de vida,&lt;br /&gt;E a minha nova vida é paródia dessa arte.)&lt;br /&gt;Somente eu soube fazer-te arte,&lt;br /&gt;Pois só uma insana pode ver&lt;br /&gt;O arco-íris no cinza de uma pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O teu enigma atrai e trai:&lt;br /&gt;És como a folha de papel em branco,&lt;br /&gt;Que, em silêncio, chama a tinta, para, tarde demais,&lt;br /&gt;Dar-nos a saber que pena alguma a irá cortejar.&lt;br /&gt;Queres borrões, não verdades.&lt;br /&gt;O que te dei foram esboços de amizade.&lt;br /&gt;Não te acuso por teu pavor de pintar&lt;br /&gt;Da verdade um retrato,&lt;br /&gt;Mas condeno-te por tua profunda futilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha língua é demasiado curta&lt;br /&gt;Para alcançar o cume de minha indignação&lt;br /&gt;E da tua carência de dignidade.&lt;br /&gt;Se a minha presença te incomoda,&lt;br /&gt;A tua existência me ultraja.&lt;br /&gt;Teus olhos são uma água lodosa&lt;br /&gt;Onde face alguma encontra espelho,&lt;br /&gt;E onde o Sol não ousa reluzir,&lt;br /&gt;Temeroso de que até mesmo a sua luz,&lt;br /&gt;Em ti, torne-se fosca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teus lábios são pétalas vermelhas,&lt;br /&gt;Mandíbulas de uma planta carnívora, esfaimada&lt;br /&gt;Que aguarda, inerte, silenciosa,&lt;br /&gt;A corte que lhe prestam suas vítimas&lt;br /&gt;(E tu tens cadáveres de insetos&lt;br /&gt;No fundo da tua garganta).&lt;br /&gt;Teu peito é uma garrafa vazia&lt;br /&gt;Nas mãos de um bêbedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu ser todo é um lupanar&lt;br /&gt;Onde se prostituiu o significado,&lt;br /&gt;Desvirginou-se a esperança&lt;br /&gt;E violentaram a franqueza,&lt;br /&gt;Onde o passado deitou-se embriagado&lt;br /&gt;E perdeu-se, negligente, o futuro,&lt;br /&gt;Em incesto com seu gêmeo, o passado.&lt;br /&gt;Mas, do teu maior pecado, tiro minha maior virtude:&lt;br /&gt;Que, embora de ti tenha provado, eu jamais seja&lt;br /&gt;Amarga, triste e seca como tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tu és fragmentos de algo que não suporta ser uno&lt;br /&gt;E que ainda crê ser único.&lt;br /&gt;Tu és pedaços que fogem uns dos outros&lt;br /&gt;E, da colisão, formam&lt;br /&gt;Um vaso profundo, escuro... vazio.&lt;br /&gt;Tu és uma revanche contra um mundo&lt;br /&gt;Que se atreve a olhar-te bem no olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei amparar teus medos,&lt;br /&gt;Mas não posso nutrir tua covardia.&lt;br /&gt;Não me perguntes o que fiz de ti;&lt;br /&gt;Inquiras a teu próprio espírito:&lt;br /&gt;O que a ti mesmo fizeste?&lt;br /&gt;Não te culpo por minha compaixão.&lt;br /&gt;Incrimino-te por teu oportunismo e tua ausência&lt;br /&gt;De paixão, de razão, de argumento.&lt;br /&gt;E minhas lágrimas, hoje, pouco são&lt;br /&gt;Além de recordações&lt;br /&gt;Que à memória dos olhos senis passam&lt;br /&gt;E pelos olhos jovens são esquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo o que tuas mãos solicitam para a ação&lt;br /&gt;É o momento, o acaso, o fácil.&lt;br /&gt;Por que, então, se em mãos tiveste a adaga,&lt;br /&gt;Não me varaste de vez as costas enquanto eu dormia?&lt;br /&gt;Porque, mesmo sendo efêmero esse teu ser capaz,&lt;br /&gt;Capaz foste de, um dia, ter-me afeto.&lt;br /&gt;As fibras de teu coração são frouxas;&lt;br /&gt;Não conheces firmeza ou lealdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu soltei minha espada&lt;br /&gt;Para oferecer-te flores, e tu,&lt;br /&gt;Sob meu próprio manto, me apunhalaste.&lt;br /&gt;Às horas vespertinas, lembro-me de andar contigo&lt;br /&gt;(E suspiro); recordo-me de rir contigo&lt;br /&gt;(E sorrio), lembrando-me de suportar o peso do crime&lt;br /&gt;(E sangro), e, quando encaro o crepúsculo,&lt;br /&gt;Sinto a linha do horizonte a me enforcar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não confiei na eternidade&lt;br /&gt;Que me ofereceste em promessas,&lt;br /&gt;Mas quis crer imortal aquilo que sabia breve.&lt;br /&gt;Tua promessa é frágil e vazia&lt;br /&gt;Feito boneca de porcelana&lt;br /&gt;Cuja beleza é admirada no alto da prateleira,&lt;br /&gt;E que, ao ser tocada,&lt;br /&gt;Derruba-se, parte-se, perde-se.&lt;br /&gt;Tua promessa é frágil e vazia&lt;br /&gt;E perdida como tu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante muito tempo, lidei com teu corpo morto,&lt;br /&gt;Encenando tua alma finada,&lt;br /&gt;Pois, cega de meu pranto,&lt;br /&gt;Na hora de tua morte, não ousei te enterrar.&lt;br /&gt;Não esperes por mim para morrer:&lt;br /&gt;Se não sepultei a quem amava,&lt;br /&gt;Não irei a funeral de estranhos.&lt;br /&gt;E teu único privilégio, agora,&lt;br /&gt;É meu adeus:&lt;br /&gt;A primeira centelha de ódio&lt;br /&gt;Em mim atiçada, foi tua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28.11.1997&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113777791768966180?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113777791768966180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113777791768966180' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113777791768966180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113777791768966180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/01/do-pecado-virtuoso.html' title='Do Pecado Virtuoso'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113683481941323942</id><published>2006-01-09T17:22:00.000-02:00</published><updated>2006-01-09T17:26:59.436-02:00</updated><title type='text'>Só para assinantes!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/1600/camila%20fernandes.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1483/818/320/camila%20fernandes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Quem tiver interesse em receber notícias sobre meu trabalho em ilustração, literatura e outras doideiras - e, claro, atualizações do Demo Sentado - pode assinar minha lista de notícias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.groups.yahoo.com/group/ailustradora/"&gt;http://br.groups.yahoo.com/group/ailustradora/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É somente para recepção de mensagens enviadas pela moderadora - eu - , o que quer dizer que vocês não vão ficar recebendo uma tonelada de e-mails de pessoas desconhecidas falando de assuntos que já estão pela metade e vocês ficam sem entender nada, rs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhem a imagenzinha de apresentação da lista aí no alto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho um carinho absurdo por esse desenho. Um dia explico porquê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113683481941323942?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113683481941323942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113683481941323942' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113683481941323942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113683481941323942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2006/01/s-para-assinantes.html' title='Só para assinantes!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113597457349345425</id><published>2005-12-30T18:12:00.000-02:00</published><updated>2005-12-30T18:33:58.426-02:00</updated><title type='text'>Arquivo Morto - redivivo</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Eu estava visitando o &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; da colega internética Márcia, o &lt;em&gt;Insanatorium &lt;/em&gt;- que está nos meus &lt;em&gt;Parceiros&lt;/em&gt;, lado direito da página, lááá em baixo, e que recomendo a todos os pirados de plantão - e me deparei com um &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; entitulado &lt;em&gt;Arquivo Morto&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Lembrei de um sonho que arquivei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Quando adolescente, escrevi muita poesia. Material bem diversificado pra no mínimo dois livros. Já tinha até os títulos, as introduções e a ilustração de capa de um deles. Tinham até faixa-título, os danados, feito LP de banda de rock. Meus xodós durante muito tempo, meus bebês malditos. Onde é que entra mesmo a referência ao &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; da Márcia? Ah, é. O nome do primeiro livro era pra ser &lt;em&gt;Arquivo Morto&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Não é que eu tenha abandonado o sonho de publicar. Só porque poesia não vende neste país? Imagina... eheheh. Não. É que com o tempo fui percebendo que aquela poemalha que noutra era me encheu o ego era composta basicamente de porcaria. Sem falsa modéstia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Todavia e por todas as vias, há no meio dessa verseira qualquer coisa de bom. Talvez por ter sido realmente ruim na época; ruim de deixar guardado, bom de pôr pra fora, e como a escrita me serve como dilúvio, quero dizer que há poemas que ainda considero bons nessa multidão abandonada. Percorro as suas linhas e sei que apesar da passagem das estações eu ainda estou lá, adolescente, hesitante, absolutamente possessa. Como só o Demo, sentado aqui no meu ombro, poderia saber.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Tirando a linguagem pedante e a mania insuportável de recorrer a um palavreado pouco acessível, isso aqui até que é porreta. E bem sincero.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Ofereço aos endemoninhados, como último texto do ano, este longo farrapo do meu ser boneca de trapo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Da Virtude Pecaminosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bate em meu peito o simulacro de um coração&lt;br /&gt;Que sangra um caldo doce (não derivado de algo vivo):&lt;br /&gt;Sou o féretro da pureza e o berço da frivolidade;&lt;br /&gt;Bebo a essência de uma dor fictícia&lt;br /&gt;Para esquecer-me da que foi minha.&lt;br /&gt;Sou meu admirador mais devoto,&lt;br /&gt;Meu crítico mais cruel,&lt;br /&gt;O confessor dos meus pecados,&lt;br /&gt;Meu pior inimigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vaidade...&lt;br /&gt;É este o lacre sobre meu verdadeiro eu&lt;br /&gt;E a chave para as portas da cela.&lt;br /&gt;Eu não me recordo...&lt;br /&gt;Para que nasceram realmente as belas palavras&lt;br /&gt;Que atiro como escarro em descartável papel&lt;br /&gt;Numa língua que admiro,&lt;br /&gt;Cujo significado me escapa.&lt;br /&gt;Minhas mãos não conhecem desabafo.&lt;br /&gt;Minha boca não sabe rogar por absolvição.&lt;br /&gt;E a vaidade torna belo o que é fútil,&lt;br /&gt;Como o efêmero se torna caro,&lt;br /&gt;E o trivial, esplendoroso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento, eterno pareceu-me,&lt;br /&gt;Não me lembrava da dor real:&lt;br /&gt;Fantasiava doces ferimentos,&lt;br /&gt;Medindo sua vã profundidade;&lt;br /&gt;Fervilhava-me o sangue, jorrava farto&lt;br /&gt;Das veias que eu mesma me partia&lt;br /&gt;(O corpo meu em falsa carne viva&lt;br /&gt;Simulando o sentir na carne morta.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a vaidade que julga belo o rubro tom do sofrimento&lt;br /&gt;E o brilho inigualável duma lágrima&lt;br /&gt;Que incinera a pele onde coleia&lt;br /&gt;(É o capricho que a empurra para fora de meus olhos?).&lt;br /&gt;A vaidade tem garras e peçonhas&lt;br /&gt;Para cravar em chagas teatrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me exponho minhas escaras,&lt;br /&gt;Mas elas se assemelham a pinturas no rosto dum truão&lt;br /&gt;Pronto para o baile de aberrações;&lt;br /&gt;Borrões de tinta nos dedos inaptos do aprendiz&lt;br /&gt;Que queria pintar a agonia&lt;br /&gt;Com todas as cores da Criação;&lt;br /&gt;Defeitos de nascença – trivialidade.&lt;br /&gt;Eu, artista frustrada:&lt;br /&gt;Fértil imaginação, estéril sentimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o espelho em busca de alguém&lt;br /&gt;Que se escondia sob uma máscara.&lt;br /&gt;Ah, eu rasguei toda a sua rica fantasia;&lt;br /&gt;Qual não foi meu júbilo ao julgar seu pranto alto,&lt;br /&gt;Mas – ai de mim – não havia viv’alma ali atrás!&lt;br /&gt;Por tudo que há de sagrado&lt;br /&gt;E ainda se nada houver de sagrado,&lt;br /&gt;Afasta da minha vista essa abominação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, por vaidade obrigo-me a olhar&lt;br /&gt;Nos olhos das chamas (sim, que ardam os meus).&lt;br /&gt;Por isso parece a morte bela e franca&lt;br /&gt;Se uma flor a simboliza,&lt;br /&gt;Como tudo o que o drama torna em arte mais solene:&lt;br /&gt;A ironia do ser humano que foge de seus monstros&lt;br /&gt;Quando é monstro a fugir da própria humanidade;&lt;br /&gt;Do condenado que sorri e acena&lt;br /&gt;Com a corda em torno do pescoço,&lt;br /&gt;Da beleza assassina da espada que reluz&lt;br /&gt;Ao brilho do Sol, que vem desfilar&lt;br /&gt;Sobre o tapete vermelho de corpos no campo.&lt;br /&gt;O que é mais sublime&lt;br /&gt;Do que as lágrimas num rosto&lt;br /&gt;Ambiciosas de superar a chuva?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vaidade – por vazio da alma,&lt;br /&gt;Por medo daquilo que fere fundo,&lt;br /&gt;Áspero, cru, por ser real.&lt;br /&gt;Arranha tua pele até que sangre&lt;br /&gt;E não mais sentirás coceiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por vaidade,&lt;br /&gt;Permito-me acrescentar mais cor ao sangue,&lt;br /&gt;Mais poder ao carrasco,&lt;br /&gt;Mais agonia ao lamento.&lt;br /&gt;É a distância entre o pecado e a virtude&lt;br /&gt;Maior do que o espaço onde se fundem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é meu egoísmo mais do que decepção&lt;br /&gt;Quando o temor se pronuncia sem jamais se revelar?&lt;br /&gt;E a malícia – inocência deturpada&lt;br /&gt;Ou insegurança travestida?&lt;br /&gt;Minha arte? Meu abrigo e perdição.&lt;br /&gt;Cárcere e mundo, salvação e solitude&lt;br /&gt;Nos campos áridos da alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando de lendas vive o cético,&lt;br /&gt;A hipocrisia perdoa o coração.&lt;br /&gt;Sobra-me este mal, meu deleite:&lt;br /&gt;Eu me sento só num canto escuro&lt;br /&gt;E choro uma dor que não é minha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;01.02.1997 - É. Eu ainda não tinha feito 16.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113597457349345425?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113597457349345425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113597457349345425' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113597457349345425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113597457349345425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/12/arquivo-morto-redivivo.html' title='Arquivo Morto - redivivo'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113526622874192607</id><published>2005-12-22T13:42:00.000-02:00</published><updated>2005-12-22T13:43:48.753-02:00</updated><title type='text'>Meus votos.</title><content type='html'>Queridos amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que no ano que dentro em breve se iniciará vocês não tenham sorte. Não; sorte é um conceito muito arbitrário. Que vocês tenham, em vez disso, muita força. A força pra correr atrás dos seus objetivos, a garra pra enfrentar os obstáculos, a perspicácia para reconhecer e agarrar oportunidades, a vontade de viver e deixar viver e o poder de perdoar - a si mesmo e aos outros - por falhar de vez em quando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acima de tudo, que suas atitudes sejam sempre positivas e suas mentes, sempre iluminadas pela sensatez, mesmo nas horas mais escuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero agradecer a todos os que acompanharam meu trabalho e que estiveram na torcida por mim em 2005. Agradeço em especial àqueles que me presentearam dia após dia com sua amizade. Acreditem, nada que Papai Noel, aquele velho batuta, me trouxesse poderia me fazer mais feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, peço a todos um favor, mas um favorzão mesmo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIVIRTAM-SE!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divirtam-se no trabalho, mesmo quando o salário não for lá essas coisas. Divirtam-se em família, mesmo que de vez em quando houver conflito entre vocês e seus irmãos, pais ou filhos. Divirtam-se com seus amores, mesmo quando ela estiver de TPM ou ele, zangado porque o time perdeu. Em suma: divirtam-se reconhecendo a grandeza das pequenas coisas. Encontrem prazer na vida, mesmo que estejam sem grana pra fazer aquela incrível viagem dos sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se fizerem, não esqueçam de me chamar, hein!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rs...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(E haja otimismo.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113526622874192607?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113526622874192607/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113526622874192607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113526622874192607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113526622874192607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/12/meus-votos.html' title='Meus votos.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113500879463153831</id><published>2005-12-19T14:10:00.000-02:00</published><updated>2005-12-19T15:46:10.993-02:00</updated><title type='text'>Prelúdio da Queda</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;um tributo a Poe&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Este não é um conto novo, mas nutro um carinho especial por ele por se tratar do meu humilde tributo a um dos maiores autores de terror de todos os tempos, certamente conhecido de todos aqui: Edgar Allan Poe.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Não se trata de uma tentativa de copiar o mestre, o que seria, além de presunçoso, inútil. Apenas tomo emprestados alguns elementos da sua fantástica obra que, espero, os leitores poderão identificar com facilidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Para vocês:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Prelúdio da Queda&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Berenice suspirou. Seus olhos eram pálidos faróis; seu rosto era um rochedo severo; seus cabelos, um mar revolto e prateado que inundava seu leito de morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Ainda assim, era bela. Belíssima para o olhar do rapaz que lia paciente um livro qualquer, buscando distraí-la de sua dor:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– “A felicidade efetivamente consiste no meio-termo, nem muito alta nem muito baixa; à opulência nascem-lhe cedo cabelos brancos, mas a simplicidade tem velhice longa...”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Roderick...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Sim?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Já basta. Sabe que Shakespeare me põe doente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Então, diga-me que livro é capaz de deixá-la sã novamente, minha mãe! – O rapaz procurou sem sucesso conter a emoção na voz contradita, que ecoou nos arcos pontiagudos da câmara. Estreitou a mão da anciã entre as suas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– A senhora parece tão pequena – murmurou. – Tão miúdos estes dedos que já se enrolavam nos meus cabelos quando eu mal sabia falar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Você era um lindo menino – disse a mulher. – É um lindo menino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Roderick tinha o semblante pálido como o de Berenice, mas aquecido pelo rubor próprio da juventude. Os cabelos pairavam sobre a cabeça como um elemento mais leve do que o próprio ar. Fios finíssimos e brancos. Como os da mãe. Seus olhos eram de um cinza luminoso no qual se podia entrever um ensaio azul. Olhos que agora irradiavam pesar e indignação. A lágrima que escapou de um deles foi regar a face seca da velha, que cerrou os olhos como quem recebe a carícia de um amante. Ela levou a mão rugosa ao rosto do filho, que a acolheu junto à boca, beijando febrilmente seus dedos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Mãe. Minha mãe. Não vá, eu lhe imploro. Esta família inexiste sem a senhora. É nossa alma, nosso eixo, nosso alicerce; não sobreviveremos sem...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Cale-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Mãe!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Por Deus, Roderick. Cale-se e escute meu último pedido. Com minha passagem, você se torna o senhor deste solar. Deve tratar com moderada indulgência os seus criados; com hospitalidade os visitantes; com reserva os inimigos. Acima de tudo – ouça-me bem – deve zelar por sua irmã. Você é seu protetor agora. É o guardião de nosso nome e de nosso sangue. Dê-me netos a quem possa mostrar meu retrato e dizer: “Sua avó foi senhora de tudo o que você vê.” Você deve fazer de Madelyne sua mulher.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Mãe... – O rapaz continha-se agora; seu tom era de resignada censura. – Bem sabe que amo Madelyne. Mas meu futuro está em Annabel. Ela me faz feliz como uma manhã de primavera que nunca tem fim. Ela...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Os olhos de Berenice cresceram numa fúria reprimida.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Roderick – crocitou, apertando a mão forte do filho. – Annabel não é para você. Por amor a mim, você se casará com Madelyne. Fará nela os seus filhos, belos e perfeitos. Deve preservar nosso nome, nosso clã, a pureza de nosso sangue. Não se engane. Você deve honrar a casa de seu pai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Eu não desejo Madelyne! – esbravejou o jovem. – Peça-me qualquer outra coisa, mãe, e eu de bom grado a atenderei; se pudesse, aqui e agora, trocaria minha vida pela sua e partiria feliz em seu lugar. Mas não me peça que abra mão do meu amor. Eu protegerei Madelyne e a tratarei com honra por todos os dias da minha vida, mas não, não farei da minha irmã a minha esposa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;No exato momento em que a sentença se findou nos lábios de Roderick, estes sofreram a aguda contrariedade da mãe num tapa que quase o mandou ao chão. As frágeis mãos da velha Berenice ainda detinham o poder de uma matriarca, ainda que no leito de morte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;O jovem a encarou, a mão protegendo a face ferida, o olhar rancoroso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Maldito infeliz! – gritou Berenice. – Gosta de me ver agonizar lentamente, esgotada pela doença, consumida pela sua traição? Por que não crava de vez uma faca no meu peito? Mate-me! Mate toda esta família! Oh, por Deus... mate-me depressa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;A velha agora tinha o rosto virado, envergonhado, banhado em lágrimas. Seu corpo era sacudido por soluços que logo se transformaram num acesso de tosse. Sons roufenhos subiam por sua garganta, salpicando o lençol de vermelho. Ela levou a mão à boca. O rapaz, comovido, jogou-se aos pés do leito, tomando a doente nos braços.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Oh, mãe! Minha querida, minha adorada, eu sinto tanto!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Se sente tanto assim, faça a última vontade de sua mãe. Dê-me netos de sangue puro. Como você e sua irmã. Como eu e seu pai.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Roderick respirou fundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Mãe, eu a amo – disse suavemente. – Mas vou me casar com Annabel. Aceite. Sinta-se feliz por mim. Vá para o outro lado em paz. Eu tomei minha decisão. Nem seu choro, nem sua raiva, nem sua morte irão mudar isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Uma ira milenar injetou veias vermelhas nos olhos de mulher, que cresceram como dois sóis furiosos. Agarrou com uma mão os cabelos da nuca de Roderick e mostrou-lhe a outra espalmada, pintada do sangue dos seus pulmões. Mostrou-a como uma promessa. E rugiu numa voz que já não era sua:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Desgraçado seja, meu filho. Eu o almaldiçôo por este dia, por sua escolha, por sua deslealdade. Saiba, Roderick: Annabel não lhe dará filhos. Secarei primeiro seu ventre, depois seu corpo formoso e por último seu coração. Esta será a duração da vida dela ao seu lado: uma manhã de primavera e nada mais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;O jovem nada disse; um protesto morreu em sua boca aberta em espanto. A mágoa feria sua face, mas a anciã continuou:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;– Que estas paredes, estas rochas sejam minhas testemunhas e o túmulo de minha linhagem. Eu o amaldiçôo, Roderick, último filho da casa de Usher!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;O rapaz soltou-se de um tranco do toque da mãe. A velha Berenice caiu no leito, afundando, entre os lençóis, minúscula, exausta. Mas seus olhos não abandonaram a figura do filho que se afastava, horrorizado. Sua garganta emitiu um último e áspero suspiro, de sumo sofrimento ou sumo prazer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;E então Berenice deixou de respirar. Mas seus olhos ainda estavam abertos numa alegria diabólica, pregados no nada, eternamente inquisidores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;FIM.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Berenice, Annabel e Roderick são nomes de personagens de textos famosos do contista e poeta Edgar Allan Poe; Prelúdio da queda pode ser considerado como um fanfic em homenagem ao conto A queda da casa de Usher.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113500879463153831?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113500879463153831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113500879463153831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113500879463153831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113500879463153831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/12/preldio-da-queda.html' title='Prelúdio da Queda'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113457410185409892</id><published>2005-12-14T13:24:00.000-02:00</published><updated>2005-12-14T13:28:21.856-02:00</updated><title type='text'>Rapidinha 1</title><content type='html'>Quero escrever uma carta de despedida que abale até Julieta,&lt;br /&gt;Um adeus que sangre até os pulsos de quem tem a certeza da paixão,&lt;br /&gt;Uma elegia que busque o pranto até na cova do tirano defundo&lt;br /&gt;E que mesmo sem rima ponha a inveja na alma de quem canta o amor em Languedoc:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já vai tarde, vagabundo,&lt;br /&gt;E não me apareça mais aqui!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113457410185409892?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113457410185409892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113457410185409892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113457410185409892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113457410185409892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/12/rapidinha-1.html' title='Rapidinha 1'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113413737991203180</id><published>2005-12-09T12:08:00.000-02:00</published><updated>2005-12-09T12:09:39.923-02:00</updated><title type='text'>Esta noite para sempre</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;o texto é velho, a emoção é permanente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja meu esta noite para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque todo dia eu confundo seu corpo com o meu. O dedo que coça minhas costas é da sua mão. O olho que pisca em seu rosto é meu. O pêlo que nasce rebelde é de ouro no seu pescoço e de carvão na minha têmpora. Um fio sem dono. Sem propósito. Que arranco de mim – e ele sai de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os versos de Neruda que martelam minha cabeça foram feitos para a mulher dele. E para você. Que é meu homem. Que ficou na minha boca como a bala de hortelã que a gente não quer que se dissolva. Ficou na minha roupa. No meu corte de cabelo. Na cor da minha barriga no verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como eu fiquei em você. Estou aí. Nas escolhas do seu dia. Na sua lâmina de barbear. Na sujeira que você lavou da pele no banho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sujeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o sujei hoje. Foi vermelho e negro como o livro que não li. Foi crime e castigo como o que larguei pela metade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provei de mim na sua boca manchada com a cor do meu sexo. Meu dedo na sua boca. Meus fluídos passando a ser seus. Meu corpo escorregando todo cheio de você. Sangue tem quase gosto de lágrima. Fato tem quase jeito de sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrubesço quando lembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você, cachorro, vagabundo. Você me obedece. Tortura-me. Disseca-me amorosamente. Nome feio na sua boca é música. Fico querendo dançar. Você vem e faz tudo o que eu peço, tudo o que não pode, só porque eu peço, só porque não pode. Proibir é incitar. Quem mandou proibirem a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enrubesço, pode acreditar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vergonha de gostar do que não presta. Vergonha de achar que não presto. Como a coisa errada pode ser tão deliciosa? Não há coisa errada. Errada é a cabeça. A que nega a coisa. A coisa dentro de mim pulando sobre você. Exigindo você em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Romantismo reverso. Não é hora de poesia. É hora de unhas nas costas, amor sem maquilagem, sem educação, nem estribo, nem escrúpulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o ensinei a gostar disso. A adorar o segredo. O que fizemos não tem nome. Não tem descrição. Só gritando para entender. Só estando naquela cama, sendo eu sob você, sendo você sobre mim, atrás de mim, chamando-me puta, vadia, cadela, minha, minha, minha. Sendo sua. Sendo eu. Querendo mais. Mandando fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja meu para sempre esta noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só assim para entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhe para mim. Estou diante da janela escancarada. Eu escancarada. As cortinas voam. A cidade vive. Você me encara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Daqueles prédios dá para ver tudo o que a gente está fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou risada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Deixa, amor. Voyeur também é filho de Deus.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113413737991203180?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113413737991203180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113413737991203180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113413737991203180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113413737991203180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/12/esta-noite-para-sempre.html' title='Esta noite para sempre'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113397121730358698</id><published>2005-12-07T13:44:00.000-02:00</published><updated>2005-12-07T14:15:10.630-02:00</updated><title type='text'>Na VIP e na EGM!</title><content type='html'>É no mínimo com um pusta orgulho que posto esta novidade. Projetos nos quais estou envolvida saíram não em uma, mas duas grandes publicações deste mês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira é a VIP, clássica revista masculina. Entre suas resenhas de livros do mês de dezembro está "Necrópole - histórias de vampiros". Isso mesmo, o livro que escrevi em parceria com mais 4 autores. E está muito bem cotado, na página 167.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra é a EGM, conhecida revista para os aficionados em games. Para os que ainda não sabem, estou trabalhando durante o dia na Microways, empresa norueguesa instalada aqui em São Paulo que fabrica jogos para celulares. A revista traz uma bela matéria sobre a atuação da Microways no Brasil. A empresa é responsável pelo jogo Claro Chip, encomendado pela operadora Claro e baseado no popular comercial em que o Chip de celular viaja por cenários mirabolantes. Tem até uma foto da equipe do Brasil, com esta enxerida ilustradora bem no meião... Página 28.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu precisava dividir a alegria com vocês! Confiram abaixo as páginas escaneadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/VIP.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A capa da VIP&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/Necropole-na-VIP.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A resenha de &lt;/em&gt;Necrópole&lt;em&gt; na VIP&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img alt="Image hosted by Photobucket.com" src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/EGM_47___Cover.gif" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A capa da EGM&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/EGM_47___Microways.gif" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A matéria da EGM sobre a Microways&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos, abraços e apertos de mão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113397121730358698?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113397121730358698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113397121730358698' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113397121730358698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113397121730358698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/12/na-vip-e-na-egm.html' title='Na VIP e na EGM!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113356180548303206</id><published>2005-12-02T20:14:00.000-02:00</published><updated>2005-12-02T20:16:45.496-02:00</updated><title type='text'>Sobre o texto anterior.</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;considerações meia-boca&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O texto saiu meio à toa, e demorei uns poucos segundos pra escrevê-lo. Não tinha um objetivo. Não o revisei. Nem sequer o li uma segunda vez. Foi estranho. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Completamente fora do meu padrão. Mas achei que o resultado ficou bacaninha.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Você pode ler e pensar em como as pessoas se ocupam em dar nomes às coisas e se encaixar em rótulos em vez de curtir o momento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Você pode ler e pensar que realmente seria nojento transar no banheiro da boate.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ou você pode ler e soltar um sonoro "e daí?" e simplesmente não pensar em coisa alguma. Eheheh.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113356180548303206?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113356180548303206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113356180548303206' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113356180548303206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113356180548303206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/12/sobre-o-texto-anterior.html' title='Sobre o texto anterior.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113348147656842076</id><published>2005-12-01T21:57:00.000-02:00</published><updated>2005-12-01T21:57:56.596-02:00</updated><title type='text'>Eles não fizeram amor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;em&gt;delírio nostálgico&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Eles não fizeram amor no banheiro da boate. Não; porque na opinião deles esse negócio de fazer amor era brega demais. Amor não se faz, ele está aí ou não está, se sente ou não se sente. Mas não se faz. E não fizeram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não fornicaram no banheiro da boate. O verbo era medieval, soava como pecado, e o casal moderninho não pensa nessas coisas como pecado. Nada de fornicação, nem sob o consentimento do rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tampouco copularam no banheiro. Copular lembrava à mocinha do casal uns versos estranhos que lera quando criança que falava de minhocas copulando dentro da boca de uma índia que depois paria pacas. Não que tivesse parido muito. Não, parira pacas, mesmo, aqueles roedores parecidos com capivaras. Um poema escrito mui provavelmente sob a influência de poderosos psicotrópicos, mas de todo modo ela jamais admitiria copular. Então, não copularam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acasalar no banheiro, de jeito nenhum! Ela não estava no cio, ele não estava empenhado em fecundar o maior número possível de fêmeas e eles não eram mamíferos num documentário repetido do Discovery Channel. Nada de fecundar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foder no banheiro? Nem pensar. Ainda não estavam num tosco filme pornô ou numa letra de rap.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transar no banheiro, não, amor, que palavrinha mais desprovida de poesia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não transaram. Não foderam. Não acasalaram, nem copularam, nem fornicaram. Nem mesmo fizeram amor. Na verdade, o banheiro era bem sujinho, e imaginem vocês quantas pessoas já haviam feito isso tudo aí lá dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, o casal pensou, e nada fez. Preferiram ir a um lugar onde pudessem ao menos dizer, sem mentir mas omitindo, que dormiram juntos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113348147656842076?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113348147656842076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113348147656842076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113348147656842076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113348147656842076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/12/eles-no-fizeram-amor.html' title='Eles não fizeram amor'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113146376329159878</id><published>2005-11-08T13:11:00.000-02:00</published><updated>2005-11-08T13:29:23.303-02:00</updated><title type='text'>Concurso de contos do Círculo de Crônicas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pra quem não conhece ainda, o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.circulodecronicas.com"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Círculo de Crônicas &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;é o site do escritor Richard Diegues, que desde maio de 2003 administra esse espaço para autores de lieratura "oculta": vampiros, fantasmas, lobisomens, bruxas e outras criaturas sinistras povoam os contos disponíveis no site. Com design moderno e a cada dia recebendo mais contribuições, o site também oferece artigos, fanzines, livros virtuais e papéis de parede para download gratuito. Para quem curte suspense, terror e mitos, simplesmente imperdível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;So no último mês de outubro, o Círculo teve mais de 3000 acessos únicos, motivo de comemoração para todos aqueles que, como eu, têm seus textos expostos no site. Coroando essa marca, o site oferece a todos o &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.circulodecronicas.com/cc/concurso/regulamento.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;1º  CONCURSO  DE  CONTOS  DO  CÍRCULO  DE  CRÔNICAS&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Serão distribuídos ótimos prêmios para os vencedores e haverá uma boa exposição dos trabalhos de todos participantes. O regulamento completo vocês pegam &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.circulodecronicas.com/cc/concurso/regulamento.html"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Escritores do oculto: não percam sua chance de ter seu trabalho pemiado e exposto no Círculo de Crônicas. O prazo para entrega vai até 30 de novembro, por isso não percam tempo e enviem seus melhores trabalhos!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Boa sorte a todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113146376329159878?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113146376329159878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113146376329159878' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113146376329159878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113146376329159878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/11/concurso-de-contos-do-crculo-de.html' title='Concurso de contos do Círculo de Crônicas'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113137584145219821</id><published>2005-11-07T12:56:00.000-02:00</published><updated>2005-11-07T13:04:01.466-02:00</updated><title type='text'>Os ridículos</title><content type='html'>Outro dia um amigo, aquele dos direitos humanos, me disse que eu não tenho um superego. E que isso significava toscamente que eu não tenho medo de me expor ao ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Roberto, eu posso não ter um superego, mas o meu ego é super!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu amo o ridículo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o ridículo da vida, diz Helena Bandeira, parente de Manuel, o poeta, é o amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é ridículo. É brega. Uma coisa fora de moda, um tantinho grotesca e sem lugar numa sociedade verdadeiramente moderna como esta que escolhemos construir. Como as bruxinhas de biscuit penduradas no retrovisor de alguns sonhadores: cafona com estilo, e importantes só pra quem teve o (mau?) gosto de pendurá-las ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é kitsch: brega, mas estiloso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos ridículas. Eu nem tão eloqüente quanto Helena, muito menos, aliás, mas com o mesmo desejo sincero e primal de viver no ridículo. Do ridículo. Pois a vida já é séria demais pra nos furtarmos à chuva de alegria que vem de...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... não ter um superego, mas um ego super. Impregnado de expectativa, de luxúria, de necessidade, sim, necessidade do outro. Da absoluta felicidade de ser incompleto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada, troiana, pela inspiração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leitor: é no &lt;a href="http://ovoazulturquesa.blogspot.com/"&gt;Ovo Azul Turquesa&lt;/a&gt; que você fica sabendo das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos em tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113137584145219821?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113137584145219821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113137584145219821' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113137584145219821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113137584145219821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/11/os-ridculos.html' title='Os ridículos'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-113137194555687024</id><published>2005-11-07T11:54:00.000-02:00</published><updated>2005-11-07T11:59:05.576-02:00</updated><title type='text'>Foi um sucesso!</title><content type='html'>Saudações, amigos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coquetel de lançamento de "Necrópole" no último dia 29 foi um sucesso! Dezenas de pessoas compareceram ao evento para prestigiar os autores. Entre os rostos conhecidos dos amigos, alguns totalmente inéditos: leitores que já acompanhavam nosso trabalho na internet e no NecroZine que nos deram o prazer de estar com eles pela primeira vez cara a cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos ali já conheciam o livro e, tendo-o lido de cabo a rabo, adquiriram novos exemplares para presentear amigos ausentes. Alexandre Heredia, Gian Celli, Giorgio Cappelli, Richard Diegues e eu tivemos a grande satisfação de perceber o quanto os leitores estão apreciando nossos contos e pedindo por mais. Foi um grande sucesso. Só lamento duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não consegui dar a todos os amigos presentes a devida atenção - era tanta  gente que fiquei feito barata tonta assinando os livros;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A festa terminou cedo, afinal, a livraria fecha às 10 e, passado este horário, ainda havia pessoas chegando à loja, procurando seus exemplares!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, agradeço a todos os que compareceram: a vocês, meu muitíssimo obrigada. Seu apoio e reconhecimento me dá força para prosseguir. Aos que não puderam estar lá, também agradeço, pois sei que não faltou disposição. Para estes especialmente, duas garantias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Necrópole - histórias de vampiros" pode ser adquirido na sua livraria preferida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não desanimem, pois Necrópole não pára por aqui. Ainda nos veremos em novos eventos. A festa está apenas começando!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também agradeço à toda a equipe da Editora Alaúde, que organizou o belíssimo lançamento, e à Saraiva Megastore, que disponibilizou o excelente espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo mais, fotos do lançamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos, abraços, apertos de mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-113137194555687024?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/113137194555687024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=113137194555687024' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113137194555687024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/113137194555687024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/11/foi-um-sucesso.html' title='Foi um sucesso!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112860907942073854</id><published>2005-10-06T11:30:00.000-03:00</published><updated>2005-10-06T11:31:19.430-03:00</updated><title type='text'>Scarium Megazine: estou nessa!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;Caros amigos ilustreiros,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com prazer que anuncio que a Scariu Megazine # 13, edição especial de terror, já está à venda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra quem ainda não conhece, a Scarium é uma publicação de ficção especulativa, ou, se preferirem, literatura de fantasia, ficção científica e terror! Traz sempre contos, matérias, dicas e entrevistas com o pessoal dessas áreas. Editada em caráter especial por Giulia Moon, a edição 13 é um especial de terror que conta com a minha participação: tem capa feita por mim e um conto meu dentro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acessem o site oficial, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.scarium.com.br/"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;http://www.scarium.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:100%;"&gt;, para visualizar a capa e conhecer um pouco mais sobre o conteúdo da revista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa edição traz contos especialmente selecionados, juntamente com o meu, "Das Dores", uma história totalmente inédita sobre a dor, o amor, o ódio e a vingança. Um terror urbano e, até certo ponto, muito real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A publicação está em seu quarto ano, bombando. A edição 13 custa apenas R$ 6,00 e vale por um livro. Eu recomendo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos, abraços e apertos de mão a todos.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112860907942073854?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112860907942073854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112860907942073854' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112860907942073854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112860907942073854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/10/scarium-megazine-estou-nessa.html' title='Scarium Megazine: estou nessa!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112683874830339138</id><published>2005-09-15T23:40:00.000-03:00</published><updated>2005-09-15T23:52:14.086-03:00</updated><title type='text'>Necrópole - histórias de vampiros!</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Povo, o entusiasmo é grande, preciso partilhá-lo com vocês:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já está nas livrarias o meu primeiríssimo livro, escrito em parceria com Alexandre Heredia, Gianpaolo Celli, Giorgio Cappelli e Richard Diegues, meus comparsas do NecroZine. Saibam mais lendo o suculento texto abaixo! Logo mais, informações sobre o lançamento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/necrpole_capa.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;b  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Necrópole – Histórias de Vampiros &lt;/span&gt;&lt;/b&gt; é resultado da união de cinco escritores brasileiros e traz obras de suspense e terror que têm como cenário uma metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O livro reúne cinco histórias distintas, sendo uma de cada escritor, independentes entre si. A ligação entre elas fica por conta do cenário metropolitano e do t&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ema central: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt; os vampiros&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longe de ser uma coletânea, o livro é o produto de um árduo trabalho em grupo, com o intuito de criar narrativas atuais e dirigidas a um público-alvo mais amplo do que os leitores de suspense, terror ou mesmo de vampiros. Apesar do tema, o livro procura atender um público carente de boa literatura e não apenas um determinado nicho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O primeiro volume da coleção será lançado com os autores que idealizaram o projeto: &lt;b&gt; Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli, Giorgio Cappelli e Richard Diegues&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A inspiração para as histórias foi retirada do dia-a-dia de cada autor. “A idéia era reunir o melhor do clássico e do contemporâneo em narrativas de terror, jogando criaturas sinistras em ambientes típicos do século 21, como uma festa sofisticada, um cortiço ou uma rave”, diz Camila Fernandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O nome da coleção,&lt;b&gt; Necrópole&lt;/b&gt;, foi adotado para aludir ao lado negro das metrópoles. Segundo Alexandre Heredia, “Necrópole é uma coleção de livros de suspense e terror. Em cada volume, os escritores trabalharão sobre um tema específico. A intenção é agregar qualidade a cada trabalho, fazendo surgirem novos autores nacionais neste segmento que tem sido tão pouco explorado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “O grupo participou de todo o processo de produção do livro, da construção das histórias, passando pela revisão, diagramação e capa, até a criação do website oficial. Procuramos trabalhar em equipe durante todas as etapas do projeto”, garante Giorgio Cappelli.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “O Projeto &lt;b&gt; Necrópole&lt;/b&gt; se originou do periódico&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://www.circulodecronicas.com/cc/downloads/zines/zines.html"&gt;NecroZine&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;, um zine escrito e editado pelo grupo. Cada edição traz cinco contos dos autores, daí o formato do livro. O zine foi tão bem aceito pelos leitores que decidimos partir para um livro que suprisse melhor essa demanda”, explica Gianpaolo Celli. O NecroZine é distribuído gratuitamente em eventos culturais e diversas livrarias, podendo também ser baixado do website do grupo (&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://www.circulodecronicas.com/cc/livros/www.necrozine.blogspot.com" target="_blank"&gt;www.necrozine.blogspot.com&lt;/a&gt;), onde o leitor também encontra histórias inéditas, wallpapers exclusivos e atualizações sobre as atividades dos autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; “O grande trunfo do livro é a diferença de estilos entre os escritores. Cada um tem uma linha distinta e uma surpresa extremamente agradável na manga. As histórias surpreendem tanto pelo estilo, como pelo tratamento inusitado dado aos vampiros, revelando tramas intrincadas e personagens que os leitores não esquecerão”, afirma Richard Diegues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Diversão e suspense de tirar o fôlego!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/necropole_livrinho.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;           &lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:100%;" class="title"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Informações Adicionais:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cinco autores, cinco histórias, cinco maneiras diferentes de causar a mesma sensação: o medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Isto é &lt;b&gt; Necrópole – histórias de vampiros&lt;/b&gt;. Um livro que reúne cinco talentos da literatura de suspense e terror, cada um deles apresentando uma história com 30 páginas, ambientada em uma metrópole genérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Neste primeiro volume, o tema escolhido não poderia ser outro: Vampiros. Estas criaturas misteriosas e ao mesmo tempo tão difundidas na literatura são apresentadas pelos autores em tramas bem estruturadas e completas, com início, meio e finais surpreendentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Este é o primeiro volume de uma coleção dedicada ao segmento suspense/terror. A coleção sempre trará histórias inéditas com as mais promissoras revelações do gênero em edições temáticas: lobisomens, espíritos, bruxas, seres míticos e outros assuntos relacionados. O principal aspecto deste projeto não é apenas a pontualidade da coleção, mas também a apresentação de novos talentos da literatura brasileira de terror e suspense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Esta é uma obra que aparece no cenário editorial brasileiro para preencher a lacuna que ainda persiste nas publicações de suspense e terror.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A idealização desse livro originou-se de um trabalho criado pelos mesmos escritores que participam desta obra, praticamente com o mesmo formato: o &lt;a href="http://www.circulodecronicas.com/cc/downloads/zines/zines.html"&gt;&lt;b&gt;NecroZine&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;, um periódico bimestral, com contos de suspense e terror, distribuído em eventos culturais como forma de propagação do gênero literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; As histórias do zine envolvem vampiros, lobisomens, assassinos seriais, assombrações, personagens lendários, canibais e criaturas inofensivas que, do dia para a noite, se tornam ameaças. Os elementos suspense e terror são bem dosados, o que tem agradado até aos não-entusiastas do gênero, por sua sutileza e suas narrativas bem conduzidas. Os leitores são envolvidos pelas tramas nas histórias fortes de Alexandre, pelo toque sedutor de Camila, a acidez marcante de Gian, a ironia bem-humorada de Giorgio e a profundidade psicológica de Richard.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tudo isso fez com que o&lt;a href="http://www.circulodecronicas.com/cc/downloads/zines/zines.html"&gt;&lt;b&gt; NecroZine&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; alcançasse uma grande aceitação e o apoio para que a obra se desdobrasse para algo maior: o projeto Necrópole, culminando com o livro que você tem em suas mãos neste momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Por esta e por outras, você percebe que Necrópole é mais do que um simples livro. Ele é o fruto de uma proposta forte, desenvolvida em meio a sonhos e regada com muito sangue!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pouco sobre as histórias do livro:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em &lt;b&gt; Rogai por nós&lt;/b&gt;, Marcos, descobre logo cedo que a vida na metrópole é dura e que nem mesmo a religião é um porto seguro. Sua grande oportunidade surge nas mãos de Madame Agnes, uma santa mulher que auxilia crianças carentes, dando a elas uma nova esperança. Com ela, Marcos descobre a amizade, o amor, a luxúria e também um segredo macabro. O sacrifício em nome da vaidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;O edifício &lt;/b&gt;nos apresenta Felipe, um garoto ingênuo que é forçado a se mudar com a mãe para um cortiço decadente no centro da cidade, habitado por pobres, desvalidos, tarados, gigolôs e delinqüentes. Neste mundo perigoso ele lutará para sobreviver à miséria e à humilhação. Para isso, terá de provar sua coragem penetrando num antro proibido, onde o mal dilacera o corpo – e a mente – até dos mais fortes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;A casa dos loucos &lt;/b&gt;nos leva a uma festa badalada onde as classes privilegiadas exibem seus predicados. Entre corredores escuros e quartos misteriosos, a audaciosa Laura confrontará seus pavores mais antigos e conhecerá a outra face daqueles a quem chama de amigos. Aqui, os podres da burguesia assumem proporções inimagináveis, o sangue se torna mercadoria e o pior monstro é sem dúvida a vaidade humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em &lt;b&gt; Acerto de contas&lt;/b&gt;, Hélio, um jovem responsável, se vê como um peixe fora d’água ao acompanhar sua paixão adolescente, Stela, a uma festa movida a som alto, trajes excêntricos e drogas. Os segredos de Stela mudarão sua vida drasticamente e ele terá de enfrentar inimigos implacavelmente poderosos para salvar a si mesmo e à garota que ama de um destino fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Anatomia imortal &lt;/b&gt;nos apresenta a jovem Anna. Ela é tudo que um homem poderia querer: linda, talentosa e sedutora. Não podia prever, entretanto, o que Renato pretendia ao lhe dar uma carona. Agora, nas mãos de desconhecidos, todos os seus segredos serão descobertos, despidos, dissecados, e ela conhecerá sofrimento e humilhação nunca antes imaginados, enquanto sua existência pende por um fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Comentários sobre a obra:&lt;br /&gt;&lt;/b&gt; &lt;b&gt;&lt;br /&gt;Orelha de abertura do livro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Há tempos escrevemos sobre os seres que sugam nossa vitalidade – estão aí mitos e contos folclóricos pertencentes a dezenas de culturas para atestar a universalidade e a pertinência de uma certa indagação humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não questionamos a existência de vampiros; isso já parece verdade estabelecida, dados a profusão de histórias sobre eles e o fascínio que despertam. Indagamos, isso sim, como são eles, de que maneira atuam, até que ponto vai sua fome de sangue e vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Talvez venha daí a angústia que muitos dos personagens vivenciam: vale a pena privar outro ser de sua vitalidade para prolongar uma pseudovida, uma existência eterna, mas vazia de significado, de amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; É sobre essa angústia e sobre as indagações que as histórias aqui relatadas refletem. E que melhor hábitat existe para seus personagens do que a metrópole, o universo multifacetado do caos urbano, que neste início de século praticamente define a perplexa sociedade humana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Em narrativas diversas, ora delicadas, ora cruéis, os autores mergulharam na figura folclórica do vampiro imemorial e emergiram trazendo histórias perturbadoras de uma ameaça que metaforiza tantas das nossas inquietações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após a leitura, resta-nos a tentativa de compreensão do universo vampírico nesta metrópole que vira Necrópole. Tão distantes, mas ao mesmo tempo tão próximos, na dicotomia repulsa-fascinação que permeia o imaginário popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quem ousará questionar a existência deles?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rosana Rios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escritora&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Serviço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Necrópole – histórias de vampiros, &lt;/b&gt;de Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli, Giorgio Cappelli e Richard Diegues – 160 páginas, R$ 23,90, 2005, Editora Alaúde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Atendimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;Para fotos, imagens para artigos, exemplares para resenha e entrevistas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; e-mail: &lt;a href="mailto:alaude@alaude.com.br"&gt;&lt;b&gt;alaude@alaude.com.br&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Home page: &lt;a href="http://www.circulodecronicas.com/cc/livros/www.alaude.com.br" target="_blank"&gt;&lt;b&gt; www.alaude.com.br&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112683874830339138?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112683874830339138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112683874830339138' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112683874830339138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112683874830339138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/09/necrpole-histrias-de-vampiros.html' title='Necrópole - histórias de vampiros!'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112604751098820424</id><published>2005-09-06T19:54:00.000-03:00</published><updated>2005-09-06T19:58:30.996-03:00</updated><title type='text'>Retrato da noiva enviuvada.</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Este desenho foi inspirado no poema "Noiva", de minha autoria, que alguns de vocês já conhecem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;O poema "Noiva" foi inspirado em Victoria. Não aquela do Victoria's Secret. Mas certamente uma Victoria com segredos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Victoria... um dia eu a apresento a vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/noiva02.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um close na moça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/noiva_parte.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos, abraços e apertos de mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112604751098820424?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112604751098820424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112604751098820424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112604751098820424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112604751098820424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/09/retrato-da-noiva-enviuvada.html' title='Retrato da noiva enviuvada.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112567657651962158</id><published>2005-09-02T12:54:00.000-03:00</published><updated>2005-09-02T13:03:10.740-03:00</updated><title type='text'>Quimeras</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após um breve recesso, um post decente, embora reciclado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/quimeras.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Apaixonei-me por uma possibilidade,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Cortejei uma idéia,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Casei-me com um sonho,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Divorciei-me de um mito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Nem sempre se pode amar as pessoas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Vemos sem variar só o que queremos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;E amamos amiúde quem não é.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Desapego, meus amigos:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Somente nele é possível enxergar com clareza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Só quando não necessitamos da mentira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;É que nos permitimos crer na verdade,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;E então podemos, tranqüilos,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Carecer do outro,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;Sem morrer na sua falta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A alma fabrica quimeras desnecessárias.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112567657651962158?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112567657651962158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112567657651962158' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112567657651962158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112567657651962158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/09/quimeras.html' title='Quimeras'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112451627394118159</id><published>2005-08-20T02:36:00.000-03:00</published><updated>2005-08-20T02:37:53.953-03:00</updated><title type='text'>Hábitos Modernos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-style: italic;"&gt;figurinha nova e poema senil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/figurinha05.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Um dia, se aprende&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;A beijar sem amar,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Amar sem dizer,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Chorar sem soluços;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Futuro é um sujeito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Na beira da estrada,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Fedendo a cachaça,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Deitado de bruços.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Devo habituar-me&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;À pressa no prazer,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Ao fim de uma promessa,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Ao dedo na ferida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Isso é contrabando&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;De corpos e almas,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Desespero, tédio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;Ou estilo de vida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; color: black;"&gt;07.1998-08.07.2000&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112451627394118159?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112451627394118159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112451627394118159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112451627394118159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112451627394118159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/08/hbitos-modernos.html' title='Hábitos Modernos'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112451186443508940</id><published>2005-08-20T01:23:00.000-03:00</published><updated>2005-08-20T01:24:24.446-03:00</updated><title type='text'>Acabrunhada</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana; font-style: italic;"&gt;poema caduco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Levo comigo um miúdo pedaço,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Que resta de um íntimo sonho;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Velha me vêem, se jovem me ponho;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Jovem me querem, se velha me faço.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Vejo-me: o espelho de um estilhaço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;De vidro lançado no palco enfadonho,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E fico secreta neste olhar tão baço,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Que fita dolente, e crêem-no risonho...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Minha emoção é tão somente um vulto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Que corre alarmado, ora aqui, ora ali;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Um léxico falho que sempre consulto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Buscando salvar-me de tudo o que vi:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Distante da estupidez deste culto,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;E, acabrunhado, devorando a si,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Mudo desejo, usualmente oculto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Num canto de mim e à beira de ti...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;20.04.1998 (OK. Eu disse que era velho. Notem isso pelo formato...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112451186443508940?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112451186443508940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112451186443508940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112451186443508940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112451186443508940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/08/acabrunhada.html' title='Acabrunhada'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112429554926477247</id><published>2005-08-17T13:18:00.000-03:00</published><updated>2005-08-17T13:21:14.426-03:00</updated><title type='text'>Rabisqueira 02</title><content type='html'>Mais um fruto do meu mais recente vício:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/figurinha03.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser uma vampira. Ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seguinte endereço dá pra ver um passo-a-passo do desenho, da estruturação meia-boca à pintura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://artpad.art.com/gallery/?ildjruo53cg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenhar com mouse é um saco. Mas neste momento eu sou preguiçosa demais pra pegar a mesa digitalizadora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112429554926477247?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112429554926477247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112429554926477247' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112429554926477247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112429554926477247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/08/rabisqueira-02.html' title='Rabisqueira 02'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112429197203494888</id><published>2005-08-17T12:19:00.000-03:00</published><updated>2005-08-17T12:27:13.130-03:00</updated><title type='text'>Rabisqueira 01</title><content type='html'>&lt;img src="http://i4.photobucket.com/albums/y144/milaf/figurinha01.jpg" alt="Image hosted by Photobucket.com" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra ver a figura sendo criada no programa ArtPad, visitem &lt;a target="_blank" href="http://artpad.art.com/?ildgr0raubw"&gt;http://artpad.art.com/?ildgr0raubw&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aproveitem pra desenhar por lá também. Pode render algumas horas de diversão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112429197203494888?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112429197203494888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112429197203494888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112429197203494888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112429197203494888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/08/rabisqueira-01.html' title='Rabisqueira 01'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112413767418585298</id><published>2005-08-15T17:27:00.000-03:00</published><updated>2005-08-15T17:27:54.196-03:00</updated><title type='text'>O monstro em mim.</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Há um monstro dentro de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele aparece principalmente quando você está por perto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Observa pelos meus olhos os seus gestos, me retorce as entranhas num nó de fúria e sussurra, de mim para mim, as lições que eu deveria lhe dar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse monstro me mata, amor. E mata devagar. E ele já se mostrou a você.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na primeira vez, éramos somente nós, e eu me abri, revelei meu caráter mais íntimo, e lhe mostrei o que existe dentro de mim. Você não disse nada. Mudou o assunto, comprar cerveja, alugar um filme – mas vi nos seus olhos aquele desassossego de quem tenta enganar o medo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na segunda vez, tivemos platéia. O erro, o grito, os queixos esmurrados, o escândalo. Lembro-me quase sorrindo dos olhares chocados no bar. Lembro-me quase chorando das suas ameaças, mas não me deixe, não, amor, eu serei bom...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi só do muito que eu a quero que consegui fazê-la ficar. Recolhi o demônio ao meu calabouço mais profundo, barrei-o, soquei-o em mim, embalsamado. Então, cumulei-a de flores, perfumes, momentos de calmaria e gentileza, e olhe, amor é a nossa música tocando no rádio. Dancemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Chorar, nunca. A besta permite nunca o lamento e sempre o ódio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas o monstro cochila e pisca os olhos sonolentos, muito vivos, para mim. Ele me diz que eu devo ser severo. Para puni-la por tudo o que ainda não fez. Para não deixar que você me engane. Você me engana, amor? Com os abraços e os beijinhos e os amigos que na sua boca são apenas amigos e talvez na sua esperança sejam mais? Você me diz que não há malícia, não há maldade neste mundo a não ser em mim, mas ilude-se e me ilude consigo: há interesse nos gestos casuais desses sujeitos que a cercam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Você é belíssima. Bela demais para ser de um homem só. Bela demais para que o homem que a tem suporte dividi-la com outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A besta que reside em mim vigia seu domínio, querida. Você e eu? Suas vítimas. Seu nome? O ciúme.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 36pt; font-family: verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Esse monstro me mata, amor. E, um dia, matará a nós dois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112413767418585298?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112413767418585298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112413767418585298' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112413767418585298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112413767418585298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/08/o-monstro-em-mim.html' title='O monstro em mim.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112364570640538479</id><published>2005-08-10T00:47:00.000-03:00</published><updated>2005-08-10T00:49:45.546-03:00</updated><title type='text'>Mia: Capítulo 5 - Final</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todos os de nossa fraternidade felina, por domesticados e dóceis que sejam, seguem um princípio que nos deu a fama de bons caçadores, além de incuráveis ladrões. Ele diz: se quer uma coisa, vá pegá-la agora mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E eu queria voltar para casa. Digo, para a casa de Emma e do imbecil. Já que nunca seríamos amigos, não seria possível voltarmos a ser apenas adversários silenciosos? Humanos não costumam ser tão rancorosos. Não comigo. Talvez ele houvesse pedido perdão a Emma e pudesse ao menos tolerar-me por ela. Poderia até estar com sua consciência extremamente pesada por haver-nos tratado daquela forma e meu retorno poderia significar seu alívio – embora eu não confiasse em nenhuma destas hipóteses. Mas eu também queria ver como ela ia passando. Devia estar sentindo minha falta. Poderia até estar pensando que me perdera para sempre, a pobre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Então, reuni toda a minha coragem e desfaçatez a caminho do apartamento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Alcancei a escada de incêndio. Tudo era silêncio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não tive de arranhar o vidro para que me fosse permitido entrar. A janela estava suficientemente aberta para que eu me esgueirasse por ela, saltando para o chão da sala. Seria possível que tivessem saído e deixado a janela aberta? Não é isto o que chamam de imprudência? Quiçá estivessem no quarto, dormindo cedo demais. Fui averiguar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não gostei do que vi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No quarto, somente Jo. Estava atirado sobre a cama, de braços abertos. A indispensável garrafa estava ali ao seu lado. Não havia outro som que não o de uma respiração muito fraca e sôfrega, até doentia. Estava vivo, é claro, mas não muito, penso eu. Alguns homens ficam semimortos quando bebem e penam demais. É como estar doente o bastante para ver a morte chegando, mesmo que ela esteja muito longe.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O guarda-roupas estava com as portas escancaradas e as gavetas abertas. Havia algumas peças no chão, mas só o que sobrara ali dentro eram as roupas de Jo. As de sua mulher – bem como as de seu filhote – já não eram vistas. Eu só aspirava odores de álcool, suor, poeira, fezes sob os sapatos, rua, fumaça, desamparo, solidão. Emma fora embora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As situações em que somos pegos são pouco mais do que o reflexo de nossas atitudes. Que força pode obrigar a prostrar-se um ser livre, senão a do seu próprio arbítrio? É o mesmo poder que o leva a reagir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Vermes e abutres tendem a alimentar-se do que está morto. A conduta de uma única pessoa forja inúmeros papéis a serem cumpridos pelos que estão à sua volta, e a oportunidade é um petisco fácil ao qual poucos resistem. A vontade de Emma estava morta. Jo tornara-se o seu verme. Da passividade, da tolerância e da sujeição, porém, ela se erguera, protegendo a si e ao seu filho. Decidira-se pela mudança, tarde, mas não tarde demais. E nada, nem minha recordação, poderia tê-la mantido na inércia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Decerto que esperara por mim... Decerto que me julgara perdida. Devo ter me ausentado por muito tempo, não sei quanto. Não a culpo. Não posso. Ela salvou o que lhe restava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas bem que poderia ter-me esperado um pouco mais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje, subi ao telhado para observar as estrelas. Gatos viris, apaixonados por nada, entoavam seus cantos ao longe. Os cães enlouqueciam com o barulho e os mais tristonhos e velhos uivavam. Fechei meus olhos e apreciei aquela sinfonia dissonante. Logo eu já não estava sozinha no meu camarote.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Ora, veio disputar território?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era o Velho alvacento que vinha me saudar. Agachou-se também junto à calha do prédio, pouco distante de mim. Recebi-o em paz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– O meu... tem estado um pouco vazio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Percebi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Calamo-nos por um instante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Às vezes, partem antes de nós. Mas fui afortunada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E não dissemos mais nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tenho visto o Velho pelos telhados, mas não conto dividí-los com ele por muito tempo. Este gato é uma antigüidade. Se fosse um objeto, os homens o louvariam em vez de desprezá-lo. Logo ele partirá de modo que jamais possa ser encontrado, se não for antes pego por um carro ou uma turma de delinqüentes sedentos de violência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu? Ora. Essas coisas podem acontecer a mim também. Estou de volta às ruas. Não creio que demorarei a esquecer-me do rosto de Emma, de seu nome, de seu perfume. Creio menos ainda que encontre novamente criança ou família que queira acolher-me em seu regaço, mas quem sabe ao certo? Não tenho compromissos e nem lugar onde depositar meu cadáver. Já sou velha. Faltam-me dentes. Dirá alguém que as beldades são eternas? Não eu. Mas não me queixo. Fui agraciada com tudo o que alguém como eu poderia pedir, exceto o sono final num leito macio. À frente de uma lareira, à sombra de uma árvore, nos córregos das sarjetas, em braços amáveis – que me importa onde encontre a morte? Se encontrei a vida nos melhores lugares que poderia imaginar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não estou arrependida ou injustiçada. Não se diz que os gatos possuem muitas vidas? Eu vivi por todas elas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Minha existência de fidalga foi longa, invejável e magnífica. Imite-me quem puder.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: right; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;" align="right"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Janeiro de 1999.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt;" align="right"&gt;&lt;span style=";font-family:Garamond;font-size:13;"  &gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Revisão em março de 2003.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112364570640538479?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112364570640538479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112364570640538479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112364570640538479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112364570640538479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/08/mia-captulo-5-final.html' title='Mia: Capítulo 5 - Final'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112361167535883321</id><published>2005-08-09T15:15:00.000-03:00</published><updated>2005-08-09T15:21:15.363-03:00</updated><title type='text'>Desculpas esfarrapadas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu tinha uma amiga que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mentira, amiga nada, quem fazia isso era eu mesma. Contar a própria história no nome de outra? Tenha santa paciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uma amiga, que no caso sou eu, que pedia desculpas demais. Esbarrava nos colegas familiares, pessoas com quem se estar à vontade, e se desculpava. Errava o nome da pessoa, desculpava-se até ficar vermelha. Mandava cartas de desculpas. Mil perdões jurados e sacramentados. Desculpe por te aborrecer, eu não queria. Desculpe por ter chegado tão atrasada. Desculpe por não ter te dado o presente perfeito. Desculpe eu já estar de saída. Desculpe por estar ocupada. Desculpe não ser tão esperta. Desculpe ser. Simplesmente... desculpe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem pede desculpas demais é porque dá mancada demais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Já começou pela pior das mancadas: se arrepender de tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;A culpa é um doce tormento, o remédio dos auto-indulgentes. Ela nos desculpa pela imperfeição. Pedimos desculpas demais para enganar a perfeição. Quero dizer: desculpe, mas eu não vou tentar ser melhor do que isso. Apenas me desculpe. Continue desculpando. É bem simples.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Desculpa esfarrapada... merda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Desculpe-me por existir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112361167535883321?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112361167535883321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112361167535883321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112361167535883321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112361167535883321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/08/desculpas-esfarrapadas.html' title='Desculpas esfarrapadas'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112319447042152843</id><published>2005-08-04T19:25:00.000-03:00</published><updated>2005-08-04T19:27:50.430-03:00</updated><title type='text'>O dia em que fui mosca.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Hoje de manhã no banheiro. Azulejo amarelo estampado, casa de velho, flores setentistas me cercam, eu na privada, eu privada, particular, muito minha e livro na mão, e as moscas na parede.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;As moscas trepam.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma trepada estática, congelada no tempo. Coladas de rabo em rabo, não tentam andar como os cachorros que trepam na rua nem se alavancam uma na outra como os cachorros que trepam na cama. Só... estática. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;E a vida delas é trepar na inércia.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E eu: e se ficarmos assim?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E se nossa vida der nisso? Dois putos imóveis no nada, vidinhas de poucos segundos, prisão de felicidade enganosa. De costas um pro outro, colados, olhando pro nada, sem abraço, sem alavanca moral, sem brio, moscas. Com asas de efeito psicológico, que não servem pra escapar de uma mão espalmada na parede.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Minha mão espalmada. Sexo esmagado bem na linha da vida.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu não sei por que estão aqui. Eu estou aqui. Meu banheiro. Que é que há? Gostam de fedor? Ele me disse que é por causa da umidade. Ingênuo. Pra mim elas gostam é de bunda. Essas mosquinhas de umidade. O planeta delas gira em torno do ralo.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele me disse pra não pôr a mão no ralo que é sujo, mas eu fui pro ralo pra ver o que é que o ralo tem. Tampa fora. Mão no buraco. Maçaroca de cabelos de todas as cores, cabelos de morenas e cabelos de carecas, presentes de gente querida. Há quanto tempo não limpam esse ralo? Cabelos de gente anterior a mim saem junto. Cabelos em profusão. Bigodes de gato. Cílios de velha. Pentelhos de amigo. Cera de ouvido. A nunca acabar.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E as moscas se juntam ao meu redor, frágeis como a lucidez. Fáceis de eliminar. Como a lucidez. Só um tapa. Vários tapas. Pelas paredes as mãos espalmadas. Cabelos e o lodo do mundo pendendo das mãos. Reunião de moscas. Platéia efêmera. Eu espetáculo do ridículo. Eu só mãos e lodo.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Vocês querem umidade, seus porras?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Tampa de volta no ralo. Isso, feche os buraquinhos com o pé imundo. Unhas de dinossauro sem cortar há mais de mês. Feche o box também. Ligue o chuveiro. Tomar banho o dia inteiro. Limpar a mente. Anotação mental: não fazer mais anotações mentais. O celular tem agenda, porra, use a cabeça. Abra a cabeça. É quase, quando escorrego e bato a testa na torneira. Mil xingamentos. O celular toca lá fora. É ele? Ele diz que não vem? Não vou atender. Estou sangrando na testa. É certeza que as moscas acham graça. Se eu fosse como elas eu também acharia.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se eu fosse como elas.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se eu fosse como elas minha vida seria trepar na parede. Passar a existência na estática. Parar o tempo no ponto do gozo e não pegar o próximo trem. Improdutividade. Sim. Criogênica e feliz.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas ele telefona pra dizer que não vem! Por que telefonaria se viesse? E se ele não vem a casa desmorona. As moscas trepam, rabos nos rabos, nem antenas mexem. Só uma não tem par. Sou eu.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O telefone pára. Eu mosca solitária achatada na parede.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A água desce. O dia passa. Eu mosca.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Amor? Amor... o que é que você... caramba, olha sua testa. Me deixa ver isso. Vamos lavar.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele me puxou pelos braços.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Por que o banheiro tá cheio d’água? Por que é que você não atendeu ao telefone? Eu liguei pra dizer que ia me atrasar uma meia horinha. Desculpa. Você tá bem?&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Zum zum zum zum.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Amor? Fala alguma coisa!&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Zum zum zum zum!&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;- Palhaça...&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A casa ainda está de pé. Ele veio. Ele me abraça. Graças à deusa. Bem-vinda, lucidez.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112319447042152843?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112319447042152843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112319447042152843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112319447042152843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112319447042152843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/08/o-dia-em-que-fui-mosca.html' title='O dia em que fui mosca.'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112287271326986497</id><published>2005-08-01T02:04:00.000-03:00</published><updated>2005-08-01T02:06:22.686-03:00</updated><title type='text'>Mia: Capítulo 4</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os humanos têm um estranho apego a coisas inúteis. Certos objetos despertam neles maior interesse do que os próprios seres vivos. Têm enorme cuidado com determinadas miudezas, como conjuntos de chá de louça de não-sei-onde, com aquelas xícaras que mal conseguem segurar, de tão pequenas. Só servem como ornato para os seus móveis – outro estrambótico costume humano é colocar muitas coisas pequenas sobre coisas grandes com o único propósito de dificultar nossa vida quando queremos caminhar por sobre as mesas, armários e prateleiras. E infeliz do descuidado que se arrisca a bulir com essas preciosidades. É por isto que parei de subir na penteadeira de Emma. Estava sempre cheia de frascos de perfume, e eu costumava tropeçar neles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Se os humanos gostam tanto de embelezar suas casas, deviam ter mais gatos. Francamente, servimos para menos coisas do que um bom cão: não apanhamos jornais, chinelos ou brinquedos que se nos atirem, não guardamos o lar contra ladrões e, acima de tudo, não acatamos ordens. Mas o gato é um adorno! Uma preciosidade viva que escolhe cuidadosamente o ponto da casa que irá enfeitar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu falava sobre xícaras de chá, não? E sobre os infelizes que querem examiná-las. Pois bem. Desde que me mudara para aquela nova casa, havia uma grande estante na sala. Pareceu-me impossível usá-la como passarela, pois era repleta de quinquilharias brilhantes – entre elas uma enorme bandeja de louça com seu bule, seu açucareiro e suas xícaras, sobre uma toalha rendada. Emma limpava-as com um zelo nunca visto. A mãe de Jo lhas havia dado; tinha de tratá-las com delicadeza, como se fossem bebês. Eram antigas, valiosas, cheias de recordações. Molestá-las era molestar Jo e toda a sua família. E eis que, naquela noite, lá estava o Pequeno, vasculhando com seus débeis dedos as minúsculas peças de ornato. Eu o observava do sofá, de certo modo feliz porque ele se livrara de sua apatia e tentava descobrir o mundo. Pegou um cinzeiro de pedra, olhou-o, circunspecto, e deixou-o cair. Mas o objeto pousou sobre o tapete e, sendo muito duro, não se quebrou. O Pequeno partiu para as outras curiosidades. Esticou seus braços para o alto, em busca das xícaras, mas era muito franzino e baixo. Então, ficando trêmulo nas pontas dos pés, alcançou a beirada da toalha e puxou-a para a frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os homens não primam pela firmeza e a precisão; suas crianças, ainda menos. Toda a louça veio abaixo, permitindo a ele apenas afastar-se para o lado. Desta vez, apesar do murmúrio da chuva que caía lá fora, Emma ouviu o estardalhaço. Correu para a sala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Ah, Deus! O que você fez? Machucou-se?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fê-lo levantar-se e olhou para a louça. Ruínas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Mas está tudo quebrado aqui... O que você fez? Seu pai não vai gostar disso. Não mesmo! Ah, não, não chore!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Já falei sobre o senso de conveniência humana. O de Jo era dos melhores. Decidiu abrir a porta da casa naquele instante propício e surgir na sala, com uma garrafa na mão. Sua cara estava molhada. Creio que se perdera da sua condição de homem e pai, pois não me pareceu mais inteligente do que um galo de briga.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O filhote chorava um choro agudo. Ela ficou parada, cacos de louça em suas mãos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Aconteceu por acidente – explicou. – Nós não...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Foi ele ou foi você? Por causa do que eu disse ontem sobre a sua família? Você quis ofender a minha?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Não é nada disso, nós estávamos aqui e...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Então foi ele. Já não lhe disse para vigiá-lo? Você é complacente demais! Como é que deixa esse menino sozinho, Emma, você sabe muito bem que... ah... Por que simplesmente não põe dinheiro nas mãos dele, para vermos se ele o rasga e destrói todo, também? Da próxima vez ele pode querer brincar com facas!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela protestou, mas então Jo já agarrara o Pequeno pelos ombros e sacudia-o.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Por que é você que não tem força? Firmeza? O que é preciso fazer para que seja um homem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Emma segurou-o, tentando ganhar seu interesse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Pare com isso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Sou o pai dele! Você o trata como se ele fosse uma menininha. Por isso é que ele ficou delicado demais. Se você não pode lhe ensinar, eu mesmo o faço!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele a empurrou e saiu puxando o Pequeno pela blusa. Mas a criança não tinha forças para acompanhar as passadas gigantescas que o maldito dava. Logo estava sendo arrastada pelo corredor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Saltei da poltrona e segui os dois com os olhos. Não me aproximaria de um homem naquele estado. Seu cheiro era tão forte que me causava quase tanta repugnância quanto sua própria figura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Jo não parou senão quando chegou ao quarto do filho. Abriu a porta e enfiou-o lá dentro, trancando-o por fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Já devia estar na cama. Ficará aí dentro agora, para ver se não quebra mais nada!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Retornou à sala, onde Emma se colocou à sua frente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Pelo amor de Deus, o que você fez com ele?!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Fique quieta, droga. Ele é meu filho! Acha que eu o machucaria?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– E eu sou sua esposa! O que é que tem feito comigo além de me machucar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Eu machuco você? É isso? Quando eu a machuco?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– O tempo todo... seu bêbado!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela estava desfeita em pranto. Ocultei-me nas sombras do corredor. Conseguia ouvir o Pequeno dentro do quarto, sacudindo débil e inutilmente a maçaneta da porta. Na sala, a voz de Emma parecia o miado de um filhote faminto. Por que só chorava? Se o menino fosse meu filhote, eu arrancaria a pele do rosto daquele homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Só o que faz é me machucar... me ofender... Não tem um único gesto de amor ou sequer de respeito para mim! Você não é o homem com quem me casei! Não é um bom pai e nem um bom marido. É um louco, um monstro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não poderia impedir minhas patas de dispararem a correr para longe quando eles começaram a vociferar juntos e ele a atingiu no rosto com a violência de um inimigo declarado. Foi um único tapa, mas bastou. Acho que o que caiu ali não foi o corpo de Emma, mas todo e qualquer orgulho que ela possa ter tido um dia, pois não ouvi mais nada na sala além dos passos pesados de Jo no corredor, indo para seu quarto – o esconderijo que eu infelizmente escolhera – e o choro agudo de Emma, sentada no chão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele adentrou o recinto. Não me contive. De cima de sua própria cama, rosnei para ele, cuspi-lhe, ofereci-lhe todo o meu desprezo. Eu o afrontava. Sua mão avançou, disposta a aplicar também a mim uma lição inesquecível. Pulei de lado e minhas garras se eriçaram tanto quanto puderam, desferindo-lhe um golpe pelo qual mereço congratulações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Coisa desgraçada!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mais astuto do que eu previra, ele me agarrou pelas costas com a mesma mão que sangrava, esticando-me a pele de modo que fiquei anulada e inteiramente indefesa, enquanto ele me carregava para a sala.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O quarto também possuía uma janela. Mas penso que ele não resistiu à idéia de que sua maltratada companheira presenciasse o crime. Era pela janela da sala que ia me atirar, quando Emma, ainda em prantos, finalmente correu em meu socorro, barrando sua ação com um grito suplicante e colocando-se diante da janela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não sei se isto o acalmou e fez com que repensasse seu intento. Talvez apenas o tenha desorientado. O certo é que me valeu a vida. Morávamos no último andar e jamais me ocorrera a idéia de saltar daquela altura. Assim, ele a empurrou e me arrojou apenas pelos degraus da escada de incêndio. Meu equilíbrio não permitiu que eu me ferisse. Para mim, foi menos doloroso cair desse modo do que teria sido para ele se eu tivesse o poder de inverter nossas posições. Mas não menos humilhante.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fugi sob a chuva. Ele ainda foi atrás de mim, tentando afugentar-me, até escorregar nos degraus molhados. Quase me senti vingada. Eu então estava longe de suas vistas, correndo entre as poças de água na rua, banida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Há muito tempo não tinha de me valer de minhas artimanhas. Há muito desconhecia o ardor da competição pela sobrevivência. Gatos não contam idade, mas eu sabia que já mão era jovem. Vivera muito e bem à custa da bondade dos homens; agora, era repelida pela sua avareza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Começava a formular um conceito de ironia que me faria rir se não estivesse exemplificado justamente na minha condição. Mas lá estava eu. De volta às vielas escuras e aos becos úmidos da vida boêmia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De bom grado retornaria à antiga casa da família, ao conforto sobre as pernas de Pai, à diligência de Mãe e aos jogos com Van e Mar. Se&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;eu me lembrasse de onde procurá-los. Desconhecia qualquer caminho capaz de me conduzir à sua morada. Aceitei que estava só. Que fazer? Contar com a piedade de quem se dispusesse a oferecer uma tigela de leite a um gato à sua porta? Pôr, então, meu precioso couro à mercê dos caprichos de um estranho, que poderia apadrinhar-me ou oprimir-me? Misturar-me à sarna e à fome de irmãos menos favorecidos, engalfinhando-me com eles pelos restos de carne numa coxa de frango que as moscas cobiçavam? Deixar-me tiranizar pela força dos maiores, prescindindo do melhor quinhão do lixo fétido das casas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fiz de tudo um pouco. Ninguém me pode acusar de repetir meus métodos. Mantive-os variados e nem sempre eficientes. Tive de reaprender a contar com meus instintos para ser criativa em emergências e a contentar-me com cantos rígidos e reservados como os melhores leitos disponíveis. Acho que então já não era metade da formosa gata que fora um dia. Estava magra e suja. Mesmo assim, não deixei de prover a mim mesma certa diversão que advém do perigo e, devo admitir, da desonestidade. Já no primeiro dia que passei naquele retiro forçado, roubei a um mendigo decrépito um naco de pão com presunto que uma alma caridosa lhe haveria dado. Ele dormia profundamente e foi fácil apanhar-lho da mão. Mais tarde, saciada mal e mal a fome e com alguma investigação, descobri que ele estava morto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A vida ali não era mesmo muito bela. Mas eu não pretendia ficar por tempo bastante para acostumar-me a ela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-style: italic; font-family: verdana;font-size:100%;" &gt;Na semana que vem... a conclusão!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112287271326986497?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112287271326986497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112287271326986497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112287271326986497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112287271326986497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/08/mia-captulo-4.html' title='Mia: Capítulo 4'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112191862126215159</id><published>2005-07-21T01:01:00.000-03:00</published><updated>2005-07-21T01:07:51.186-03:00</updated><title type='text'>Tudo por teu beijo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;ou a "insistência do portuga"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Pedi-te um beijo, ó paulistinha empinada, que te custara, Patrícia, Fernanda ou Gisele, que me interessa teu nome, queria um teu beijo e só. Negaste-mo, então segui-te cidade adentro, pedindo amiúde que tomasses comigo uma bica antes de eu tomar o comboio para casa, 5 minutinhos e um beijo teu depois, não quiseste. Fui até a paragem do teu autocarro, quis saber se te agradava algum desporto, alguma equipa, se preferias o livro à televisão, se gostavas de bandas desenhadas, nada, resposta alguma, menos ainda o beijo teu que era tudo o que eu queria. Disse-te que as tuas peúgas coloridas eram bué, três vezes ou mais pois não me compreendeste da primeira e da segunda a dizer que as peúgas eram bonitas e que te vestias com bom gosto. É mal então um gajo ser gentil? Pois tocou o teu telemóvel e deixaste-me de banda, voltaste-me as costas, a mim, que não te pedia mais do que um beijo, trabalho infernal que é este de convencer uma rapariga a deitar-me beijos ainda que às faces. Voltaste-me as costas. Paulistinha empinada! Pois estava a olhar para os autos que passavam velozes quando te pedi e te exigi pela última vez um beijo, gritaste-me não, que não, que nunca, portuga safado, por isso mesmo te empurrei e deixei que beijasses primeiro a capota do Ford e depois o asfalto da rua que ficou todo vermelho do teu sangue. De tola que eras preferiste beijar o chão, quando fora mais fácil beijar-me a mim. Toma!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112191862126215159?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112191862126215159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112191862126215159' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112191862126215159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112191862126215159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/07/tudo-por-teu-beijo.html' title='Tudo por teu beijo'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112165631294500596</id><published>2005-07-18T00:10:00.000-03:00</published><updated>2005-07-18T00:37:43.720-03:00</updated><title type='text'>Mia: Capítulo 3</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu nunca passara por tal experiência, mas é claro que sabia o que era uma fêmea prenhe. Confesso que temi maiores ameaças à minha autoridade. Tornei-me insegura e requisitava atenção a todo tempo. Só não esperava que Jo fosse justamente aquele que procuraria satisfazer-me. Na verdade, por conselho de Emma.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Querido, Mia tem estado muito carinhosa. Acho que ela sabe que vai ganhar um irmãozinho.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aquilo o enfastiava.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Que irmão, Emma, a gata não é sua filha... Cuidado com este amor. Não fique distraída depois que o menino nascer, ou pode acabar amamentando a gata em lugar dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Não seja bobo. Ah, olhe para essa carinha. Por que você não &lt;i style=""&gt;brinca&lt;/i&gt; um pouco com ela?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu protestaria se previsse que ele seguiria a sugestão. Com toda a delicadeza que era peculiar a criaturas da sua qualidade, ele largou a lata de cerveja vazia na mesa ao lado do sofá, passou a mão por baixo do meu corpo e me ergueu no ar, pousando-me bruscamente sobre suas pernas. De ventre para cima. O homem queria a morte!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Arranhei-lhe a mão e ele, com um gemido, levantou-se, fazendo-me cair no chão. Nem Mar e Van, quando pequenos, poderiam ser tão estúpidos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Droga! Ela me arranhou!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Você não combina mesmo com animais, querido.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Talvez porque ele mesmo fosse um animal, e dos mais imundos. Emma poderia ter se casado com um rato. Ao menos, eu me divertiria com ele. Estava farta de Jo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Para não inspirá-lo a me castigar, saltei pela janela e fui respirar o ar da noite na escada de incêndio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ali, eu tinha muito mais liberdade do que na antiga casa, mas isto não voltava minha preferência à vida que levava então. Era nostálgica até o extremo da capacidade felina, que não é invejável. Minha memória é muito seletiva: interessa-se quase que só por odores e outros detalhes familiares e práticos, como as pessoas e coisas das quais gosto ou não. Naquele momento, agachada sobre o corrimão que precedia o primeiro lance de degraus, eu procurava lembrar-me de minhas situações prediletas na antiga casa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Van e Mar acotovelando-se no corredor, arrastando tiras de pano para que eu os perseguisse. Mãe seduzida pela minha aparente inocência, esquecendo-se da vassoura com que pretendia dar-me uma lição de disciplina. Pai coçando meu pescoço, sem dar importância às suas calças que eu enchia de pêlos. Emma ainda jovem, sentada comigo nos joelhos diante do espelho. Eu perambulando no escuro, ao ressonar da casa, escolhendo a cama onde iria passar a noite, acomodada junto a uma curva de cintura ou um braço acolhedor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Meus ouvidos jamais me deixaram à deriva. Voltei-me subitamente para um outro solitário que se aproximava, subindo a escada em direção ao mesmo corrimão no qual eu me encontrava, cauteloso, mas sem vacilar. Era de um branco poluído de cidade, de pêlos híspidos, esbelto e lento. Um sem-teto como eu já fora. Devia ter passado toda a sua existência nas ruas – julguemo-lo por seu aspecto. E era um tanto idoso.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Primeiramente hostilizei-o com olhares. Um estranho é sempre um estranho. Em geral, eu teria rosnado à primeira vista do intruso. Cordato, ele manteve a distância. Não devia ter um nome. Eu estava inteiramente acostumada a nomes, mas não o suficiente para esquecer-me de que eram invenções dos homens, das quais os animais sem domicílio não partilhavam. Assim como as palavras. De modo que ele jamais precisaria delas para dizer-me o que disse com seu olhar firme:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Você pode não me conhecer, mas eu já estava aqui bem antes da sua chegada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Olhou para dentro da minha janela. Emma e Jo estavam sentados no sofá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Ora, você tem humanos. Parecem ser dos bons. Não?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não senti vontade de agredí-lo. Pareceu-me antes um bom sujeito. Confesso que me apiedei do seu aspecto miserável. E há muito tempo eu não me relacionava com um do meu tipo de qualquer forma que fosse.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Ela é das boas – respondi-lhe. – Ele é um completo imbecil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Bem, então não posso dizer até que ponto você é afortunada por tê-los. Qual dos dois dá as ordens? Normalmente, um deles acha que manda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pensei um pouco antes de assumir aquela intragável verdade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– É o imbecil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Que lástima, jovem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– A convivência ainda não se tornou impossível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Aproveite enquanto são seus. Quase todos têm vida longa. Mas, às vezes, partem antes de nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– É melhor que desapareça agora, velho. Se ele o vir aqui, quererá dar-lhe a sova da qual escapei. Tem inveja de nós.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Está entendido, este é o seu território... Fique com a casa, mas deixe o teto para mim, sim? É o meu predileto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi-se escada abaixo. Admirei-me de que um gato, vivendo da vadiagem, pudesse ser tão longevo quanto aquele. Mas que podia supor eu, que nada sabia de sua história?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu nunca ia receber Jo à porta. Houve, contudo, uma noite em que não pude deixar de fazê-lo. Ele vinha com Emma e eles traziam uma novidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu passara antes disso um bom tempo sem ver Emma. Ela recomendara ao marido que, em sua ausência, não se esquecesse de me alimentar e de ser bom comigo. É claro que ele acatou o primeiro conselho. Não ia querer que ela se deparasse com sua querida gata morta por desnutrição. Quanto ao segundo conselho, não posso dizer que não tenha tentado seguí-lo. Não me dirigiu palavra ou olhar ferino durante todo o tempo em que ela esteve fora, o que era muito mais gentileza do que se podia esperar dele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De modo que, quando ele a trouxe de volta, fui dar-lhes as boas-vindas tão logo ouvi a chave girar na fechadura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nos braços de Emma repousava qualquer coisa de porte semelhante ao meu, envolvida por um lençol. Logo que se sentou no sofá, fazendo ruídos delicados para o seu pacote, chamou-me para exibir-mo. Saltei para o seu lado e vislumbrei aquela criatura plenamente pobre de pêlos, trêmula e enrugada, que era o seu filhote. Então, disse a Jo:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Feche a janela. Esta brisa pode fazer mal ao bebê...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele fez o que ela pediu, mas, em seguida, veio tomar-lhe a criança.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– A brisa não lhe fará nada. Olhe para ele! Um menino forte. Tão forte quanto o pai.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E ergueu-o bem alto nas mãos. Mas o filhote começou a chorar terrivelmente como só um filhote humano faz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Não é nada, não é nada... Isso. Pegue-o, Emma. Vou abrir uma cerveja para comemorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Veja bem, só uma...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aos poucos vi que a presença do bebê era mais fascinante do que ameaçadora. E ele, menos digno de cólera do que de piedade. O seu nome – porque era muito pouco falado naquela casa – eu não pude aprender bem. Passei a pensar nele apenas como o Pequeno. Por mais que crescesse, nunca teria de mim outro título. Era uma coisinha pálida e de poucas palavras. Não me afagava. Tampouco molestava-me.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nem sei se era capaz dessas coisas. De qualquer modo, depois de ele se tornar um pouco maior e mais forte, aproveitei-me de sua passividade e encontrei um bom companheiro para as noites mais frias. É claro que trancavam a porta do quarto para evitar minhas invasões, mas há muito tempo eu sabia que, para abrí-la, bastava saltar sobre a maçaneta e girá-la.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Disse que ele se tornara mais forte, mas não era exatamente o que Jo esperava de um filho seu. O Pequeno cresceu o bastante para mostrar-se ativo e interessado no mundo, como qualquer outro filhote, mas identifiquei nele uma estranha atitude diante de tudo. Eu já vira outras crianças humanas e elas eram ruidosas e agitadas. Mas ele apresentava constante abatimento. Logo largava das coisas que despertavam sua atenção. Movia-se vagarosamente. Por tudo isso e por observar os olhares piedosos que Emma lhe oferecia e as olhadelas impacientes com que Jo o desaprovava, constatei que havia algo de muito errado com ele. Foi isso o que, pouco a pouco, tornou o ambiente onde vivíamos menos suportável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Ele &lt;i style=""&gt;não é&lt;/i&gt; normal, Emma, você sabe disto. É frágil. Segura tudo tremendo, nem parece um homem. E na idade em que está já devia saber falar melhor!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Pelo amor de Deus, o que quer que eu faça?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Deus. Tenho certeza de que era um nome, mas nunca soube a quem se referia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Você é a mãe dele. Eu não passo o dia inteiro fora de casa? Não sustento esta família? Você não pode ao menos educar melhor o menino? Ele já é doente. Quer que seja também um desajustado?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Eu não tenho culpa – alegava ela. Lá vinham novamente aquelas lágrimas. Estavam se tornando tão comuns que eu já não tinha dúvidas sobre sua causa. – Eu dou a ele toda a atenção que posso. Ele... &lt;i style=""&gt;tem&lt;/i&gt; algum problema, você sabe. Nasceu assim. Talvez nós possamos mandá-lo a uma escola especial...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– E mais isto: ele também não é inteligente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Eu não posso fazer nada, seu estúpido!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Neste momento, ele a fustigou com uma expressão que eu nunca havia visto. Parecia que atribuía a ela a culpa por todas as suas insatisfações. Como podia uma criatura ser assim egoísta, que fazia frente até mesmo ao mais arrogante dos felinos? Comparando-me com ele, descobri em mim mesma um sentido de generosidade e compaixão que me faria renegada pela minha própria raça. Até conhecer Jo, eu imaginara todos os seres humanos dotados de um talento para amar uns aos outros e uma boa vontade quase canina. Concluí, assombrada, que eu sabia muito pouco sobre sua índole simples e imperturbável. Hoje, sei que são tão volúveis e indisciplinados quanto nós próprios, ou mais. Jo foi, de fato, o primeiro ser humano perverso que já tive o desprazer de conhecer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele avançou na direção dela e, por um momento, julguei que fosse agredí-la. Mas deteve-se e a maneira como olhou para Emma fê-la baixar de imediato os olhos e cobrí-los com as mãos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– Todos na minha família são inteligentes e fortes – ele cuspiu. – Na sua, não posso saber. É uma vergonha!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pela primeira e última vez em toda a minha regalada vida, desejei ser humana. Desejei o poder de gritar: &lt;i style=""&gt;Emma! Levante-se daí e reaja, arranhe-o, expulse-o!&lt;/i&gt; Valia-me mais estar vagando faminta pelas ruas do que viver naquela jaula onde nós duas e o pobre filhote éramos dominados por aquele macho desprezível. Ora, o que teria sido de mim se todos se deixassem iludir por minha aparente fragilidade, desprezando-me e condenando-me aos becos da vida?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu desejava ser humana. Ser humana e saltar sobre ele, empurrá-lo pela janela, vê-lo despencar pelo edifício até que o chão duro da calçada, lá embaixo, findasse sua existência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas ele deixou a sala e ninguém ousou fazer nada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A partir de então, jamais reafirmei meu apego a Emma, nem ela, tampouco, procurou-me. Não que eu ignorasse seu sofrimento, mas sempre quis que ela se desvencilhasse do homem, e, no entanto, via-a decadente e anulada por aquele condicionamento auto-imposto. Acho que eu não queria mais o amor de alguém assim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ela não era mais a Emma de minha infância, era uma fêmea dobrada e emudecida e o mérito da sua desgraça era todo do macho que ela escolhera como pai de sua prole. O mito da minha preferida estava obsoleto. A única coisa que eu queria era preservar a honra de sua memória, vingando-me de algum modo do seu violador. Minha vaidade o pedia. Mas eu era pouco além de uma observadora.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na semana que vem... o penúltimo capítulo de Mia. O quê? Já? Bom, eu avisei que era uma novela rápida. Estejam aqui. Divirtam&lt;/span&gt;-se!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Garamond;font-size:13;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112165631294500596?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112165631294500596/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112165631294500596' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112165631294500596'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112165631294500596'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/07/mia-captulo-3.html' title='Mia: Capítulo 3'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112118233399898361</id><published>2005-07-12T12:23:00.000-03:00</published><updated>2005-07-12T12:34:24.170-03:00</updated><title type='text'>Mia: Capítulo 2</title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para alguns, a proposta de &lt;/span&gt;Mia&lt;span style="font-style: italic;"&gt; - uma gata que narra a vida de uma família sob seu peculiar modo de ver o mundo - pode parecer extremamente ingênua. Mas esta &lt;/span&gt;autobiografia felina&lt;span style="font-style: italic;"&gt; ainda tem muito o que revelar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma vez eu disse que meus textos são muito simples e diretos, quase não admitindo subleituras. Pois bem, desta vez, me afasto um pouco de mim e peço que compreendam Mia tão metaforicamente quanto desejarem. Em contraste com os mimos e afagos que fazem parte do mundo da gata doméstica, a raiva, a inveja, a rejeição e a maldade humanas são avaliadas por uma protagonista inumana. A despeito de seu próprio egocentrismo, Mia perceberá muito em breve que o mundo lá fora não gira ao seu redor. Dura lição para os mimados. Quanto a Emma...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bom, pessoas. Leiam a novela. Avaliem por si mesmos. É o melhor conselho que posso lhes dar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Grata, sempre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Camila&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O vínculo que se manifestava a todo momento entre os menores e os maiores fazia-me recordar qualquer coisa que até hoje não sei definir com certeza. Jamais tive um pai, mas sei que tive uma mãe e também tive irmãos. Sei que era uma mãe porque tratava de mim como podia durante o pouco tempo em que estive junto dela. Sei que os outros eram irmãos porque disputavam comigo sua atenção. Isto é um irmão: um sujeito inoportuno que deseja o mesmo que você e procura roubar aquilo que é seu. Ainda assim, é possível estimá-lo, parece-me. Não tive chance de averiguar isso. Qualquer coisa me apartou daquela primeira família, mas não lastimo o fato. Até onde pude ver, estava bem melhor entre os homens.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mãe era um tanto reservada, mas jamais maldosa. Falava pouco comigo. Punha a minha comida no prato mesmo antes de eu lha requisitar e gritava quando eu me aninhava na enorme e tentadora cama onde ela dormia com Pai ou quando arranhava as almofadas do sofá. Por mais que façamos uma coisa, é impossível que os homens compreendam que não devem nos impedir. Eles teimam em nos retirar dos nossos lugares prediletos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pai me permitia melhor exercer minha personalidade. Nós dois gostávamos muito de dormir. Ele costumava provocar-me com qualquer objeto interessante – um lápis, uma fita de pano –, eu fingia que o arranhava e esse era o nosso jogo. Até permitia que me fizesse festas na barriga. Ele passava o dia ausente e retornava quando a cidade lá fora já estava escura. Eu costumava ir recebê-lo à porta, o que o fazia sentir-se muito especial, segundo creio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Todavia, Emma é quem era realmente especial. Dentre todos, tinha o melhor cheiro – um cheiro de coisa nova e revigorante. Comunicava-se bem, com olhares e gestos. Foi ela quem me levou a gostar do sorriso humano. Dizia-me uma porção de coisas que nem sempre eu compreendia, mas seu tom de voz me mostrava o que queria que eu soubesse. Também não penso que eles compreendessem tudo o que diziam uns aos outros. Pela maneira com que pronunciavam os nomes, podia-se interpretar o que desejavam ou sentiam. Era muito fácil, mas eu simulava inocência quando ralhavam comigo, convencendo-os de que não entendia uma só palavra. Logo me cediam sua acessível piedade ou uma última queixa, e eu me livrava do castigo maior.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Emma cansava-se facilmente de suas bonecas, preferindo, geralmente, brincar comigo. Não é de se admirar, já que as bonecas eram estranhas pessoinhas imóveis, que não davam atenção à sua conversa. Quando Emma ia lavar-se, levava-me consigo para o banheiro. Senão, eu ia até lá com meus próprios pés. Conversávamos o tempo todo. Falava comigo bem mais do que com as outras pessoas da casa, e quer-me parecer que preferia minha companhia à de qualquer um. Não que isto me impressione. Afinal, sou uma ótima ouvinte. Somente nisto posso ser equiparada aos cães.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não tenho certeza do motivo pelo qual os homens usam roupas para tapar suas peles. Talvez seja porque tenham tão poucos pêlos no corpo que sintam frio a todo momento, como num inverno interminável. Achava interessante observar sua freqüente troca de roupas. Despiam-se e vestiam-se de novo pelo menos uma vez a cada dia. Não tinham nenhum prurido quanto a estarem nus diante de mim, mas achavam intolerável a idéia de o fazer diante uns dos outros! Será que tinham medo de descobrir que eram todos iguais?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os anos os tornaram muito diferentes do que eram no começo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Enquanto eu passara de menina raquítica a elegante dama de pêlos sedosos e barriga satisfeita, Van e Mar eram já quase homens feitos – e bem mais quietos –, Pai perdera uma boa parte dos poucos cabelos que ainda tinha na cabeça, Mãe se parecia bem mais com um barril e Emma crescera notavelmente: era agora uma fêmea plenamente crescida, com seus cabelos castanhos, encaracolados e muito ajeitados, e passava fora de casa mais tempo do que eu gostaria. Com esta exceção, não houvera em minha vida mudança digna de nota. Essencialmente, eu continuava vivendo da mesma forma como meus ancestrais devem ter vivido quando primeiramente se depararam com homens que reconheceram sua grandeza.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aqueles anos de ociosidade e gula não fizeram senão acentuar meu temperamento exigente. Mesmo assim, ninguém se podia queixar de que eu fosse preguiçosa demais: era brincalhona, embora impaciente e, de certa forma, agressiva. Não tanto quanto certos colegas de telhado – gatos que lutavam ferozmente pela posse de seus territórios –, mas considere-se que eu era uma gata doméstica, que não tinha de vasculhar o lixo das casas em busca da minha ceia e também não enfrentava o frio, a chuva e outras misérias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu fui especialmente irascível no período em que desejei a companhia de outros gatos. Bem, minha família compreendia isto; cada um passaria por coisa semelhante algum dia – se já não o havia feito –, lidando com a necessidade de contato íntimo com os de sua própria espécie. Mesmo assim, mantiveram-me trancada na época, inimigos da idéia de que eu me promiscuísse com machos vadios. Não eram tão ingênuos quanto eu pensava e sabiam, tão bem quanto eu, que o produto final de meus requebros seria um bando de gatinhos encantadores. Acho que não queriam ter de dedicar a outros a afeição que me tinham. Posso compreender isso. Via-me oscilando constantemente entre a euforia e a depressão. Sou mesmo uma pessoa difícil. E tenho de admitir que, nesses dias, tornei-me insuportável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No entanto, tão logo abrandou-se tal obstinação, eu me esqueci dela e obtive licença para voltar aos telhados. Um gato é um atleta e um explorador. Por mais que ame o trono do rei, nunca abandonará por completo as aventuras da senda dos vagabundos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De qualquer modo, aquele ocasional desconforto não se repetiu. Lembro-me apenas de que fui levada até um certo homem, o qual fez-me dormir por meio de algum artifício inebriante. Foi um episódio muito estranho. Seja o que for que me tenha sucedido em suas mãos durante o sono, sei que despertei com a pele de minha linda barriga costurada e o certo é que não voltei a ter acessos de lascívia...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Emma continuava tão alegre como quando eu a conheci, embora muitas vezes eu a tenha pego a choramingar pelos cantos da casa. Lágrimas são coisas que acontecem com os olhos dos homens quando eles estão descontentes. Se bem que já vi pessoas chorando em momentos que não podem ter sido senão de felicidade. É mais uma das estranhas reações humanas diante da vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Emma sempre foi muito diferente de mim. Não sabia impor sua vontade às pessoas. Penso que a única vez em que a declarou abertamente foi quando contrariou a mãe e me trouxe para sua casa, de longe a melhor coisa que já fez. Talvez ela há tanto tempo não opinasse que as pessoas se haviam esquecido de que ela tinha desejos. Afinal, não podiam adivinhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu ia esfregar-me em suas pernas – não havia outro modo de perguntar-lhe a causa das lágrimas. Aparentemente, minha abordagem funcionava com tranqüilizante, pois ela me apanhava no colo e começava a falar comigo. Talvez me dissesse tudo o que não ousava dizer aos outros. Pouco depois, acalmava-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um dia, Emma chegou em casa muito animada. Um rapaz vinha com ela, de mãos dadas. Seu nome, como soou-me, era Jo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ficaram um bom tempo conversando com Pai e Mãe, sentados na sala com xícaras nas mãos. Riram. O tal rapaz certamente foi muito apreciado. E Emma não veio falar comigo enquanto o indivíduo não se dispôs a partir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois daquele dia, várias vezes vi o tal Jo entrar e sair da casa. Pai e Mãe gostavam muito de recebê-lo e Emma mais ainda de trazê-lo. Quando sozinhos, praticavam carícias que a meu ver não deveriam causar muito prazer. Ele parecia irritar-se com ela às vezes, quando o beijava por mais tempo do que lhe parecia adequado ou simplesmente dizia algo com que ele não concordasse. Parecia tão temperamental quanto eu – com a diferença de que jamais Emma teria de mim mostras de aborrecimento, mesmo que me incomodasse enquanto eu dormia. Mas, na presença de Jo, ela praticamente se esquecia da minha existência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um dos mais famigerados atributos felinos é o da inconstância. Em contrapartida, também somos conhecidos por nosso caráter ciumento. Em pouco tempo decidi que, a não ser pela ínfima possibilidade de o amigo de Emma mostrar-se delicado e amável para comigo, ele iria sofrer.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Raramente arrisquei aproximar-me dele; quando pela primeira vez o fiz, notei que tentou ser cortês, afagando minha cabeça. Escapei-lhe e cheirei sua mão. Não simpatizei com seu odor. Encarando-o bem, já vi que não conhecia nada sobre gatos e também não estava interessado em versar-se nesta admirável arte. Não queria nada comigo. Era o tipo de pessoa que eu ignoraria em qualquer outro caso, mas não nesse. Afinal, ele era a novidade no meu território e estava tomando algo que era antes unicamente meu – a atenção de minha preferida. E quem era ele para permitir-se tamanha audácia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Descobri-me capaz de sentir rancor. Descobriria, mais tarde, maiores motivos para senti-lo e a inutilidade que isso era.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não demorei a encontrar nos ares a previsão de mudanças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Até então, não experimentara nada parecido. Deparava-me com uma nova sensação de que qualquer coisa me aguardava e que não haveria como fugir dela.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um grave defeito humano é negligenciar, nas ocasiões mais importantes, a vontade dos animais com quem vivem. Eles nos incluem em planos dos quais não temos notícia até que nos vejamos irremediavelmente contaminados por suas decisões. Foi exatamente deste modo que eu vim a saber sobre a união de Emma e Jo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como Pai e Mãe haviam feito há muito, eles reuniram seus pertences e suas vidas. Todos estavam muito agitados e, ao que parecia, felizes. Entre lágrimas e risos, os humanos manifestaram plenamente o absurdo de sua natureza. Então, atiraram as malas ao carro e eu às mãos de Emma. Meteram-me na apertada gaiolinha que antes haviam usado para levar-me ao homem que costurou minha barriga e, por um instante, temi que pretendessem costurar mais alguma coisa. Mas logo compreendi que Emma estava me levando consigo. Fomos nós duas. Nós e aquele invasor em nossas vidas perfeitas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O nossa nova residência ficava no último andar de um edifício cinzento, pequeno e antigo. Era muito bonita por dentro, embora não fosse tão grande quanto a outra e certamente estivesse muito afastada de tudo o que eu conhecia. Mas era mais do que o bastante para uma gata, uma mulher e um homem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fiquei perplexa ao adentrar o lugar desconhecido, consciente de que poderia nele passar o resto de meus dias. Mas a adaptação nunca foi impossível para mim. Depois que a alcancei, minha vida prosseguiu sem grandes incômodos, mas eu dormia sozinha num aconchegante cesto que Emma, precavida, forrara com seu velho cobertor para mim. Talvez porque quisesse desfrutar em particular da intimidade adquirida com Jo. Talvez porque soubesse que eu me recusaria a dividir um leito com ele.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"  style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt; font-family: verdana;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não importava que nós reservássemos um ao outro nossa quase total indiferença. Ele não gostava de mim, eu não gostava dele e éramos conhecedores disso. Tínhamos um pacto de inimizade. Até este ponto, compartilhar a casa era tolerável. Ele estava quase sempre fora dela e, durante este período, eu podia reinar e ser razoavelmente feliz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Garamond;font-size:13;"  &gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;Quando Emma começou a inchar, percebi que íamos ter uma visita permanente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana; font-style: italic;"&gt;Na semana que vem... já sabem. Aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:Garamond;font-size:13;"  &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112118233399898361?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112118233399898361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112118233399898361' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112118233399898361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112118233399898361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/07/mia-captulo-2.html' title='Mia: Capítulo 2'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11645524.post-112083848022885623</id><published>2005-07-08T13:00:00.000-03:00</published><updated>2005-07-08T13:01:20.233-03:00</updated><title type='text'>Três macacos</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-family:verdana;" &gt;restolho de 31.01.2005&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Você não pode ser tão cego", foi o que pensei ontem à noite.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mas não disse. Sou bem de cuspir na mão que me afaga, mas não cheguei a esse ponto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu lhe pedi que apontasse um defeito. Um defeitinho só. Que seus olhos pudessem enxergar na minha cara deslavada. Na minha alma ainda por lavar. Onde fosse, sendo em mim.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Não enxergo o mal. Não ouço o mal. Não digo o mal. Pare de procurá-lo onde não está."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Que faço eu com semelhante resposta? Você é um amálgama dos três macaquinhos que tapam olhos, ouvidos e boca. Não dá entrada em sua alma para o que não presta. Não vibra sua língua na freqüência dos insultos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Você me diz que sou perfeita. E eu ainda lhe ponho defeitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Queria enganá-lo para sempre. O plano era fazer-me segura, insuspeita, alguém que olha para o sol como para um igual, sem nunca exibir seu lado negro. Aquele lado onde não bate luz. Não é o meu traseiro, diabos. O lado onde a benevolência nunca incide feito raio luminoso. Esse lado que eu esfrego na sua cara todo dia e você insiste em não ver.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tão cegos os olhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quero tanto ser mais como você.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pedi-lhe que me ensinasse. Que me emprestasse por tempo indeterminado essa tranqüilidade nata, essa inabilidade de acumular ódio, essa completa incapacidade de identificar um inimigo na sombra. Sua inocência. Já tive uma, não tão completa, mas de todo modo eu não sei onde a larguei. Onde ela me largou. Em que ponto se soltou da minha mão que se fechou em punho permanentemente. Punho de socar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sua completa, absoluta inocência. E você ma recusou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Não há nada que ensinar. Não quer ver o mal, então não o veja. Não o escute. E não o diga." Quisera eu missão assim fácil. Nunca é. Ser como você. Como? Eu o observo e só absorvo minha vergonha. Inspiro a sua saúde e me consome a doença. Adoro a sua alegre insanidade, o seu deslocamento na multidão, a sua solidão induzida, reduzida na sua lucidez. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não confio no meu discernimento, na minha noção de luz e sombra, forma e distância. Devia adotar a sua política: sorria e cale a boca. Você é meu macaco cego, surdo e mudo. Meu louco feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Permita-me este lamento. Só este momento de autocomiseração. Não sou covarde. Sei rir e chorar. Mas tenho medo de um dia entrar em curto. Não quero me atirar de um prédio por paranóia, tenho a certeza única do desamor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sou refém dos meus ímpetos, aprendiz do seu silêncio. Infeliz de mim: nunca serei você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11645524-112083848022885623?l=demosentado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://demosentado.blogspot.com/feeds/112083848022885623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11645524&amp;postID=112083848022885623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112083848022885623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11645524/posts/default/112083848022885623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://demosentado.blogspot.com/2005/07/trs-macacos_112083848022885623.html' title='Três macacos'/><author><name>Camila Fernandes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00281836503921538472</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
